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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Google Trends: buscas por 'direita ou esquerda' disparam 180% na eleição 2026

Capa: buscas por direita ou esquerda no Google Trends

As buscas no Google sobre se um político ou partido é de direita ou de esquerda bateram recorde no Brasil em agosto de 2026. Segundo dados do Google Trends divulgados nesta quinta-feira (17), o interesse por esse tipo de consulta cresceu 180% desde o início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto.

A informação aparece na segunda edição da newsletter do Google Trends sobre as eleições de 2026 e foi destacada por veículos como Folha de S.Paulo e Correio Braziliense. O levantamento mede interesse relativo por termos — não o número absoluto de pesquisas — e mostra que a polarização do debate público também se reflete na caixa de busca.

O que os eleitores estão pesquisando

As consultas se concentram principalmente em candidatos e partidos. Entre os presidenciáveis, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as buscas sobre posição ideológica, seguido por Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Também aparecem na lista Ronaldo Caiado (PSD), Raquel Lyra (PSD), ACM Neto (União), Eduardo Paes (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL).

No recorte dos últimos sete dias, a lista de nomes pesquisados inclui ainda Simone Tebet, Davi Alcolumbre, Ciro Gomes, Ciro Nogueira, Anthony Garotinho e Alexandre Kalil, conforme o Correio Braziliense.

Ilustração: crescimento das buscas e tendências no Brasil

Entre as legendas, PSD, Avante e Podemos foram as mais buscadas para saber de que lado do espectro político estão. Na sequência aparecem PSDB, PSB, Republicanos, PT e MDB, além de PDT, PP, PL, Novo, União Brasil, Cidadania e PSol.

Direita e esquerda sobem; centro fica para trás

O Google Trends aponta que o interesse por candidatos e partidos classificados como de direita ou de esquerda é bem maior do que o registrado para o centro. Nos últimos 30 dias, as pesquisas por "deputado esquerda" cresceram 600% no Brasil, enquanto "deputado direita" teve alta de 1.200%.

Essa aceleração coincide com a campanha para cargos legislativos e com o aumento das discussões sobre alinhamento ideológico nas redes e nos debates públicos. Em outras palavras: muita gente está tentando "rotular" nomes e siglas antes de decidir o voto.

Ilustração: urna e participação cívica nas eleições

Curiosidade: Collor e FHC entre os mais buscados do passado

O levantamento também identificou buscas sobre a posição política de personagens históricos. Na consulta "era de direita ou esquerda", Fernando Collor aparece em primeiro lugar, seguido por Fernando Henrique Cardoso, Getúlio Vargas, José Sarney e João Goulart. Também entram na relação Michel Temer, Leonel Brizola, Itamar Franco, Carlos Lacerda e, em listas mais amplas, Tancredo Neves, Eduardo Campos, Jânio Quadros, Paulo Maluf e até o cantor Raul Seixas.

Como ler esses dados

O Google Trends mostra interesse relativo por termos em um período. "Mais buscado" indica o maior volume no intervalo analisado; "maior alta" se refere ao crescimento do interesse em comparação com um período anterior. Ou seja, os percentuais descrevem variação de atenção, não garantem um número exato de cliques.

Para quem acompanha a eleição de 2026, o recado é claro: o eleitorado está mais ativo na busca por orientação política — e a polarização direita/esquerda continua dominando a curiosidade online, bem à frente do centro.

Fontes

  • Folha de S.Paulo / coluna Mônica Bergamo (17/09/2026): Google registra recorde de buscas sobre qual político é de direita ou de esquerda
  • Correio Braziliense / Em alta na política (17/09/2026): consultas sobre ideologia crescem 180%
  • Google Trends — newsletter eleições 2026 (2ª edição)

Cantinho Verde Lar acompanha o que está em alta no Brasil. Para serviços de CNPJ, certificado digital e proteção digital, confira também o Consultor CNPJ.

