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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Gás do Povo: é fake que foi bloqueado — novo vale do botijão sai na terça (10/11) e o que vence na segunda (9/11) não acumula: quem recebe por mês de entrada e tamanho da família, consulta pelo CPF, o que a revenda pode cobrar, preço por estado + checklist

Atualizado em 2/11/2026 (15h, horário de Brasília). Fontes principais: MDS (Informe Gás do Povo nº 04 e nota de 27/10/2026), FAQ consolidado da Secom, Aos Fatos (28/10), g1 Fato ou Fake (29/10), Portaria Interministerial MME/MF nº 2/2026 e Síntese Semanal de Preços da ANP (18 a 24/10/2026).

Fileira de botijões de gás de 13 kg prateados em linha de envase, com título sobre o Gás do Povo: novo vale em 10/11 e vale que vence em 9/11

Botijões de 13 kg na linha de envase. O Gás do Povo libera novos vales na terça, 10/11, e quem tem vale vencendo na segunda (9/11) precisa trocar antes. Foto de arquivo (2010): Copa Energia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0), adaptada com texto.

Depois do segundo turno, um vídeo começou a circular dizendo que o governo tinha “bloqueado” o Gás do Povo e que não haveria vale em dezembro. É falso. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) desmentiu em 27/10, e a Caixa, que opera o programa, confirmou ao Aos Fatos que as próximas liberações estão marcadas para 10 de novembro (terça) e 10 de dezembro (quinta). O g1 mostrou que o vídeo era uma reportagem de 2023 tirada do contexto.

Enquanto o boato rodava, uma data que importa de verdade quase passou despercebida: segunda-feira, 9/11, é o último dia de uso para uma parte dos vales que já estão no celular das famílias. O vale não acumula. Se ele expirar, a recarga daquele ciclo se perde e não volta na conta. Com o botijão de 13 kg custando em média R$ 114,98 no país (ANP, semana de 18 a 24/10), cada vale esquecido é mais de R$ 100 que a família vai ter que tirar do bolso.

Aqui vai o guia de novembro. Mostramos quem recebe vale novo em 10/11 e quem só recebe em 10/12, conforme o mês de entrada e o tamanho da família, e quem tem vale vencendo em 9/11. Também explicamos como consultar pelo CPF, as três formas de usar o vale e o que a revenda pode ou não cobrar. Há ainda uma tabela com quanto o governo paga por botijão no seu estado e quanto ele custa na sua capital, além de onde denunciar, um checklist e as perguntas mais comuns.

Resumo em 30 segundos

  • Não houve bloqueio. O MDS diz que o programa tem orçamento assegurado para 2026 e recursos previstos na proposta de Orçamento de 2027. A Caixa confirma vales em 10/11 e 10/12.
  • Segunda, 9/11: último dia para usar o vale de quem recebe vale novo em 10/11. Vale não usado expira e não acumula.
  • Terça, 10/11: vale novo para famílias de 2 ou 3 pessoas que entraram no programa em janeiro, maio ou agosto e para famílias de 4 ou mais que entraram em fevereiro, maio, julho ou setembro. Quem entra em novembro também recebe o primeiro vale nesse dia.
  • Consulta grátis pelo CPF do responsável familiar: app Meu Social, portal do programa no site do MDS, Disque Social 121 ou Caixa (0800 726 0207 ou 111).
  • Na revenda credenciada a recarga é 100% grátis. Só podem cobrar entrega, botijão vazio (vasilhame) e instalação, se você pedir. Diferença no preço do gás é proibida: denuncie à ANP pelo 0800 970 0267.
  • Cadastro Único desatualizado há mais de 24 meses corta os vales novos. A Revisão Cadastral tem prazo em 12/11 para parte das famílias.

