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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro: governo acomoda reajuste com menor projeção de Previdência e BPC

Atualizado em 24/09/2026 (ciclo 15h, horário de São Paulo) com base no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre (divulgado nesta quinta), na cobertura do Estadão e do g1, no comunicado do MDS/gov.br sobre o piso do Bolsa Família e na nota da Agência Brasil sobre a contenção orçamentária. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não substitui extrato oficial, o Caixa Tem, o app Bolsa Família, o Meu INSS nem orientação de um profissional habilitado.

Ilustração: Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro — benefício e família (imagem conceitual)

Nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026), o governo federal apresentou o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre e mostrou como pretende acomodar, no orçamento, o reajuste do Bolsa Família que começa a valer na folha de outubro. A mensagem prática para quem recebe o benefício é direta: o piso sobe de R$ 600 para R$ 691; a média do programa, segundo o MDS, passa de cerca de R$ 675 para R$ 777. O pagamento com o novo valor, conforme o ministério, fica disponível a partir de 19 de outubro.

Ao mesmo tempo, o relatório abre espaço fiscal reduzindo projeções de Previdência, pessoal, BPC e subsídios — e não cortando, automaticamente, o benefício que você já recebe hoje. Essa distinção importa para quem acompanha INSS e BPC sem pânico: o que mudou, nesta rodada, é sobretudo a conta orçamentária do governo, não um “cancelamento em massa” de aposentadorias ou do BPC já concedido.

O que muda no Bolsa Família em outubro

Segundo o MDS/gov.br (comunicado de 17/09/2026), o Bolsa Família terá valor mínimo de R$ 691 a partir de outubro. É a primeira correção pela inflação (INPC de março/2023 a agosto/2026) desde 2023, via recomposição de cerca de 15% prevista no Decreto 13.120. Em linguagem de bolso:

  • Piso: de R$ 600 para R$ 691.
  • Média do programa (MDS / g1): de cerca de R$ 675 para R$ 777. (O Estadão também citou uma média partindo de R$ 691 — neste texto priorizamos a leitura MDS/g1 de R$ 675 → R$ 777 para a média, e R$ 600 → R$ 691 para o piso.)
  • Folha: outubro; MDS indica disponibilidade a partir de 19/10.
  • Setembro: ainda vale o piso de R$ 600 — quem recebe nesta semana não deve esperar o novo valor na parcela de setembro.

O custo do reajuste foi estimado em cerca de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, conforme a cobertura do Estadão e do g1 sobre o encaixe orçamentário desta quinta.

Ilustração: espaço fiscal e revisão de projeções orçamentárias (imagem conceitual)

Como o governo “acomoda” o reajuste no orçamento

O g1 resume a operação: o governo acomoda o reajuste do Bolsa Família no orçamento ao revisar para baixo projeções de gastos em outras frentes. O Estadão (Weterman, 24/09/2026) detalha os números de espaço fiscal citados no relatório e na fala do ministro Moretti, entre outros pontos:

  • Previdência: redução de projeção de cerca de R$ 11,5 bilhões.
  • Pessoal: cerca de R$ 4,1 bilhões.
  • BPC: cerca de R$ 1,8 bilhão (de novo: projeção, não “corte automático” do benefício já pago).
  • Subsídios: cerca de R$ 1,1 bilhão.
  • Outros: cerca de R$ 100 milhões.

Na leitura política/técnica citada pelo Estadão, zerar a fila do INSS reduz a pressão de novas concessões — o que ajuda a justificar uma projeção menor de despesa previdenciária à frente. Isso não significa que quem já recebe aposentadoria, pensão ou BPC terá o valor zerado amanhã. Significa que o governo está recalibrando o que espera gastar, para abrir margem ao Bolsa Família sem estourar o desenho de contenção.

Contenção: de R$ 17,9 bi para R$ 16,1 bi

A Agência Brasil e as coberturas desta quinta apontam que a contenção total foi ajustada de cerca de R$ 17,9 bilhões para cerca de R$ 16,1 bilhões, combinando bloqueio de R$ 2,4 bilhões e contingenciamento de R$ 13,6 bilhões. Em português de extrato: o governo ainda segura gastos, mas rearranjou a conta para caber o reajuste do programa social.

Paralelamente, o g1 registra que o déficit projetado sobe de cerca de R$ 52 bilhões para cerca de R$ 80,9 bilhões em 2026. Ou seja: mesmo com a acomodação do Bolsa Família, o cenário fiscal do ano ficou mais apertado na projeção — um ponto que afeta expectativa de juros, crédito e, indiretamente, o custo de viver de quem depende de benefício e de quem empreende no MEI.

Ilustração: checklist do beneficiário e app Caixa Tem (imagem conceitual)

INSS e BPC: o que o leitor precisa (e o que não precisa) temer

Sempre que aparece “BPC −R$ 1,8 bi” ou “Previdência −R$ 11,5 bi” em manchete, a corrida ao Meu INSS e aos grupos de WhatsApp é imediata. Vale separar:

  • O que o relatório fez: reduziu projeção de despesa — estimativa orçamentária do que o governo espera pagar à frente.
  • O que isso NÃO é, por si só: um decreto cortando o valor do seu BPC ou da sua aposentadoria já concedida nesta quinta-feira.
  • O que fazer na prática: acompanhar o Meu INSS, guardar comprovantes, conferir se há exigência de documentação pendente e desconfiar de “golpes de atualização cadastral” que pedem senha ou PIX.

Quem está na fila do INSS deve continuar acompanhando o protocolo. A narrativa oficial citada pela imprensa liga a redução de fila a menor pressão de novas concessões — isso é gestão de fluxo, não um aviso de que benefício ativo some do extrato.

Checklist prático (ciclo 15h — 24/09/2026)

  1. Setembro: o piso continua R$ 600. Não espere R$ 691 na parcela deste mês.
  2. Outubro: piso sobe para R$ 691; média MDS/g1 em torno de R$ 777.
  3. Data MDS: valor atualizado disponível a partir de 19/10 (confirme sempre no canal oficial).
  4. Apps: consulte Caixa Tem e o app Bolsa Família; anote NIS e calendário por final do NIS.
  5. Não compartilhe senha com “atualizadores” de CadÚnico em mensagem suspeita.
  6. BPC / INSS: use o Meu INSS; se houver pendência, resolva pelo canal oficial — sem pânico com a palavra “corte” em manchete de projeção.
  7. Orçamento familiar: se o benefício subir em outubro, planeje o mês (luz, gás, alimentação) antes de comprometer a diferença com crédito caro.
  8. MEI / CNPJ: quem empreende e acompanha caixa apertado pode usar atalhos do Consultor CNPJ para consultas básicas enquanto o noticiário fiscal oscila.

Resumo em 30 segundos

  • Quando: relatório do 4º bimestre divulgado em 24/09/2026; reajuste do BF na folha de outubro.
  • Piso Bolsa Família: R$ 600 → R$ 691; média MDS/g1 R$ 675 → R$ 777.
  • Disponível (MDS): a partir de 19/10.
  • Custo do reajuste: ~R$ 5,8 bi em 2026; ~R$ 22 bi em 2027.
  • Espaço fiscal: redução de projeção — Previdência −11,5 bi, pessoal −4,1 bi, BPC −1,8 bi, subsídios −1,1 bi, outros −100 mi.
  • Contenção: de R$ 17,9 bi para R$ 16,1 bi (bloqueio 2,4 + contingenciamento 13,6).
  • Déficit projetado 2026 (g1): de ~R$ 52 bi para ~R$ 80,9 bi.
  • Bolso: setembro ainda R$ 600; outubro sobe; confira Caixa Tem; BPC/INSS atuais ≠ corte automático.