EUA exigiram 'dissidentes' na eleição 2026 para negociar tarifaço

D
ocumento de outubro de 2025, revelado nesta quinta (17), pedia eleies "livres e justas", preferência em minerais crticos e compra de avies da Boeing. Lula e Itamaraty rejeitaram como inaceitvel. Nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026), o Estado revelou — e a CNN Brasil confirmou o contedo de uma proposta comercial dos Estados Unidos enviada ao Brasil em 16 de outubro de 2025. O texto, com cerca de 21 exigncias, vinculava a reviso do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros a condiçõe
s polticas e econmicas que o governo Lula considerou inaceitveis. O que o documento pedia Segundo a reportagem, o governo Trump exigiu que o Brasil se comprometesse a realizar eleiões presidenciais "livres e justas" em 2026 e que no detivesse, prendesse nem limitasse "arbitrariamente" a participaão de "dissidentes polticos" no processo eleitoral. Integrantes do governo brasileiro ouvidos pela imprensa interpretaram a menço como ligada situaão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe. Além do ponto eleitoral, a proposta inclua: • direito de preferência para empresas americanas em ativos de minerais crticos, com aviso prvio aos EUA antes de transferncias de controle; exigncia de compra de aeronaves da Boeing por companhias aéreas brasileiras; • eliminaão de tarifas brasileiras sobre etanol, produtos qumicos, mquinas, veculos e bens de alta tecnologia dos EUA; • adeso a regras de "neutralidade competitiva" envolvendo o papel do Banco Central em meios de pagamento eletrnico, como o Pix. Reaão de Braslia O ministro das Relaões Exteriores, Mauro Vieira, recebeu o documento em Washington, antes de um encontro com o secretrio de Estado Marco Rubio e o representante comercial Jamieson Greer. Fontes dizem que Vieira informou o Planalto e rejeitou os termos. Na reunio seguinte, esses pontos sequer entraram na pauta.Reservadamente, o Itamaraty tratou o pacote como "bullying diplomático" e afirmou que a proposta "nasceu morta" nunca esteve na lista efetiva de barganhas em reunies oficiais. O termo "dissidentes polticos", segundo diplomatas, no tem validade jurdica em uma democracia. Nesta quinta, em entrevista Rdio Itatiaia, em Montes Claros (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta foi para o "arquivo morto" do governo. "Nem discutimos o documento, porque era inaceitvel um pas querer ter prioridade na riqueza mineral do nosso País", disse. Lula também reagiu ao timing da revelaão, um dia aps sancionar a Poltica Nacional de Minerais Críticos, Estratgicos e Terras Raras, e reiterou que o beneficiamento desses recursos deve ocorrer no Brasil. Segunda proposta tambm caiu Quase três meses depois, em 9 de janeiro, os EUA enviaram uma verso mais enxuta (sete setores e 14 tpicos), sem o bloco de poltica domstica, mas mantendo demandas de eliminaão total de tarifas em vrios segmentos. Essa proposta tambm foi recusada, segundo o Estado. Negociadores brasileiros citados pela CNN avaliaram que a rejeio inicial não atrapalhou tratativas posteriores e apontaram recuos americanos em tarifas e em sanões sob a Lei Magnitsky nos meses seguintes. O Departamento de Estado e o Itamaraty ainda não haviam se pronunciado oficialmente quando a CNN publicou a matéria. Por que isso importa agora A revelaão chega em plena campanha eleitoral de 2026 e um dia depois da sanão da política de minerais crticos tema sensvel para soberania econmica e para empresas que dependem de regras claras de investimento. Para quem acompanha comrcio exterior e regulaão de negcios no Brasil, o episdio refora o peso da diplomacia comercial sobre a previsibilidade do ambiente de negcios. Se sua empresa importa, exporta ou precisa organizar CNPJ e obrigaões fiscais em meio a mudanas de regras, vale acompanhar fontes oficiais e, quando precisar de apoio prático, conhecer o Consultor CNPJ em https://consultorcnpj.com.br/. Fontes Baseado em reportagens do Estadão, CNN Brasil e Folha de S.Paulo publicadas em 17/09/2026 sobre a proposta de outubro/2025 e a reaão do governo Lula.

Bolsa Família sobe 15%: piso vai a R$ 691 a partir de outubro


 Atualizado em 17/09/2026 (tarde)  com base na Agência Brasil, Exame e O Povo / Agência Estado. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira.


Nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026), o governo federal anunciou o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, alinhado à variação do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O valor mínimo por famlia sobe de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777. O tema entrou no radar do Google Trends Brasil no mesmo dia.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto no Palácio do Planalto. Os efeitos financeiros começam em 1 de outubro; a folha de setembro, cujos pagamentos começaram nesta quinta, ainda segue os valores anteriores.