“Gás do Povo bloqueado”? O que é fake e o que é verdade

O boato começou logo depois do segundo turno de 25/10. Segundo o g1 Fato ou Fake, um post publicado no X em 27/10 dizia que “agora chegou a vez do Gás do Povo de ser bloqueado”. Ele vinha com o vídeo de uma repórter falando em bloqueio de recursos do Auxílio Gás “no final de ano”. Só que a gravação era de 7 de agosto de 2023, da TV Arapuã, na Paraíba, e tratava do antigo Auxílio Gás. Na época, o próprio MDS confirmou um bloqueio de verba por causa do teto de gastos, mas negou que o pagamento fosse interrompido.

O Aos Fatos contou o alcance do boato: até a tarde de 28/10, o conteúdo enganoso tinha 6 milhões de visualizações no Instagram, 500 mil no X e 13 mil compartilhamentos no Facebook. Procurado pela checagem, o MDS negou a suspensão. A Caixa confirmou que o programa segue funcionando e que as próximas liberações de vales estão previstas para 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026, conforme o calendário do ministério.

Na nota oficial de 27/10, o MDS chamou de falsas as alegações de corte nos dois programas. Segundo o ministério, o Gás do Povo “continua garantindo a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de 13 quilos às famílias contempladas”, com orçamento assegurado para 2026 e previsão de recursos na proposta orçamentária de 2027, que está no Congresso. A mesma nota lembra que o Bolsa Família teve reajuste de 15,04% em outubro, e o mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691.

Por que tanta gente acreditou? Há uma explicação prática. De 4 de julho a 25 de outubro valeu o defeso eleitoral, que limita a publicidade do governo. O Informe nº 04 do MDS já avisava que essas regras “não interrompem o funcionamento” do programa: vales, recargas e atendimento seguiram normais. Segundo a Agência Tribuna, de Alagoas, o programa precisou trocar a identidade visual dos materiais durante o defeso. Essa mudança “pode gerar dúvidas”, mas não significa suspensão. Ou seja, logotipo diferente na revenda não quer dizer que o programa acabou.

Regra de ouro: antes de repassar áudio ou vídeo sobre benefício, consulte o CPF nos canais oficiais (lista abaixo). Se aparecer “Vale disponível”, ninguém bloqueou nada. Se aparecer outra situação, a explicação está na tabela de status mais adiante, e não num vídeo de rede social.

Como o Gás do Povo funciona, em uma página

O Gás do Povo substituiu o antigo Auxílio Gás e virou lei em 2026 (Lei 15.348/2026, resultado da MP 1.313/2025, segundo a ficha do programa na Sagi/MDS). A grande diferença é que não é dinheiro na conta. A família recebe um vale-recarga e troca o botijão vazio de 13 kg por um cheio numa revenda credenciada, sem pagar pela recarga. O governo paga a revenda diretamente.

A seleção é automática, sem inscrição. De acordo com o Informe Gás do Povo nº 04 do MDS (24/7/2026), a família precisa cumprir quatro condições:

  • Cadastro Único atualizado nos últimos 2 anos (24 meses);
  • renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (com o mínimo de R$ 1.621 em 2026, isso dá até R$ 810,50 por pessoa);
  • CPF do responsável familiar (RF) sem pendência na Receita, registrado corretamente no CadÚnico e sem indicação de falecimento;
  • cadastro fora de processo de Averiguação Cadastral.

Hoje o perfil é formado pelas famílias do Bolsa Família com 2 ou mais pessoas no mesmo código familiar. A prioridade vai para menor renda, famílias maiores e risco de insegurança alimentar, entre outros critérios. O MDS avisa que estar no perfil “não significa ingresso imediato”, porque a entrada também depende de orçamento.

Quantos vales por ano? Depende do tamanho da família no CadÚnico:

  • 2 ou 3 pessoas: 4 vales por ano, um a cada 3 meses. Cada vale vale 3 meses.
  • 4 ou mais pessoas: 6 vales por ano, um a cada 2 meses. Cada vale vale 2 meses.

Os vales são liberados no dia 10, “mesmo quando a data coincide com feriados ou finais de semana”. Cada vale pode ser usado até o dia 9 do mês em que a família terá direito à nova recarga. Quando um vence, o outro aparece no dia seguinte. É por isso que 9/11 e 10/11 andam juntos.