Fontes consultadas nesta quinta: Estadão (Weterman, 24/09/2026) sobre o encaixe orçamentário e as reduções de projeção; g1 (24/09/2026) sobre a acomodação do reajuste e o déficit projetado; MDS/gov.br (17/09/2026) sobre o piso de R$ 691 e a disponibilidade a partir de 19/10; Agência Brasil sobre a contenção de R$ 17,9 bi para R$ 16,1 bi. Números oficiais podem ser atualizados em notas posteriores — confira sempre o extrato e os canais do governo.

Para quem acompanha benefícios, trabalho e CNPJ no dia a dia, o Consultor CNPJ e a página ORbite 360 reúnem atalhos práticos — úteis em semanas em que orçamento, Bolsa Família e Previdência dominam o noticiário.

Disclaimer: conteúdo jornalístico-informativo do Cantinho Verde Lar. Não é consultoria previdenciária, financeira ou jurídica. Valores, datas e regras de elegibilidade devem ser confirmados no MDS, Caixa, INSS e documentos oficiais do beneficiário.

BC corta PIB 2026 para 1,8% e vê 90% de chance do IPCA estourar o teto — o que muda no seu bolso

Atualizado em 24/09/2026 (ciclo 12h, horário de São Paulo) com base no Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro do Banco Central, na cobertura do Poder360, da Folha de S.Paulo e do InfoMoney nesta quinta-feira. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não é recomendação de investimento nem substitui o documento oficial do BC, o extrato do seu banco ou orientação de um profissional habilitado.

Ilustração: economia e juros — relatório do Banco Central (imagem conceitual)

Ilustração: economia e juros — relatório do Banco Central (imagem conceitual)

Nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026), o Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária de setembro — o documento que organiza as projeções oficiais de crescimento, inflação, crédito e contas externas. Em linguagem de mercado: o BC está dizendo que a economia deve crescer um pouco menos neste ano, que a inflação ainda corre risco alto de furar o teto da meta e que o juro básico, mesmo após o corte recente, continua alto o suficiente para apertar o crédito.

Para quem paga cartão, financiamento, consignado ou tenta rendimentos em Poupança e CDB, a pergunta prática é outra: o que isso muda no bolso agora? Abaixo, o Cantinho Verde Lar traduz os números já publicados — sem inventar cotação, sem inventar decisão do Copom e sem prometer “queda de juro na próxima reunião”.

Os números do RPM desta quinta (24/09/2026)

Segundo o Poder360 e a Folha, o relatório de setembro traz, entre outros pontos:

  • PIB 2026: projeção reduzida de 2,0% para 1,8%.
  • PIB 2027: primeira estimativa do BC em 1,4% (abaixo da projeção recente do Ministério da Fazenda, citada pela Folha em 2,3%).
  • IPCA 2026: projeção de 5,2% no fim do ano — 0,7 ponto percentual acima do teto de tolerância de 4,50%.
  • Chance de o IPCA superar o teto em 2026: subiu de 79% para 90%.
  • Chance de estouro do teto em 2027: passou de 28% para 33%, segundo a Folha.
  • Selic: está em 13,75% ao ano após corte de 0,25 ponto na reunião de 16/09/2026 (281ª do Copom), conforme o Poder360.

O Poder360 também registra: o IPCA em 12 meses havia recuado de 4,72% em maio para 4,22% em agosto (ainda abaixo do teto), mas o BC projeta nova alta no último trimestre até os 5,2% de dezembro. Fatores temporários citados no relatório — como o bônus de Itaipu na conta de luz e a bandeira tarifária amarela — ajudaram a aliviar o índice recente; o próprio BC alerta que esse alívio não resolve o cenário à frente.

Dólar nesta quinta: o que a cotação já mostrou

No mercado cambial desta quinta, o InfoMoney registrou o dólar à vista em alta na manhã: por volta das 9h13, a moeda subia 0,27%, a R$ 5,182 na venda. Na véspera (quarta), o dólar à vista encerrou em R$ 5,1689 (+1,27%). A matéria também liga o movimento do dia à digestão do próprio Relatório de Política Monetária e ao cenário externo.

Dólar mais alto costuma pressionar, com defasagem, preços de importados, eletrônicos, combustíveis derivados e itens com insumos cotados em moeda estrangeira. Não é regra automática de “tudo sobe amanhã” — mas é um canal clássico de pressão inflacionária que o consumidor sente no supermercado e no cartão ao longo das semanas.

Ilustração: crédito, cartão e juros — impacto no bolso (imagem conceitual)

Ilustração: crédito, cartão e juros — impacto no bolso (imagem conceitual)

Selic em 13,75%: por que o juro ainda aperta o crédito

O Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% em 16/09/2026. Mesmo com o quinto corte seguido de 0,25 ponto (conforme a Folha), o juro real continua elevado. O Poder360 resume a lógica do BC: a política monetária segue contracionista por causa da incerteza fiscal e da desancoragem das expectativas de longo prazo (projeções de inflação acima da meta de 3%).

Na prática do bolso:

  • Cartão de crédito e rotativo: continuam entre as linhas mais caras do mercado. Com Selic alta, o “piso” do custo de funding dos bancos permanece elevado — e o consumidor endividado sente isso em juros, IOF e rolagem de fatura.
  • Crédito pessoal e consignado: o consignado costuma ser mais barato que o livre, mas ainda acompanha o ciclo de juros. Quem está renegociando dívida nesta semana deve comparar CET (Custo Efetivo Total), não só a taxa anunciada.
  • Financiamento imobiliário / “mortgage” à brasileira: parcelas de imóveis indexadas a TR + spread ou a taxas prefixadas sentem o ciclo com defasagem. O RPM aponta desaceleração do crédito e endividamento elevado das famílias — o Poder360 cita inadimplência de 4,9% em julho (recorde da série) e endividamento de 49,9% da renda disponível.
  • Cheque especial e limite emergencial: são as linhas em que o “aperto monetário” aparece primeiro no extrato. Evitar usá-las como extensão de renda continua sendo a regra de ouro nesta fase do ciclo.

A Folha destaca ainda que o BC revisou a expansão do saldo de crédito do Sistema Financeiro Nacional para 9,1% em 2026 e projeta 8,8% em 2027 — crescimento positivo, mas com composição mais cautelosa e maior peso de modalidades de curto prazo / emergenciais nas concessões a pessoas físicas.

Inflação a 5,2%: o que isso significa no supermercado e nas contas

Projetar IPCA de 5,2% no fim de 2026, com 90% de probabilidade de superar o teto de 4,50%, não é o mesmo que dizer que “a meta oficial já foi descumprida”. A Folha e o Poder360 lembram o desenho da meta contínua: o descumprimento ocorre quando a inflação acumulada permanece fora do intervalo (1,5% a 4,5%) por seis meses consecutivos. Ainda assim, para o dia a dia, a mensagem é clara — o BC espera preços mais pressionados no último trimestre.

Canais que o consumidor sente:

  • Alimentos e serviços: serviços com pressão de demanda (citada na apresentação do relatório pela Folha) demoram mais a ceder.
  • Energia e combustíveis: efeitos temporários (Itaipu, bandeira) já ajudaram o índice recente; a saída desses alívios pode empurrar a variação mensal.
  • Itens importados / eletrônicos: mais sensíveis ao dólar na casa dos R$ 5,16–5,18.

Em resumo de bolso: quem planeja compras grandes (eletrônicos, viagem, reforma) nesta virada de trimestre deve comparar preços em reais já atualizados e evitar financiar no rotativo do cartão “porque o juro parece ter começado a cair” — a Selic caiu 0,25 ponto, não “abriu época de crédito barato”.