O que muda nos valores


Segundo a cobertura da Agência Brasil e da Exame, passam a vigorar em outubro:


 Piso garantido  famlia: de R$ 600 para R$ 691

 Benefício médio: de R$ 675 para R$ 777 (cerca de R$ 100 a mais)

 Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante

 Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança com até sete anos incompletos

• Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante nas situações previstas no regulamento

 Benefício Complementar: at R$ 691 para famílias cuja renda total do programa não atinja esse patamar


O programa atende cerca de 19,3 milhões de famílias (cerca de 49,7 milhões de pessoas), conforme números citados pela Exame a partir de cálculos da Fazenda.



Por que o governo diz que pode reajustar agora


O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a lei do Bolsa Família autoriza a reposição inflacionária para preservar o poder de compra. O INPC acumulado desde o reinício do programa (março de 2023) até agosto de 2026 foi de 15,04%.


Sobre o custo fiscal, Moretti estimou:


 R$ 5,8 bilhões em 2026 (a partir da folha de outubro)

 cerca de R$ 22 bilhões em 2027 (a acomodar na lei orçamentária)


Ele disse que o governo identifica espaço fiscal para conceder o reajuste nos termos da lei.


Em postagem citada pelo O Povo, Lula afirmou que o reajuste busca recompor a inflação e proteger o poder de compra das famílias, combatendo a fome e a pobreza.


Calendário: setembro x outubro


Importante para quem recebe:


1. Setembro/2026  pagamentos iniciados em 17/09 ainda com os valores antigos.

2. Outubro/2026  novos valores entram na folha; efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

3. Em municípios em emergência ou calamidade reconhecida, o calendário de setembro pode ter sido unificado no primeiro dia  confirme no app/Caixa da sua cidade.



Contexto eleitoral (sem confundir fato com opinião)


O anúncio ocorre a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026 (4 de outubro). A imprensa registrou a proximidade das datas. O governo enquadra a medida como atualização monetária prevista em lei (INPC). Críticos políticos costumam discutir o timing; este post registra os números oficiais divulgados e deixa a avaliação eleitoral ao leitor.


O piso de R$ 600 havia sido mantido desde 2022/2023 (legado do Auxílio Brasil / retorno do nome Bolsa Família), sem correção plena pela inflação até este decreto.


O que observar daqui pra frente


 Confirmação no app Caixa Tem / calendário oficial da Caixa para a sua NIS.

• Publicações complementares do MDS e do Planejamento sobre componentes do benefício.

• Impacto nas contas públicas de 2026 e 2027 (espaço fiscal anunciado vs. execução).

 Qualquer ajuste de calendário em municípios sob calamidade.


Resumo rápido


 Quando: anúncio e decreto em 17/09/2026

 Reajuste: 15,04% (INPC mar/2023ago/2026)

• Piso: R$ 600  R$ 691

 Média: R$ 675  R$ 777

• Vigência financeira: a partir de outubro/2026

 Custo citado: R$ 5,8 bi (2026) e ~R$ 22 bi (2027)

 Alcance citado: ~19,3 mi de famílias / ~49,7 mi de pessoas


Fontes: Agência Brasil (17/09/2026); Exame (17/09/2026); O Povo / Agência Estado (17/09/2026). Confirme sempre o Diário Oficial e os canais oficiais da Caixa/MDS  calendários locais podem variar.


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Operação mira Milton Leite e infiltração do PCC no transporte de SP

Ilustração simbólica: transporte coletivo urbano e investigação

Atualizado em 17/09/2026 (manhã) — com base na cobertura da CNN Brasil, do Estadão (Blog do Fausto Macedo) e do InfoMoney. Trata-se de investigação em curso: há indícios e medidas cautelares em juízo de cognição sumária, não condenação definitiva. Vale a presunção de inocência.

Na manhã desta quinta-feira (17 de setembro de 2026), a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram a Operação Vectura Corrupta, ação que mira a alegada infiltração do crime organizado — em especial facções ligadas ao PCC — no sistema de transporte coletivo da capital e da região metropolitana. O nome que mais repercutiu nas buscas e nas manchetes é o do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), alvo de mandado de prisão e citado em materiais investigativos como figura decisória no setor.

O que aconteceu nesta quinta

Segundo a cobertura das agências e dos veículos citados, a operação cumpriu dezenas de mandados judiciais. Números divulgados pela imprensa apontam cerca de 16 mandados de prisão e cerca de 18 de busca e apreensão (há variação em algumas matérias, que falam em 13 prisões temporárias e 18 buscas — preferimos os patamares citados por CNN Brasil e Estadão e registramos a divergência).