Quanto o programa já movimentou. Em setembro foram liberados 4.230.776 vales no país, com 26.920 revendas credenciadas e 2.246 planos alternativos de atendimento para lugares com poucos pontos de venda (Agência Tribuna, 2/10). Um balanço reproduzido pelo Guaíba em 12/10 fala em cerca de 15 milhões de recargas gratuitas desde o início e revendas em 4.836 municípios (86% das cidades). Nos 735 municípios ainda sem revenda vivem cerca de 365 mil famílias (2,4% do público), atendidas por planos das distribuidoras. Mulheres são as responsáveis em 93% dos lares atendidos.

Quem recebe vale novo em 10/11 e quem fica para 10/12

Este é o ponto que mais gera dúvida. Nem toda família recebe vale todo mês. A data depende de duas coisas: o mês em que a família entrou no programa e o número de pessoas no Cadastro Único. A tabela abaixo foi montada a partir do cronograma 2026 publicado pelo MDS no Informe nº 04.

Mês de entrada no programaFamília de 2 ou 3 pessoasFamília de 4 ou mais pessoas
Janeiro10/1110/12
Fevereiro10/1210/11
Marçosem vale novo em nov./dez. (último: 10/10)10/12
Abrilsem vale novo em nov./dez. (último: 10/10)10/12
Maio10/1110/11
Junho10/1210/12
Julhosem vale novo em nov./dez. (último: 10/10)10/11
Agosto10/1110/12
Setembro10/1210/11
Outubrosem vale novo em nov./dez. (1º vale: 10/10)10/12
Novembro (novas famílias)10/1110/11
Dezembro (novas famílias)10/1210/12

Fonte: MDS, Informe Gás do Povo nº 04 (24/7/2026), “Cronograma do Gás do Povo 2026”. Em negrito, quem recebe vale novo em 10/11. Vale só para famílias que continuam dentro das regras do programa.

Como ler a tabela, com exemplos:

  • Dona Joana mora com dois netos (3 pessoas) e entrou em maio. O cronograma dela é 10/5, 10/8 e 10/11. O vale de 10/8 vale por 3 meses, até 9/11. Se ainda não trocou, precisa trocar até segunda. Na terça entra o vale novo.
  • Família de 5 pessoas que entrou em setembro. O cronograma é 10/9 e 10/11. O vale de setembro vale 2 meses, até 9/11. Mesmo caso: usar até segunda.
  • Casal com um filho (3 pessoas) que entrou em abril. Recebeu em 10/4, 10/7 e 10/10. O vale de outubro vale 3 meses, até 9/1/2027. Pela regra de 1 vale a cada 3 meses, essa família não recebe vale novo nem em novembro nem em dezembro, e isso não é bloqueio.
  • Família de 4 pessoas que entrou em junho. Recebeu em 10/6, 10/8 e 10/10. O vale de outubro vale até 9/12, e o próximo sai em 10/12.

Atenção para quem mudou de tamanho. O Informe avisa que, se a composição da família mudar, o responsável precisa atualizar o CadÚnico, “porque o novo vale poderá ter o prazo de validade alterado”. Uma família de 2 pessoas que passa a ter 5, por exemplo, deixa de receber a cada 3 meses e passa a receber a cada 2. Quem teve bebê, recebeu um parente em casa ou viu alguém sair deve atualizar o cadastro no CRAS.

O vale que vence segunda (9/11): quem precisa correr

Pela regra do MDS, o vale usado até 9/11 é o das famílias que recebem vale novo em 10/11. Na prática:

  • 2 ou 3 pessoas, entrada em janeiro, maio ou agosto: o vale de 10/8 vence em 9/11;
  • 4 ou mais pessoas, entrada em fevereiro, maio, julho ou setembro: o vale de 10/9 vence em 9/11.