Ilustração: preços, dólar e custo de vida — IPCA no dia a dia (imagem conceitual)

Ilustração: preços, dólar e custo de vida — IPCA no dia a dia (imagem conceitual)

Poupança, CDB e “proteger o dinheiro” com Selic a 13,75%

Com a Selic em 13,75% e IPCA projetado em 5,2%, a conta aproximada de juro real ex-ante (antes de impostos e taxas) continua positiva — o Poder360 cita que a Selic real segue acima da taxa neutra estimada pelo BC em 5,00%. Isso não é um conselho para aplicar em produto X ou Y. É só o contexto macro que explica por que títulos pós-fixados e CDBs atrelados ao CDI ainda aparecem com rentabilidade nominal elevada nas prateleiras dos bancos.

Pontos de atenção do consumidor:

  • Poupança: rende abaixo do CDI na maior parte do ciclo atual; serve mais como liquidez de reserva do que como “investimento de performance”.
  • CDB / fundos DI: compare rentabilidade líquida (após IR regressivo) e liquidez. “100% do CDI” com carência longa não é igual a “100% do CDI” com liquidez diária.
  • Inflação vs rendimento: se o IPCA de fato caminhar para ~5,2%, o rendimento nominal precisa superar isso (e impostos/taxas) para haver ganho real. Números mudam todo mês — use o extrato e a calculadora do próprio banco.

O que o BC diz sobre atividade, emprego e risco fiscal

O relatório amarra a desaceleração do PIB à transmissão dos juros altos: consumo das famílias caiu 0,4% no 2º trimestre (Poder360); desocupação em 5,4% no trimestre até julho; emprego formal mais lento. Para 2027, o BC projeta crescimento de apenas 1,4%, citando juros ainda elevados, menor impulso fiscal/crédito e riscos de El Niño sobre a agropecuária.

No fiscal, o Poder360 aponta projeção de deficit primário de R$ 52 bilhões do Governo Central em 2026 — e o BC trata o cenário fiscal como principal fator de incerteza para ancorar expectativas. Em português de corredor de banco: enquanto o mercado duvidar das contas públicas, o juro tende a demorar mais para cair de forma sustentada — e o crédito ao consumidor permanece caro.

Checklist prático desta quinta (ciclo 12h)

  1. Cartão: pague o máximo da fatura; evite rotativo e parcelamento da fatura sem comparar CET.
  2. Empréstimos em aberto: anote taxa, IOF e prazo; simule portabilidade só com proposta escrita.
  3. Financiamento imobiliário: se estiver em etapa de análise, confirme documentação digital — o ciclo de crédito está mais seletivo, segundo o próprio RPM.
  4. Compras grandes: cotação em mais de uma loja; cuidado com “sem juros” que embute preço cheio.
  5. Reserva de emergência: priorize liquidez; não misture reserva com aplicação travada só porque o CDI está alto.
  6. Dólar / viagem / importados: use a cotação do dia (InfoMoney apontou ~R$ 5,18 na manhã) como referência, não como previsão.
  7. Benefícios e contas do mês: mantenha o básico em dia (água, luz, gás, aluguel) — inflação projetada mais alta corroeu margem de atraso.

Resumo em 30 segundos

  • Quando: 24/09/2026 — RPM de setembro do Banco Central.
  • PIB: 2026 de 2,0% para 1,8%; 2027 em 1,4%.
  • IPCA: projeção 5,2% no ano; chance de furar o teto (4,50%) sobe para 90%.
  • Selic: 13,75% após corte de 0,25 pp em 16/09.
  • Dólar: manhã em torno de R$ 5,18; véspera fechou em R$ 5,1689 (InfoMoney).
  • Bolso: crédito ainda caro; cuidado com cartão/rotativo; compare CET; não trate o corte de 0,25 pp como “juro baixo”.

Para MEIs e pequenos negócios que precisam acompanhar CNPJ, certificação e obrigações enquanto o juro e o dólar oscilam, o Consultor CNPJ e a página ORbite 360 reúnem atalhos práticos de consulta — úteis também em semanas de relatório do BC e calendário carregado de notícias econômicas.

Fontes

  • Poder360 — “BC vê 90% de chance de IPCA estourar teto da meta em 2026” (24/09/2026) — poder360.com.br
  • Folha de S.Paulo — “BC reduz para 1,8% previsão de crescimento do PIB neste ano e estima avanço de 1,4% em 2027” (24/09/2026) — folha.uol.com.br
  • InfoMoney — “Dólar hoje sobe… com … relatório do BC no radar” (24/09/2026; cotação manhã R$ 5,182 / véspera R$ 5,1689) — infomoney.com.br
  • Banco Central — Relatório de Política Monetária (setembro/2026), conforme citado nas matérias acima

Aviso: conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar — ciclo 12h. Imagens ilustrativas conceituais (sem rostos). Este post resume cobertura jornalística e dados atribuídos ao RPM; não constitui aconselhamento financeiro, de crédito ou de investimento. Confira sempre o documento oficial do BC e as condições do seu contrato bancário.

Greve da Caixa no 15º dia: mediação no TST sem acordo — o que muda no seu bolso

Atualizado em 24/09/2026 (ciclo 10h, horário de São Paulo) com base na cobertura do g1 (24/09/2026, 8h50), do ND Mais (24/09/2026) e em nota/comunicados citados do TST, da Caixa e do Procon-SP. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não substitui comunicado oficial da Caixa, do TST, do MPT nem orientação jurídica ou extrato bancário.

Imagem ilustrativa conceitual — greve da Caixa no 15º dia.

Imagem ilustrativa conceitual — greve da Caixa no 15º dia.

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chega ao 15º dia nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026). O capítulo novo do dia: a mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizada na quarta (23) a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), terminou sem acordo. Segundo o g1, a Caixa decidiu acionar o TST e vai pedir a abertura de um dissídio coletivo.

Para quem depende do banco público — contas, boletos, FGTS, Bolsa Família, crédito e financiamento — a pergunta prática continua a mesma: o que muda no seu bolso agora? Abaixo, o Cantinho Verde Lar organiza o que já é público nas fontes citadas — sem inventar o resultado do processo nem afirmar atraso de benefício que as autoridades não confirmaram.

O que aconteceu no TST (23/09)

Segundo o ND Mais e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a audiência de mediação reuniu a Caixa, a Contraf-CUT e a Contec. As partes não chegaram a um consenso. O TST afirmou, em nota citada, que a Justiça do Trabalho reafirma o compromisso com o diálogo e métodos consensuais — e que “as partes podem buscar um acordo a qualquer tempo”.

O g1 (24/09, 8h50) registra o próximo passo institucional do banco: após a mediação sem acordo, a Caixa vai pedir a abertura de dissídio coletivo. Em nota citada pela mesma cobertura, o banco disse que manteve diálogo, apresentou diferentes propostas ao longo do processo e busca, com o processo no TST, uma solução com “segurança jurídica e previsibilidade”. Também afirmou que manterá o diálogo e cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho.

Imagem ilustrativa — mediação no TST sem consenso.

Imagem ilustrativa — mediação no TST sem consenso.

Por que a greve segue: o Saúde Caixa

O principal impasse, segundo representantes dos trabalhadores citados pelo g1 e pelo ND Mais, continua sendo o Saúde Caixa — em especial o modelo de custeio do plano de saúde e as regras de coparticipação. A paralisação nacional começou em 10/09/2026, após rejeição de propostas de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Na segunda (21), assembleias rejeitaram novamente a oferta do banco e mantiveram a greve por tempo indeterminado.

Este blog não julga o mérito da proposta: só resume o que a imprensa e as entidades já publicaram para contextualizar por que o atendimento presencial segue irregular em várias unidades.