Até a atualização da CNN Brasil nesta manhã, nove suspeitos haviam sido presos, entre eles: Júlio Salvador Filho; Claudionor Aparecido Sabino Tomaz; Levi dos Santos Oliveira (ex-presidente da SPTrans); Carla de Paula Muller (citada como esposa de “Granada”, ligado ao PCC); Edivania Arruda Botelho Alves; André Cassali; José Ronaldo Alves de Sales; Edson Antonio de Souza; e Danilo Marco Morgado Silva (candidato a deputado estadual pelo PL). A lista é a divulgada pela cobertura jornalística e pode mudar conforme novos cumprimentos de mandados.

As diligências ocorreram em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Ilustração simbólica de rede investigativa no transporte

Quem é Milton Leite e por que o nome pesa na operação

Milton Leite é ex-vereador pelo União Brasil e foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo por seis anos. Coberturas como a do InfoMoney lembram sua longa trajetória na legislatura municipal (cerca de 27 anos). Na Vectura Corrupta, autoridades e peças citadas pela imprensa o apontam de forma recorrente como responsável — direta ou indireta — pela operação de empresas que, segundo a tese investigativa, estariam sob influência do PCC.

Em declarações na Justiça Militar mencionadas pela CNN, Milton Leite chega a ser descrito como proprietário de fato da Transwolff (também grafada Transwolf em alguns trechos). O próprio Leite, em resposta ao Estadão, nega as acusações e afirma que provará inocência.

“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações.”
— Milton Leite, em declaração divulgada pelo Estadão

Parte das reportagens informou que a Justiça decretou prisão temporária de 30 dias para 13 investigados; Leite não teria sido localizado no cumprimento do mandado, o que levou a polícia a tratá-lo como foragido — classificação que ele rejeita publicamente.

Empresas e a tese da infiltração no transporte

A linha central da investigação, conforme InfoMoney e outros veículos, é a possibilidade de controle direto ou indireto do crime organizado sobre pelo menos 12 das cerca de 22 empresas de ônibus da capital. Entre as companhias nomeadas na cobertura do InfoMoney estão: Viação Transcap, Alfa Rodobus, Transwolff, A2 Transportes, Imperial Transportes, Move Bus, Pêssego Transportes, Allianz Transportes, Transunião, Qualibus Transportes, Norte Bus e Spencer Transportes.

As alegações em circulação incluem fraude em licitações, pagamentos ilícitos a agentes públicos, financiamento de candidaturas e aquisição de bens de alto valor. São indícios sob investigação, não verdades jurídicas já julgadas.

Contexto: Operação Decúrio e “Sintonias”

A Vectura Corrupta é ligada, na cobertura, à Operação Decúrio (agosto de 2024). A CNN também menciona estruturas apelidadas de “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”, no enredo que descreve a aproximação entre crime organizado, interesses empresariais e atores do poder público. Há ainda menções a alegado financiamento de campanhas municipais de 2024 e a possíveis conluios envolvendo advogados — sempre no campo da apuração, não de sentença transitada em julgado.

O que diz a Prefeitura de São Paulo

Em nota referida pela cobertura, a Prefeitura de São Paulo lembrou a intervenção na Transwolff em abril de 2024 e também na UPBus; afirmou ter aberto processo na Controladoria-Geral do Município (CGM) e que colabora com o MP e a Polícia Civil.

Ilustração simbólica: justiça e cidade

O que observar a seguir

  • Se Milton Leite se apresentará às autoridades no prazo que anunciou (até 24 horas);
  • Novos cumprimentos de mandados e eventuais prisões adicionais;
  • Peças processuais que detalhem (ou afastem) o elo entre empresas de ônibus e o PCC;
  • Desdobramentos administrativos na Prefeitura e na SPTrans;
  • Impacto político e eleitoral, dado o perfil dos citados (incluindo candidato a deputado estadual).
Em resumo
Operação Vectura Corrupta (17/09/2026): PC-SP + MPSP miram infiltração do PCC no transporte coletivo. ~16 prisões e ~18 buscas (números com variação na imprensa). Nove presos até atualização da CNN, incluindo ex-presidente da SPTrans. Milton Leite é alvo de mandado, nega ser foragido e promete se apresentar. Empresas de ônibus foram nomeadas na cobertura. Investigação em curso — presunção de inocência.