O que muda (e o que não muda) no seu bolso

Não muda o calendário automático de benefícios sociais, na linha oficial citada: a Caixa informa que canais de pagamento de programas como o Bolsa Família seguem funcionando e que os recursos podem ser movimentados pelo Caixa Tem, App Caixa, cartão de débito, lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui — sem precisar do guichê.

Muda o presencial: agências com adesão à greve podem estar fechadas ou com atendimento reduzido. Operações que dependem de análise humana (etapas de financiamento imobiliário, liberação de crédito, documentação presencial) podem demorar mais, segundo a cobertura consolidada.

Não muda o vencimento das suas contas: o Procon-SP, citado pelo g1, reforça que a greve não afasta a obrigação de pagar no prazo. Use apps, internet banking, lotéricas e supermercados que recebem boletos de água, luz, gás e telefone.

Checklist prático desta quinta (24)

  1. Contas e boletos: pague hoje pelos canais digitais ou lotéricas — não espere “a agência abrir”.
  2. Benefícios (Bolsa Família / Pé de Meia / similares): confira o crédito no Caixa Tem / app oficial; saque e Pix pelos canais disponíveis.
  3. INSS: os depósitos de setembro seguem o calendário do instituto (começaram hoje para quem recebe até 1 salário mínimo, conforme o final do cartão). Confira no Meu INSS / 135 — o crédito não depende do guichê da Caixa.
  4. FGTS: a maior parte das solicitações segue pelo app FGTS; evite ir à agência sem confirmar necessidade.
  5. Caixa eletrônico / Banco24Horas: use, mas não aceite ajuda de terceiros no terminal (orientação do Procon-SP).
  6. Financiamento / crédito / documentos: se a etapa for presencial, acompanhe protocolo digital e prepare documentação com antecedência — a greve pode alongar prazos humanos.
Imagem ilustrativa — canais digitais e lotéricas.

Imagem ilustrativa — canais digitais e lotéricas.

E se eu não conseguir pagar por causa da greve?

Especialista em direito bancário citado pelo g1 lembra a diferença entre “a agência está fechada” e “eu fiquei efetivamente impossibilitado de pagar”. Com a digitalização, muitos serviços continuam disponíveis fora do guichê. Se o cliente demonstrar que tentou pagar no prazo e que a operação se tornou impossível por indisponibilidade do serviço, pode haver base para contestar multa e juros — mas isso é análise caso a caso, não regra automática deste post.

Resumo em 30 segundos

  • Quando: 24/09/2026 — greve da Caixa no 15º dia.
  • Novo: mediação no TST (23/09) sem acordo; Caixa, segundo o g1, pedirá dissídio coletivo.
  • Impasse: Saúde Caixa (custeio / coparticipação).
  • Bolso: benefícios e canais digitais seguem; presencial irregular; pague contas no prazo (Procon-SP).
  • Fontes: g1 (24/09/2026); ND Mais (24/09); TST / sindicato / Caixa conforme citados.

Para MEIs, microempresas e quem precisa manter CNPJ, certificados e documentação em dia enquanto o atendimento bancário presencial oscila, o Consultor CNPJ e a página ORbite 360 reúnem ferramentas práticas de consulta — útil também em semanas de greve e calendário concentrado de benefícios.

Fontes

  • g1 — “Greve da Caixa continua após mediação no TST terminar sem acordo” (24/09/2026, 8h50)
  • ND Mais — “Greve da Caixa segue sem previsão de fim após mediação terminar sem acordo; paralisação entra no 15º dia” (24/09/2026)
  • Comunicados/notas citados do TST, da Caixa e orientações do Procon-SP conforme a cobertura

Conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar — ciclo 10h. Imagens ilustrativas conceituais (sem rostos). Este post resume cobertura jornalística e oficial e não substitui comunicado da Caixa/TST/MPT nem orientação jurídica.

INSS e Bolsa Família nesta quinta (24): quem recebe hoje e como sacar na greve da Caixa

Atualizado em 24/09/2026 (ciclo 8h, horário de São Paulo) com base na nota oficial do INSS em gov.br (publicada em 22/09/2026), no calendário do Bolsa Família divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento (MDS) e na cobertura sobre a greve da Caixa. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não substitui extrato do Meu INSS, do Caixa Tem, do aplicativo Bolsa Família nem orientação oficial da Caixa ou do INSS.

Nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026) dois calendários importantes batem no mesmo dia: o INSS começa a pagar os benefícios e auxílios referentes a setembro para quem recebe até um salário mínimo e tem final 1 no


cartão de benefício; e o Bolsa Família libera a parcela para famílias com NIS final 6. Em paralelo, a greve dos empregados da Caixa segue — o que muda o “como sacar”, mas, segundo o banco e o INSS, não cancela o crédito.

Abaixo, o Cantinho Verde Lar organiza o que já é público nas fontes oficiais e na imprensa — sem inventar valor individual do seu benefício nem afirmar atraso que as autoridades não confirmaram.

INSS: quem recebe hoje (24/09)

Segundo nota do INSS em gov.br, os pagamentos de setembro começam nesta quinta (24) para segurados que recebem até um salário mínimo. A data depende do número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador depois do traço. Exemplo oficial: benefício 0108-4 → o final considerado é 8.

Até 1 salário mínimo (competência setembro/2026):

  • Final 1 — 24/09 (hoje)
  • Final 2 — 25/09
  • Final 3 — 28/09
  • Final 4 — 29/09
  • Final 5 — 30/09
  • Final 6 — 1º/10
  • Final 7 — 2/10
  • Final 8 — 5/10
  • Final 9 — 6/10
  • Final 0 — 7/10

Acima de 1 salário mínimo: os depósitos da parcela de setembro ficam entre 1º e 7 de outubro (finais 1 e 6 no dia 1º; 2 e 7 no dia 2; 3 e 8 no dia 5; 4 e 9 no dia 6; 5 e 0 no dia 7).

Para conferir o número do cartão: app ou site Meu INSS → “extrato de pagamento”, ou telefone 135 (segunda a sábado, 7h–22h).

Bolsa Família: NIS final 6 rec

ebe hoje

Pelo calendário do MDS, a parcela de setembro do Bolsa Família segue os últimos dias úteis do mês conforme o final do NIS. Quem tem NIS final 6 recebe nesta quinta (24). O cronograma do mês:

  • Final 1 — 17/09
  • Final 2 — 18/09
  • Final 3 — 21/09
  • Final 4 — 22/09
  • Final 5 — 23/09
  • Final 6 — 24/09 (hoje)
  • Final 7 — 25/09
  • Final 8 — 28/09
  • Final 9 — 29/09
  • Final 0 — 30/09

O valor de cada família depende da composição e dos adicionais do programa. O MDS citou, no início do calendário de setembro, benefício médio nacional em torno de R$ 678,18 para cerca de 19,29 milhões de famílias — o seu extrato (app Bolsa Família / Caixa Tem) é a fonte do valor individual. O reajuste do piso para R$ 691 anunciado pelo governo vale a partir de outubro; a parcela de setembro ainda segue a tabela anterior (piso de R$ 600).

Greve da Caixa: o crédito ent

ra, o presencial oscila

A greve nacional da Caixa, iniciada em 10/09/2026, continua por tempo indeterminado após a rejeição de propostas do banco nas assembleias. Para o bolso de quem recebe INSS ou Bolsa Família nesta quinta, o ponto prático repetido pela cobertura e pelas notas oficiais é:

  • Depósitos de benefícios (INSS creditado conforme calendário; Bolsa Família / Pé de Meia descritos pela Caixa como automatizados) seguem o calendário.
  • Atendimento presencial em agências com adesão à greve pode estar reduzido ou fechado — não conte com o guichê para “resolver tudo hoje”.
  • Canais digitais e alternativos continuam sendo a rota principal: Caixa Tem, apps da Caixa, caixas eletrônicos, Rede Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

Como movimentar o dinheiro sem depender da agência

  1. INSS: confira no Meu INSS se o crédito da competência de setembro já aparece; anote o final do cartão antes de se deslocar.
  2. Bolsa Família (NIS 6): abra o Caixa Tem / app Bolsa Família e verifique a parcela de hoje.
  3. Saque e Pix: use caixa eletrônico, lotérica ou o próprio app — evite terceiros no terminal (orientação recorrente de órgãos de defesa do consumidor em greves).
  4. Contas e boletos: a greve não suspende vencimentos; pague por app, lotérica ou supermercado no prazo para evitar juros.
  5. Agência: só se desloque se confirmar funcionamento e se a operação realmente exigir presencial.