Para empresas e gestores que acompanham o tema sob o ângulo de governança, compliance e regularidade societária, o Consultor CNPJ / ORbite 360 reúne ferramentas e orientações em https://consultorcnpj.com.br/ — um lembrete útil de que transparência e controles internos importam tanto no setor público quanto no privado.

Fontes: CNN Brasil; Estadão (Blog do Fausto Macedo); InfoMoney — 17/09/2026. Este post é jornalístico-informativo e não substitui decisão judicial.

Cade reúne mais de 2.000 provas no caso do 'cartel do RH'


Atualizado em 17/09/2026 com base na reportagem da Folha de S.Paulo (C-Level) sobre a investigação da Superintendência-Geral do Cade.

Nesta quinta-feira (17), a Folha noticiou que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reuniu mais de 2.000 provas em uma investigação sobre troca de informações sensíveis entre executivos de RH de grandes empresas brasileiras e multinacionais. O material inclui dados sobre salários, reajustes e benefícios — como plano de saúde e auxílio-creche — e alimenta dois processos administrativos abertos na autarquia.

O caso ficou conhecido como "cartel do RH". Ainda não há condenação definitiva: a área técnica avalia recomendar a condenação das companhias e também se a prática pode configurar cartel. A expectativa citada na cobertura é de conclusão entre setembro e outubro de 2026.


O que está sob investigação

Segundo pessoas que acompanham o caso ouvidas pela Folha, grandes companhias teriam trocado, de forma sistemática e frequente ao longo de mais de 20 anos, informações detalhadas sobre remunerações e benefícios, em possível infração à lei de defesa da concorrência. Mais de 50 empresas estão no radar do Cade.

As investigações começaram em 2020 a partir de um acordo de leniência (empresa em sigilo). Em 2024, o Cade abriu o processo administrativo. As trocas teriam ocorrido entre 1994 e 2021. Integrantes da autarquia afirmam que não se tratava apenas de informações públicas ou de comparações genéricas — o que seria permitido.

Entre as investigadas com ações em Bolsa citadas na reportagem estão BRF, CSN, Dexco, Klabin, Natura, Suzano, Vale e Whirlpool. Também aparecem nomes de grande porte como Bunge, Cargill, Claro, Louis Dreyfus Company e Volkswagen, entre outras.

Por que o Cade enxerga risco no mercado de trabalho

Na avaliação do órgão, a lógica não é necessariamente combinar o preço de um produto ao consumidor, e sim reduzir a disputa pelos trabalhadores ao conhecer de antemão os parâmetros de remuneração das concorrentes. O compartilhamento frequente de dados estratégicos pode enfraquecer a rivalidade no mercado de trabalho — por exemplo, desestimulando ofertas salariais e benefícios mais vantajosos.

A Lei de Defesa da Concorrência proíbe condutas que tenham por objeto ou possam produzir efeitos de limitar, falsear ou prejudicar a livre concorrência e a livre iniciativa.

Os processos não se restringem a empresas do mesmo setor. As informações compartilhavam funções comuns a vários mercados — daí a presença conjunta de mineração, alimentos, papel e celulose, telecomunicações, automóveis, agronegócio e indústria química.

Como a troca de informação funcionava, segundo a cobertura

Relatos obtidos pela Folha descrevem um caminho típico: reuniões presenciais semestrais com dados em apresentações; depois, migração para meios digitais — sites com login e senha, planilhas, e-mail e WhatsApp nos períodos mais recentes.

O que as empresas dizem

A Folha procurou as companhias citadas. Em geral, as que responderam afirmam cumprir a legislação, ter apresentado defesa e/ou colaborar com a investigação. Algumas sustentam nos processos que o intercâmbio era "benchmarking" comum de RH; há quem questione a competência do Cade. Advogados de defesa argumentam que a troca não produz efeitos nos mercados. A palavra final caberá aos conselheiros do Cade após a conclusão da área técnica.

Risco de multa e próximos passos

Se forem condenadas, as empresas podem receber multas de até 20% do faturamento bruto no ano anterior ao início da infração, além de outras punições. A decisão também pode abrir caminho para pedidos de indenização na Justiça.

Especialistas ouvidos na reportagem destacam que o caso é um "teste" para a autoridade: diferenciar cartel de mera troca de informações sensíveis, definir padrão de provas e individualizar a responsabilidade entre dezenas de empresas.

O que isso muda para quem tem empresa ou CNPJ

Mesmo quem não está na lista das multinacionais investigadas deve prestar atenção ao recado estrutural:

  1. Compliance de concorrência — troca de dados sensíveis de remuneração com concorrentes pode ser lida como risco antitruste, não só "pesquisa de mercado".
  2. RH e governança — políticas internas de confidencialidade e treinamento de gestores reduzem exposição.
  3. Documentação em dia — empresa organizada (CNPJ ativo, obrigações regulares, segurança digital) responde melhor a qualquer fiscalização ou diligência.

Para quem precisa manter CNPJ, certificado digital e documentos empresariais em ordem, o Consultor CNPJ / ORbite 360 reúne orientações práticas: https://consultorcnpj.com.br/

Resumo rápido

  • Quando: reportagem de 17/09/2026
  • O quê: Cade reuniu mais de 2.000 provas no caso do "cartel do RH"
  • Escopo: troca de informações sobre salários e benefícios entre grandes empresas (1994–2021)
  • Status: área técnica avalia recomendar condenação; conclusão citada para set/out 2026
  • Atenção: ainda não há condenação definitiva; empresas negam irregularidade e apresentam defesa
  • Fontes: Folha de S.Paulo / C-Level (Guilherme Pimenta e Gabriela Cecchin, 17/09/2026, 4h). Confirme sempre comunicados oficiais do Cade — o processo segue e números/listas podem mudar.

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    quarta-feira, 16 de setembro de 2026

    Copom corta Selic para 13,75%; Fed sobe juros na Super Quarta

     Atualizado em 16/09/2026 com base na decisão oficial do Copom (comunicado às 18h32) e na cobertura do Estado/Broadcast, alm da deciso do Federal Reserve nos Estados Unidos na mesma Super Quarta.


    Nesta quarta-feira (16), o Comit de Poltica Monetria (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A deciso foi unnime e ficou em linha com a expectativa de 75 das 78 casas consultadas pelo Projeões Broadcast.


    Foi o quinto corte consecutivo. Desde maro de 2026, quando o BC iniciou o ciclo de calibraão, os juros j caíram 1,25 ponto percentual. Antes disso, a Selic ficou em 15%  o maior nvel em quase duas dcadas  por dez meses seguidos, de junho de 2025 at maro de 2026.



    O que diz o comunicado do Copom


    Segundo o colegiado, a decisão  compatvel com a estratgia de convergncia da inflaão para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. No comunicado, o Copom afirmou que, sem prejuzo do objetivo fundamental de estabilidade de preços, a medida tambm implica suavizaão das flutuaões do nvel de atividade econmica e fomento do pleno emprego.


    O comitê reforou a postura de cautela: segue acompanhando como a política fiscal domstica influencia a poltica monetria e os ativos financeiros, em cenário de maior incerteza. Tambm monitora a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos  porque isso contribui para a formaão de preos e eleva o custo da desinflaão.


    Sobre a atividade, o Copom apontou que os indicadores seguem consistentes com uma trajetória de desaceleraão no acumulado do ano. O contexto internacional citado na cobertura inclui incertezas ligadas  guerra no Ir, preos de commodities (em especial o petrleo) e efeitos sobre a cadeia global de suprimentos.



    Nos EUA, o Fed fez o caminho oposto


    Na mesma Super Quarta, o Federal Reserve elevou a taxa básica dos fundos federais em 0,25 ponto percentual, para o intervalo de 3,75% a 4%. Foi a primeira alta desde julho de 2023 e a primeira mudana sob a presidncia de Kevin Warsh, em votaão unnime (12 a 0), conforme o comunicado oficial do Fed e a coletiva de Warsh.


    O contraste  o centro da narrativa de mercado nesta noite: Brasil cortando juros enquanto os Estados Unidos apertam a poltica monetria. Essa divergncia pode pressionar o cmbio e os ativos emergentes — o que o investidor e o empresrio brasileiro precisam acompanhar nas prximas sessões.


    O que muda no dia a dia


    1. Crdito e financiamentos  a Selic  referncia para juros de empréstimos, carto, cheque especial e financiamentos; cortes em cadeia tendem a aliviar o custo do crdito ao longo do tempo, mas o repasse no  imediato nem uniforme.

    2. Empresas e MEI  capital de giro e investimentos ficam potencialmente menos caros; quem tem CNPJ ativo e documentaão em dia consegue negociar com mais previsibilidade.