Checklist rápido desta quinta (24)

  • ☐ Sou INSS até 1 SM com final 1? → dia de receber.
  • ☐ Meu NIS termina em 6? → Bolsa Família hoje.
  • ☐ Confirmei no Meu INSS / Caixa Tem?
  • ☐ Tenho plano B digital (app, lotérica, Banco24Horas) se a agência estiver fechada?
  • ☐ Contas do dia estão agendadas/pagas sem depender do guichê?

Resumo em 30 segundos

  • Quando: 24/09/2026 — INSS (até 1 SM, final 1) e Bolsa Família (NIS 6).
  • INSS até 1 SM: calendário de 24/09 a 7/10 conforme o final do cartão; acima de 1 SM a partir de 1º/10.
  • Consulta: Meu INSS / 135; Bolsa Família / Caixa Tem.
  • Greve da Caixa: crédito no calendário; presencial irregular — priorize canais digitais e lotéricas.
  • Fontes: INSS/gov.br (22/09/2026); MDS (calendário Bolsa Família setembro); cobertura da greve da Caixa.

Para MEIs, microempresas e quem precisa manter CNPJ, certificados e documentação em dia enquanto organiza o fluxo de caixa familiar nesta semana de benefícios, o Consultor CNPJ e a página ORbite 360 reúnem ferramentas práticas de consulta — útil também em dias de calendário concentrado.

Fontes

  • INSS / gov.br — “Começa nesta quinta (24) o pagamento de benefícios e auxílios referentes ao mês de setembro” (publicado 22/09/2026)
  • MDS — calendário de pagamentos do Bolsa Família em setembro de 2026 (NIS final 6 em 24/09)
  • Cobertura jornalística sobre greve da Caixa e canais digitais (setembro/2026)

Conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar — ciclo 8h. Imagens ilustrativas conceituais (sem rostos). Este post resume comunicação oficial e cobertura jornalística e não substitui extrato bancário nem orientação do INSS/Caixa/MDS.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

FGTS na greve da Caixa: saque pelo app, prazos e o que não dá para resolver na agência

Atualizado em 23/09/2026 (ciclo 20h, horário de São Paulo) com base em reportagem da Folha de S.Paulo (Cristiane Gercina, atualizada nesta quarta), cobertura do InfoMoney sobre a greve e o FGTS, além do serviço oficial de saque do FGTS em gov.br e das orientações de canais digitais da Caixa. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não substitui orientação oficial da Caixa, do app FGTS, do gov.br nem de um profissional habilitado.

Ilustração conceitual: celular e finanças em tons azul e verde — saque do FGTS pelo app

Imagem ilustrativa conceitual.

A greve dos bancários da Caixa completa 13 dias nesta quarta-feira (23/09/2026) — o movimento começou em 10/09. Enquanto o Banco do Brasil já encerrou a paralisação e o caso dos Correios segue no TST para julgamento na quinta (24), muita gente busca na busca do Google dúvidas do tipo “caixa tem” e, principalmente, como sacar o FGTS sem ir à agência.

A boa notícia prática: segundo a cobertura da Folha, a maioria das modalidades de saque do FGTS pode ser solicitada pelo aplicativo FGTS. A grande exceção citada é o uso do FGTS na compra da casa própria, que continua dependendo de etapas presenciais/analíticas. Além disso, o trabalhador pode indicar conta em qualquer banco para receber o crédito — sem precisar passar pela agência.

O que dá para resolver pelo app FGTS (e o que não dá)

  • Dá (via app FGTS): solicitar a maior parte das modalidades de saque previstas; indicar conta bancária própria em qualquer instituição para o crédito.
  • Não resolve só no app / pode exigir agência ou análise humana: usar o FGTS na aquisição da casa própria; etapas internas que precisam de supervisão humana (o que, em greve, pode gerar atraso).

Canais digitais da Caixa seguem operando, de acordo com a própria instituição e com o consolidado da Folha: caixa eletrônico, app e site da Caixa, WhatsApp 0800-1040104, Caixa Tem, aplicativos de Cartões/Habitação/FGTS/DPVAT, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, Alô Caixa (4004-0104 / 0800-1040104) e Rede Banco24Horas.

Como sacar o FGTS pelo app sem ir à agência (passo a passo)

Orientações gerais alinhadas ao serviço “Sacar o FGTS” em gov.br e à prática descrita na cobertura do dia. Confira sempre a tela atual do app oficial — o fluxo pode variar conforme a modalidade e a situação cadastral.

  1. Baixe ou atualize o aplicativo FGTS (canais oficiais da Caixa / lojas oficiais).
  2. Faça login com seus dados e valide a identidade quando o app pedir.
  3. Consulte o saldo e as modalidades de saque disponíveis para o seu caso.
  4. Escolha a modalidade permitida e inicie a solicitação pelo próprio app.
  5. Indique uma conta de sua titularidade em qualquer banco para o crédito (não é obrigatório ser conta Caixa).
  6. Anexe ou confirme a documentação exigida pela modalidade, se houver.
  7. Acompanhe o status no app. Com documentação em ordem, o processamento típico é de até 5 dias úteis.
Ilustração conceitual: aplicativo bancário abstrato para saque do FGTS

Imagem ilustrativa conceitual.

Prazos que você precisa saber

  • Saques com documentação ok: processamento típico de até 5 dias úteis.
  • Saque por doença grave: prazo inicial de até 30 dias úteis (documentos + parecer), conforme a orientação consolidada nas fontes do dia.
  • Durante a greve: etapas internas do FGTS que dependem de supervisão humana podem sofrer atraso, mesmo com pedido digital.

Casa própria e financiamento: onde a greve pesa mais

O uso do FGTS na compra da casa própria não está entre as modalidades que se resolvem só pelo app, segundo a Folha. Etapas de conformidade, análise e assinatura de financiamento habitacional podem demorar. Especialistas citados na cobertura recomendam adiantar documentos: identidade, comprovação de renda, matrícula do imóvel e dados do vendedor.

Bolsa Família e Pé de Meia

A Caixa afirma que os depósitos de Bolsa Família e Pé de Meia seguem automatizados, sem atraso por causa da greve — importante para quem depende do calendário de benefícios.

Checklist rápido antes de pedir o saque

  • App FGTS atualizado e login funcionando
  • CPF e dados cadastrais conferidos
  • Conta de sua titularidade (qualquer banco) pronta para receber
  • Documentos da modalidade escolhida digitalizados/legíveis
  • Expectativa realista de prazo (5 dias úteis tipicamente; doença grave até 30 dias úteis iniciais; possível atraso humano na greve)
  • Se for casa própria / financiamento: priorize adiantar documentação — o app sozinho não fecha essa etapa
Ilustração conceitual: checklist de documentos e prazos do FGTS

Imagem ilustrativa conceitual.