    3. Poupana e renda fixa — rentabilidade de produtos atrelados à Selic tende a ceder conforme o ciclo de cortes avana.

    4. Dlar e bolsa  a combinaão Copom (corte) + Fed (alta)  o principal fator de atenão para o cmbio nesta Super Quarta.



    Resumo rápido

     Quando: 16/09/2026 (Super Quarta)
     Copom: Selic de 14% para 13,75% a.a. (−0,25 p.p.), deciso unnime
     Ciclo: 5 corte seguido; 1,25 p.p. desde maro/2026
     Fed: alta de 0,25 p.p. para a faixa 3,75%4%
     Atenão: tom do comunicado do BC sobre fiscal, expectativas de inflaão e prximos passos

    Fontes

    Estado / Broadcast (16/09/2026, 18h32, atualizado 19h14)  deciso e comunicado do Copom; Federal Reserve  FOMC statement e coletiva de Kevin Warsh (16/09/2026). Confirme sempre o texto oficial no site do Banco Central e do Fed.

    Contedo informativo do Cantinho Verde Lar. Para empresa, documentos e segurana digital, confira tambm o Consultor CNPJ / ORbite 360: https://consultorcnpj.com.br/


    São Paulo 1x1 Boca: Tricolor cai da Sul-Americana; Boca enfrenta Vasco na semi


     O So Paulo deu adeus  Copa Sul-Americana 2026. Na noite de terça-feira (15), no MorumBIS, o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors na volta das quartas de final, resultado insuficiente para reverter a derrota por 1 a 0 sofrida na ida, em La Bombonera. No agregado, os argentinos avanaram por 2 a 1 e carimbaram vaga nas semifinais.


    O tema lidera as buscas no Google Trends Brasil nesta quarta-feira (16), com mais de 1 milhão de pesquisas relacionadas a so paulo x boca juniors e  CONMEBOL Sudamericana nas ltimas 24 horas  sinal de quanto o confronto mexeu com o torcedor brasilei


    ro.


    Como foi o jogo


    Precisando vencer por dois gols de diferença para avanar (ou por um gol e decidir nos pnaltis, a depender do cenrio), o So Paulo enfrentou um Boca organizado e experiente em noites eliminatrias. O pblico oficial foi de 55.724 pessoas, com renda de R$ 3.429.802,00, segundo a súmula divulgada pela imprensa esportiva.


    Os gols saíram no segundo tempo. O lateral Leandro Lozano abriu o placar para o Boca e complicou ainda mais a misso tricolor. Quase no fim, o zagueiro Domingos Duarte empatou de cabea  reaão tardia demais para evitar a eliminaão. O apito final confirmou o 1 a 1 no MorumBIS e o 2 a 1 no placar agregado a favor do Boca.



    Boca x Vasco na semifinal


    Com a classificaão, o Boca Juniors enfrenta o Vasco da Gama nas semifinais da Sul-Americana. O cruz-maltino havia eliminado o Santa Fe e agora duelar com o time argentino por uma vaga na deciso continental.


    Para o So Paulo, o foco imediato volta ao Campeonato Brasileiro. O Tricolor recebe o Internacional no sábado (19), às 21h (horrio de Braslia), no MorumBIS, pela 28ª rodada. A equipe chega sob presso na tabela e precisa pontuar para se afastar da zona de rebaixamento.


    Por que o resultado pesa


    A queda na Sul-Americana encerra a campanha continental do So Paulo em 2026 e refora a cobrana sobre a temporada domstica. Do lado argentino, o Boca refora a tradião em mata-matas e chega s semis com o moral alto aps superar um dos clubes mais tradicionais do Brasil em casa.


    Se voc acompanhou o jogo ou s agora viu o assunto explodir nas buscas, o resumo  direto: empate no MorumBIS, vantagem da ida preservada, Boca classificado e Vasco no caminho das semifinais.


    Fontes


    Fatos reunidos a partir de coberturas do SBT Sports, CNN Brasil e Terra Esporte sobre a partida de 15/09/2026 e do volume de buscas do Google Trends Brasil em 16/09/2026.

    Lula: governo já gastou R$ 47 bi para segurar gasolina e diesel

    Atualizado em 16/09/2026 com base na fala do presidente Lula e na cobertura de O Povo / Agência Estado, além de balanços recentes do Ministério do Planejamento sobre as medidas de contenção dos combustíveis.