Resumo em 30 segundos

  • Greve da Caixa: dia 13 em 23/09/2026 (início 10/09).
  • Maioria dos saques de FGTS: peça pelo app FGTS; indique conta em qualquer banco.
  • Exceção forte: FGTS na casa própria.
  • Prazos de referência: até 5 dias úteis (docs ok); doença grave até 30 dias úteis iniciais; atrasos possíveis em etapas humanas.
  • Benefícios Bolsa Família / Pé de Meia: Caixa diz que depósitos seguem automáticos.

Enquanto o atendimento presencial oscila por causa da greve, quem é MEI ou precisa organizar CNPJ, contratos e documentação pode adiantar a parte burocrática online. Uma referência prática para isso é o Consultor CNPJ; no dia a dia de conteúdo e comunidade, acompanhe também a Página ORbite 360. Isso não substitui o app FGTS nem o atendimento oficial da Caixa.

Fontes

Disclaimer (ciclo 20h): este post é jornalístico/informativo para o público do Cantinho Verde Lar. Regras, prazos e telas do app podem mudar. Confirme sempre no app FGTS, em gov.br e nos canais oficiais da Caixa antes de tomar decisão financeira. Não é consultoria jurídica, previdenciária ou bancária.

Greve da Caixa: MPT leva caso ao TST; INSS começa amanhã (24) sem atraso

Atualizado em 23/09/2026 (ciclo 18h, horário de São Paulo) com base na cobertura da Folha de S.Paulo (Cristiane Gercina, 23/09/2026) e em reportagens sobre o calendário do INSS em meio à greve. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não substitui comunicado oficial da Caixa, do INSS, do MPT nem orientação jurídica.

Agência bancária — ilustração

Imagem ilustrativa conceitual.

A greve nacional da Caixa Econômica Federal completa 13 dias nesta quarta-feira (23 de setembro de 2026) e ganhou um novo capítulo: o Ministério Público do Trabalho (MPT) levou o impasse ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Enquanto isso, o governo e o INSS mantêm o calendário de benefícios de setembro — os pagamentos começam nesta quinta (24) para quem recebe até um salário mínimo. Para o bolso do cliente, a pergunta prática continua a mesma: consigo receber e pagar contas sem depender da agência?

Abaixo, o Cantinho Verde Lar organiza o que já é público nas fontes citadas — sem inventar o resultado da audiência nem afirmar atraso que as autoridades não confirmaram.

O que mudou nesta quarta (23)

Segundo a Folha de S.Paulo, o MPT recorreu ao Judiciário para buscar solução entre a Caixa e os empregados. Havia previsão de audiência de mediação pré-processual nesta quarta (23), a partir das 14h30, com presença da Contraf-CUT. A confederação, citada pela mesma cobertura, descreveu a mediação como forma voluntária e consensual de resolver conflitos antes de uma ação trabalhista formal — e não como dissídio coletivo.

A paralisação começou após a categoria rejeitar propostas do banco no Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse segue sendo o plano de saúde (Saúde Caixa). A Folha resume que os empregados recusaram a terceira proposta do banco na assembleia de segunda (21) e mantiveram a greve.

A Caixa, em nota citada pela Folha, disse que “segue empenhada na construção de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira”.

App bancário no celular — ilustração

Canais digitais (apps e Caixa Tem) seguem como rota principal enquanto o atendimento presencial oscila. Imagem ilustrativa.

Benefícios: Caixa diz que depósitos seguem sem atraso

Ponto central para quem depende do banco público: a Folha registra que a Caixa informa pagamentos de benefícios sem atrasos. Depósitos de setembro do Bolsa Família e do Pé de Meia começaram a ser realizados nos últimos dias, sem registros de reclamação ou tumultos em agências como em episódios anteriores — porque, segundo o banco, os pagamentos estão automatizados.

Ou seja: a greve pode reduzir ou fechar o atendimento presencial em unidades com adesão, mas o crédito de benefícios sociais, na linha oficial citada, continua no calendário digital.

INSS: calendário de setembro começa amanhã (24)

Mesmo com a greve, o calendário do INSS para benefícios e auxílios de setembro permanece. Os depósitos começam nesta quinta-feira (24 de setembro) para segurados que recebem até um salário mínimo, conforme o final do número do benefício (sem o dígito depois do traço).

Até 1 salário mínimo (setembro/2026):

  • Final 1 — 24/09
  • Final 2 — 25/09
  • Final 3 — 28/09
  • Final 4 — 29/09
  • Final 5 — 30/09
  • Final 6 — 1º/10
  • Final 7 — 2/10
  • Final 8 — 5/10
  • Final 9 — 6/10
  • Final 0 — 7/10

Acima de 1 salário mínimo: os pagamentos ficam concentrados entre 1º e 7 de outubro, conforme o final do benefício (finais 1 e 6 no dia 1º; 2 e 7 no dia 2; 3 e 8 no dia 5; 4 e 9 no dia 6; 5 e 0 no dia 7).

Para conferir: Meu INSS (“extrato de pagamento”) ou telefone 135 (segunda a sábado, 7h–22h). Exemplo citado na cobertura: benefício 0108-4 → final considerado é 8.

Calendário INSS — ilustração

Confira no Meu INSS o final do cartão antes de ir à agência. Imagem ilustrativa.

Onde pagar boletos e se atender sem fila

Com o presencial irregular, a Folha lista canais que seguem disponíveis:

  • Caixas eletrônicos e Rede Banco24Horas
  • Aplicativo e site da Caixa
  • WhatsApp Caixa (0800-1040104)
  • Caixa Tem
  • Apps Cartões Caixa, Habitação Caixa, FGTS e DPVAT
  • Lotéricas e correspondentes Caixa Aqui
  • Alô Caixa: 4004-0104 (capitais/RM) e 0800-1040104 (demais localidades)

Orientação prática: pague contas e boletos pelos canais digitais ou lotéricas no prazo. A greve não cancela vencimentos — e quem deixa para “quando a agência abrir” corre risco de juros.

O que a Caixa ofereceu (resumo da Folha)

Na cobertura da Folha, a proposta do banco inclui ampliar de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, sem cobrança diferenciada por faixa etária; sem reajuste de mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano; contribuição do titular de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027 e valores fixos para dependentes; reajuste de 4,6% já pago aos demais bancários do país. Nas contas dos empregados, segundo a mesma reportagem, o custo do plano ainda anularia o ganho real do reajuste — daí a rejeição.

Este blog não julga o mérito da proposta: só resume o que a imprensa já publicou para contextualizar por que a greve segue.

Checklist do que fazer agora

  1. Se recebe Bolsa Família / Pé de Meia: confira o crédito no Caixa Tem / app oficial — o banco diz que os depósitos estão automatizados.
  2. Se recebe INSS: anote o final do cartão e a data a partir de 24/09 (ou outubro, se acima de 1 SM).
  3. Contas e boletos: pague por app, lotérica ou Banco24Horas no vencimento.
  4. Agência: só se desloque se confirmar funcionamento; muitas operações não precisam de guichê.
  5. Acompanhe o desfecho da mediação no TST / posicionamentos oficiais — sem espalhar rumor de “INSS atrasou” sem fonte.

Para MEIs, microempresas e quem precisa manter CNPJ, certificados e documentação em dia enquanto o atendimento bancário presencial oscila, o Consultor CNPJ e a página ORbite 360 reúnem ferramentas práticas de consulta — útil também em semanas de greve e calendário concentrado de benefícios.

Resumo rápido

  • Quando: 23/09/2026 — greve da Caixa no 13º dia; MPT leva mediação ao TST; Folha cita audiência pré-processual nesta quarta.
  • Impasse: Saúde Caixa (plano de saúde dos empregados).
  • Benefícios sociais: Caixa informa depósitos sem atraso (Bolsa Família e Pé de Meia automatizados).
  • INSS: pagamentos de setembro começam 24/09 (até 1 SM, final 1); acima de 1 SM a partir de 1º/10.
  • Prático: use apps, lotéricas e caixas eletrônicos; não atrase boletos esperando a agência.
  • Fontes: Folha (23/09/2026); cobertura do calendário INSS em meio à greve.

Fontes

  • Folha de S.Paulo — “Ministério Público do Trabalho leva greve da Caixa à Justiça” (Cristiane Gercina, 23/09/2026 às 12h51)
  • Cobertura sobre calendário INSS setembro 2026 em meio à greve da Caixa (pagamentos a partir de 24/09)

Conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar — ciclo 18h. Imagens ilustrativas conceituais (sem rostos). Este post resume cobertura jornalística e oficial e não substitui comunicado da Caixa/INSS/MPT nem orientação jurídica.

Bolsa Família: NIS final 5 recebe nesta quarta (23); calendário e consulta no Caixa Tem

Atualizado em 23/09/2026 (ciclo 15h, horário de São Paulo) com base na cobertura do Terra/Portal de Prefeitura, da ISTOÉ Independente e em nota oficial do INSS sobre o calendário de setembro. Texto informativo do Cantinho Verde Lar — não substitui extrato do Caixa Tem, do aplicativo Bolsa Família nem orientação do Ministério do Desenvolvimento.

A Caixa Econômica Federal libera nesta quarta-feira (23 de setembro de 2026) a parcela de setembro do Bolsa Família para beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 5. O cronograma mensal começou no dia 17 e segue até 30 de setembro. No mesmo intervalo, o INSS confirma que os pagamentos de benefícios e auxílios referentes a setembro começam amanhã, 24/09, para quem recebe até um salário mínimo — um combo de datas que costuma aquecer as buscas por “Bolsa Família”, “Caixa Tem” e “calendário INSS”.

Abaixo, o Cantinho Verde Lar organiza o que já é público nas fontes citadas — sem inventar valores individuais nem antecipar o reajuste de outubro como se já estivesse nesta parcela.


Quem recebe nesta quarta (23)

Segundo a cobertura do Terra (atualizada às 10h34 de 23/09/2026), o pagamento de hoje contempla o grupo com NIS final 5. Nesta rodada, o programa atende cerca de 19,29 milhões de famílias em todo o Brasil, com benefício médio citado de R$ 678,18 e piso de R$ 600. Esse valor médio é nacional: o depósito de cada família depende da composição e dos adicionais do programa.

A ISTOÉ Independente reforça que o valor pode chegar a cerca de R$ 750 ou ultrapassar essa faixa conforme a composição familiar e os adicionais — mas o piso oficial de setembro permanece em R$ 600.

O aumento para R$ 691 já vale nesta parcela?

Não nesta quarta. A cobertura do Terra deixa explícito: o piso de setembro continua em R$ 600. O reajuste anunciado para o programa começa a valer em outubro, quando o valor mínimo passa para R$ 691. A mudança deve ser aplicada automaticamente, sem pedido do beneficiário, e também alcança os adicionais previstos conforme a composição familiar. Ou seja: o pagamento liberado hoje ainda segue a tabela anterior ao reajuste.

Calendário completo do Bolsa Fa

mília em setembro

Os depósitos seguem os dias úteis, conforme o último algarismo do NIS (não confundir com os dígitos da via do cartão):

  • Final 1 — 17 de setembro
  • Final 2 — 18 de setembro
  • Final 3 — 21 de setembro
  • Final 4 — 22 de setembro
  • Final 5 — 23 de setembro (hoje)
  • Final 6 — 24 de setembro
  • Final 7 — 25 de setembro
  • Final 8 — 28 de setembro
  • Final 9 — 29 de setembro
  • Final 0 — 30 de setembro

Famílias de municípios contemplados por antecipação (emergência ou calamidade reconhecida pelo governo federal) podem ter recebido no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.

Como consultar e movimentar o valor

O valor individual, o extrato e a situação da parcela podem ser consultados nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem, além do Portal Cidadão da Caixa. Telefones citados na cobertura: 111 (pagamentos e saques) e 121 (Disque Social — cadastro e regras do programa).

O saque pode ser feito em agências e caixas eletrônicos da Caixa, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Quem recebe pela poupança social digital também movimenta pelo Caixa Tem (transferências, Pix, pagamento de contas), sem precisar ir à agência — ponto especialmente útil se o atendimento presencial estiver irregular.

INSS: pagamentos de setembro começam amanhã (24)

Em nota oficial publicada em 22/09/2026, o INSS informa que começa a pagar nesta quinta-feira (24) os benefícios e auxílios referentes a setembro. A data depende do número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador depois do traço (exemplo: benefício 0108-4 → final 8).

Até 1 salário mínimo: finais 1 (24/09), 2 (25/09), 3 (28/09), 4 (29/09), 5 (30/09), 6 (1/10), 7 (2/10), 8 (5/10), 9 (6/10), 0 (7/10).

Acima de 1 salário mínimo: finais 1 e 6 (1/10); 2 e 7 (2/10); 3 e 8 (5/10); 4 e 9 (6/10); 5 e 0 (7/10).

Para conferir o número do cartão, use o Meu INSS (“extrato de pagamento”) ou o telefone 135 (segunda a sábado, 7h–22h).


O que fazer agora (checklist rápido)

  1. Confirme o último dígito do seu NIS e o calendário de setembro.
  2. Abra o Caixa Tem / app Bolsa Família e verifique se a parcela de hoje já aparece.
  3. Se for antecipação por calamidade, confira se o município entrou na lista — o depósito pode ter saído no primeiro dia do calendário.
  4. Anote: o piso de R$ 691 é de outubro; setembro ainda é R$ 600 de piso.
  5. Se também recebe INSS, veja o final do cartão e a tabela a partir de 24/09.

Para MEIs, microempresas e quem precisa manter CNPJ, certificados e documentação em dia enquanto organiza o fluxo de caixa familiar e empresarial, o Consultor CNPJ e a página ORbite 360 reúnem ferramentas práticas de consulta — útil também em semanas de calendário concentrado de benefícios.

Resumo rápido

  • Quando: 23/09/2026 — Bolsa Família para NIS final 5; calendário até 30/09.
  • Piso setembro: R$ 600; média citada ~R$ 678,18; ~19,29 milhões de famílias.
  • Reajuste R$ 691: a partir de outubro (automático).
  • Consulta: apps Bolsa Família e Caixa Tem; telefones 111 e 121.
  • INSS: pagamentos de setembro começam 24/09 (até 1 SM); acima de 1 SM a partir de 1/10.
  • Fontes: Terra (23/09), ISTOÉ Independente, INSS/gov.br (22/09).

Fontes

  • Terra — “Bolsa Família libera pagamento nesta quarta (23); veja quem recebe” (23/09/2026)
  • ISTOÉ Independente — “Caixa Tem libera Bolsa Família… nesta quarta; veja quem recebe” (23/09/2026)
  • INSS / gov.br — “Começa nesta quinta (24) o pagamento… setembro” (publicado 22/09/2026)

Conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar — ciclo 15h. Imagens ilustrativas conceituais (sem rostos). Este post resume cobertura jornalística e oficial e não substitui extrato bancário nem orientação do MDS/Caixa/INSS.

Super El Niño: estudo projeta 451 mil mortes por calor até fev/2027; Brasil é o 5º mais atingido

Atualizado em 23/09/2026 (ciclo 12h, horário de São Paulo) com base em reportagens do g1, da Folha de S.Paulo, do Estado de Minas (Trends) e na cobertura do Climate Impact Lab via The Guardian. Projeções científicas — não prognósticos de mortes individuais.