    Nesta quarta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo já destinou R$ 47 bilhões em subvenções para evitar que a alta do petróleo chegue integralmente ao preço da gasolina e do diesel na bomba. A declaração foi dada em participação no podcast Desce a Letra Show e entra no debate do dia sobre custo de vida, frete e inflação — no mesmo dia da Super Quarta de juros no Brasil e nos EUA.

    O que Lula disse

    Segundo a cobertura da Agência Estado reproduzida por O Povo, Lula atribuiu parte da pressão nos preços à guerra no Oriente Médio e à escalada do petróleo, citando efeitos em combustíveis, alimentos e insumos agrícolas. Ele afirmou que o governo "já colocou R$ 47 bilhões" para que gasolina e diesel não subam para a população, e classificou a medida como incomum no cenário internacional.

    Na mesma fala, o presidente ligou o gasto à escolha de priorizar o bolso do consumidor em vez de outras aplicações do orçamento: seriam recursos que "deixam de ser investidos" em outras frentes para impedir que o preço do combustível "chegue no prato" das famílias.

    Ilustração: subsídios e contenção de preços de combustíveis

    Contexto das medidas (números oficiais recentes)

    Independentemente do valor citado hoje pelo presidente, a imprensa e o Ministério do Planejamento já vinham detalhando o pacote de contenção ao longo de 2026:

    • Em balanços de setembro, o custo acumulado das ações de alívio aos combustíveis (subsídios + cortes tributários) foi estimado em torno de R$ 37,5 bilhões a cerca de R$ 40 bilhões entre março e o fim de setembro, conforme declarações do ministro Bruno Moretti e reportagens especializadas.
    • Uma fatia citada em levantamentos recentes aponta cerca de R$ 25 bilhões em subsídios diretos e cerca de R$ 12,5 bilhões em renúncia de tributos federais.
    • Em setembro, o governo ampliou o apoio ao diesel (nova subvenção somada à existente) e reduziu PIS/Pasep e Cofins sobre gasolina (corte citado de R$ 0,63 por litro por período limitado) e zero ou reduziu contribuições sobre etanol hidratado, com validade temporária anunciada até início de outubro em parte das regras.
    • Créditos extraordinários abertos ao longo do ano para financiar os programas somaram, em reportagens de meados de setembro, cerca de R$ 27 bilhões.

    Ou seja: o R$ 47 bilhões é a cifra apresentada por Lula nesta quarta; os balanços técnicos públicos mais recentes trabalhavam com faixas próximas de R$ 37–40 bilhões até o fim de setembro. Use sempre a fonte oficial/atualizada ao compartilhar números.

    Por que isso importa para o dia a dia

    1. Preço na bomba — gasolina e diesel entram no orçamento familiar e no custo de apps de transporte.
    2. Frete e comida — diesel mais caro pressiona logística e, indiretamente, a cesta básica.
    3. Inflação e juros — na Super Quarta, o Copom decide a Selic; combustíveis são um dos canais de pressão de preços que o Banco Central observa.
    4. Contas públicas — subsídios e cortes de tributo têm custo fiscal; o governo afirma compensar parte com receitas extraordinárias do petróleo.

    Ilustração: impacto no bolso, frete e inflação

    O que observar daqui pra frente

    • Confira o comunicado oficial do Copom após as 18h30 de 16/09/2026 e a reação do dólar.
    • Acompanhe se as medidas tributárias e de subvenção serão prorrogadas além das datas anunciadas (parte delas até cerca de 9 de outubro).
    • Compare o preço médio da gasolina e do diesel na sua cidade (ANP / apps de preço) com a média das semanas anteriores.

    Resumo rápido

    • Quando: declaração em 16/09/2026
    • Fala de Lula: R$ 47 bilhões já gastos/destinados para segurar gasolina e diesel
    • Contexto técnico recente: pacote estimado em ~R$ 37,5–40 bi até fim de setembro (Planejamento / imprensa)
    • Motivo citado: conter repasse da alta do petróleo ao consumidor
    • Atenção: números mudam conforme novas MPs e decretos — confirme em fontes oficiais

    Fontes: O Povo / Agência Estado (16/09/2026); BiodieselBR e Portal do Agronegócio (pacote de 9–10/09/2026, ministro Bruno Moretti); reportagens de setembro sobre créditos extraordinários e GlobalPetrolPrices (comparativos citados na imprensa). Confirme sempre comunicados do Ministério do Planejamento e da ANP.

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