Um novo relatório do Climate Impact Lab (pesquisadores ligados às universidades de Chicago e Berkeley) projeta cerca de 451 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no mundo entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, em comparação com um ano considerado normal. O Brasil aparece como o 5º país mais atingido, com cerca de 13,3 mil mortes extras no período (margem citada pela Folha em torno de ±700). Os números são projeções, não contagens confirmadas — e o g1 reforça: 451 mil são mortes adicionais frente a um ano típico, não o total absoluto atribuído ao El Niño.

No mesmo dia, o termo “Oceano Pacífico” disparou no Google Trends Brasil (alta superior a 1.000% entre terça e quarta, 23/09), segundo o Estado de Minas — sinal de que o debate sobre o aquecimento anormal do Pacífico e o chamado Super El Niño já chegou à busca cotidiana do público brasileiro.

O que é o Super El Niño, em linguagem direta

El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Esse desequilíbrio altera padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta e costuma intensificar extremos: ondas de calor, seca em algumas áreas, chuva excessiva em outras. Quando a anomalia é especialmente forte, a cobertura jornalística e científica fala em “Super El Niño”.

Segundo o g1, o episódio atual começou em junho e, pelas previsões usadas no estudo, deve seguir pelo menos até o primeiro semestre de 2027. A janela de maior risco analítica do relatório é justamente setembro/2026 a fevereiro/2027, com pico frequentemente associado a novembro–dezembro na cobertura do fenômeno.

Os números do estudo (projeções)

Principais cifras reportadas pelo g1 e pela Folha a partir do Climate Impact Lab:

  • ~451 mil mortes adicionais por calor no mundo (set/2026–fev/2027) vs. ano normal;
  • temperaturas médias sobre áreas terrestres cerca de +1,2 °C acima do normal nos próximos meses, em grande parte devido ao El Niño;
  • 44% mais dias de calor extremo do que o esperado em um ano típico;
  • baseline de comparação: média dos períodos correspondentes entre 1996 e 2025;
  • Brasil: ~13,3 mil mortes adicionais (5ª posição);
  • à frente do Brasil: Nigéria (~31,4 mil), Indonésia (~19,3 mil), Sudão (~17,5 mil) e Índia (~15,8 mil);
  • no Brasil, a maior parte se concentra em dez/2026–fev/2027 (~8 mil dos 13,3 mil), segundo o g1.

No chamado Sul Global, a vulnerabilidade aparece com força: o Sahel africano soma cerca de 66,8 mil mortes adicionais projetadas (quase metade na Nigéria); Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja juntos ~19,4 mil.

Por que o Brasil está no “top 5”

O ranking não significa que o Brasil terá o clima mais quente do planeta em graus Celsius absolutos. O modelo combina temperatura prevista com relações históricas entre calor e mortalidade, levando em conta vulnerabilidade populacional e capacidade de adaptação. Países populosos, com infraestrutura desigual de refrigeração, saúde e habitação, tendem a concentrar mais mortes adicionais mesmo quando a anomalia térmica parece “moderada” no mapa.

Os pesquisadores descrevem o episódio como um “cartão-postal do futuro”: o calor dos próximos meses se assemelha ao que modelos projetam para cerca de 20 anos à frente. Em outras palavras, o El Niño antecipa condições às quais muitas regiões ainda não tiveram tempo de se adaptar.

Como a estimativa foi feita (e o que ainda falta)

De acordo com o g1, a equipe aplicou relações temperatura–mortalidade a 24.378 regiões, usando previsões do sistema europeu ECMWF SEAS5, e comparou com a média 1996–2025. Incertezas meteorológicas e epidemiológicas entram na análise. Os detalhes completos da metodologia devem ser publicados depois em revista com revisão por pares — ou seja, trata-se de relatório científico em circulação jornalística, ainda sujeito a escrutínio acadêmico formal.

Como as previsões usadas vão só até fevereiro de 2027, os autores alertam que o número pode continuar subindo se o calor acima da média persistir além dessa data.

O que observar no Brasil nos próximos meses

  • Ondas de calor prolongadas, especialmente no verão 2026/2027 (dez–fev);
  • impacto desigual: idosos, crianças, trabalhadores ao ar livre e quem vive em áreas sem ventilação adequada;
  • pressão sobre saúde pública, energia (ar-condicionado) e abastecimento de água em regiões sob estresse hídrico;
  • comunicação clara: projeção ≠ sentença individual — mas é aviso precoce para políticas de adaptação.

Dicas práticas (Estado de Minas / orientação de calor extremo)

Mesmo sem “sentir sede”, a hidratação importa. Orientações recorrentes em coberturas de extremos térmicos incluem:

  • beber água com regularidade ao longo do dia;
  • evitar exposição ao sol entre 10h e 16h quando possível;
  • preferir roupas leves e ambientes arejados;
  • acompanhar alertas locais e, onde existirem, pontos de resfriamento (cooling centers) em ondas intensas.

Empresa, documentos e continuidade sob extremos

Calor extremo e interrupções (energia, logística, saúde ocupacional) afetam também quem empreende. Manter CNPJ, certificados e documentação em dia reduz atrito quando é preciso renegociar contratos, acessar crédito ou comprovar regularidade. Quem precisa consultar ou organizar dados empresariais pode usar o Consultor CNPJ — menção informativa, sem relação com o estudo climático.

Tendência de busca e o que isso diz sobre o interesse público

A explosão de buscas por “Oceano Pacífico” no Google Trends Brasil nesta quarta (23/09) não prova, sozinha, o impacto sanitário do El Niño — mas mostra que a narrativa científica e jornalística encontrou eco imediato. Quando anomalias de temperatura do Pacífico viram manchete com projeções de mortalidade, a população procura contexto: o que é o fenômeno, por que o Brasil aparece no ranking e o que muda no dia a dia até fevereiro de 2027.

Para o leitor do Cantinho Verde Lar, o ponto prático é distinguir projeção populacional de alarmismo individual. O Climate Impact Lab estima excessos de mortalidade agregados; a resposta útil passa por hidratação, sombra, ventilação, atenção a grupos vulneráveis e acompanhamento de alertas oficiais — não por pânico diante de um número nacional.

Linha do tempo do risco (set/2026–fev/2027)

A cobertura aponta que o fenômeno já está em curso desde junho e que o estudo usa um horizonte fechado até fevereiro de 2027. No Brasil, cerca de 8 mil das 13,3 mil mortes adicionais projetadas cairiam no trimestre dezembro–fevereiro — exatamente o verão, quando ondas de calor e umidade combinam com maior demanda energética e pressão sobre o SUS. Empresas e municípios que planejam pontos de sombra, escalas de trabalho ao ar livre e comunicação de risco agora têm uma janela clara de planejamento.

Resumo rápido

  • Climate Impact Lab projeta ~451 mil mortes adicionais por calor (set/2026–fev/2027) vs. ano normal.
  • Brasil ~13,3 mil (5º); pico interno ~8 mil em dez/2026–fev/2027.
  • +1,2 °C sobre terra; 44% mais dias de calor extremo; El Niño desde junho, pode ir até 1º semestre/2027.
  • Trends BR: “Oceano Pacífico” com alta >1.000% em 23/09.
  • Trata-se de projeção científica reportada pela imprensa; metodologia completa ainda será peer-reviewed.

Fontes

  • g1 — 23/09/2026, 12h06: Super El Niño pode matar mais de 450 mil…
  • Folha de S.Paulo — cobertura 23/09/2026 (números por país e margem do Brasil)
  • Estado de Minas — Trends 23/09/2026 (busca “Oceano Pacífico”)
  • Climate Impact Lab / cobertura The Guardian (base do relatório citado)

Cantinho Verde Lar — ciclo 12h. Imagens ilustrativas conceituais (sem rostos). Projeções não substituem boletins oficiais de saúde ou defesa civil.

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