Três coisas que muita gente não sabe:

  1. O vale não acumula. O Ministério das Mulheres é claro: “os vales não são cumulativos”. A recarga não usada no prazo é cancelada quando a nova fica disponível. No app, o vale vencido aparece como “Expirado” e não se soma ao próximo. Não dá para guardar dois para trocar de uma vez.
  2. Não usar o vale não bloqueia o benefício. Segundo o FAQ consolidado da Secom, “não há bloqueio do benefício por não usar o vale”, e um novo vale é gerado no ciclo seguinte. Mas a recarga daquele período se perde.
  3. Segunda é dia útil. O feriado de Finados foi hoje (2/11). Na semana que vem, as revendas devem funcionar no horário normal, mas os horários variam. Ligue antes, como o próprio MDS orienta. O telefone da revenda aparece no app Meu Social.

Dica prática: se o botijão de casa ainda está pela metade e o vale vence segunda, vale a pena trocar o botijão reserva (se você tiver um vazio) ou se organizar para usar o gás até lá. O vale cobre a troca de um botijão vazio por um cheio, então é preciso levar o vasilhame vazio.

Carreta branca carregada com centenas de botijões de gás de cozinha numa grade vermelha, trafegando por rodovia federal no Piauí

Carreta com botijões de gás de cozinha na BR-343, no Piauí. Hoje são mais de 26 mil revendas credenciadas, e nos municípios sem revenda as distribuidoras atendem por planos alternativos. Foto de arquivo (2019): Moacir Ximenes / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 BR).

Como consultar se o vale está disponível (grátis, pelo CPF)

Todos os canais usam o CPF do responsável familiar e são gratuitos. Segundo o Informe nº 04:

  1. App Meu Social (Play Store ou App Store). Entre com a conta gov.br do responsável e toque em “Vales” e depois em “Detalhes”. Confira se o nome é “Meu Social” e se o desenvolvedor é “Serviços e Informações do Brasil”.
  2. Portal do programa no site do MDS (gasdopovo.mds.gov.br). Digite o CPF e clique em “Consultar benefício”. A página mostra o período de vigência, ou seja, até quando o vale pode ser usado.
  3. Disque Social 121. Atendimento eletrônico 24 horas, todos os dias. Atendimento humano de segunda a sexta, das 7h às 19h.
  4. Caixa: 0800 726 0207 ou 111. Informe o CPF e escolha a opção 2 (“Programas Sociais”) e depois a opção 1 (“Gás do Povo”).

O que cada status quer dizer (app Meu Social):

StatusO que significaO que fazer
Vale disponívelDentro da validade e liberado para usoVeja a data final e troque o botijão antes dela
ResgatadoO vale já foi usado na recargaSe não foi você, conteste (veja abaixo)
ExpiradoNão foi usado no prazo de 2 ou 3 mesesAguarde o próximo ciclo. O vale não volta
Sem vale disponívelA família não tem vale no momentoConfira o CadÚnico e ligue no 121

Fonte: MDS, Informe Gás do Povo nº 04.

Quando a família usa o vale, o app manda uma notificação confirmando o uso. Se chegar uma notificação de uso sem você ter ido à revenda, guarde o print.

Como trocar o botijão: as 3 formas de usar o vale

A troca é feita só na maquininha Azulzinha da Caixa ou no aplicativo Azulzinha Aproxima, instalado no celular do revendedor. Você pode usar uma de três formas:

  1. Cartão do Bolsa Família com chip, com senha digitada na maquininha;
  2. Cartão de débito da Caixa de conta individual do responsável familiar (conta corrente, conta salário, poupança, Poupança Caixa Tem e Poupança Social Digital, entre outras), também com senha;
  3. CPF + código por SMS: o revendedor digita o CPF do responsável e o código chega por SMS no celular cadastrado na Caixa.

Celular desatualizado é a causa número 1 de “não chegou o código”. Atualize ou confirme o número no app Caixa Tem (Minha Conta → Dados Pessoais → Dados de contato) ou numa agência. Segundo o FAQ da Secom, o Cartão Social sem chip não funciona para o Gás do Povo. Já o cartão antigo do Auxílio Brasil com chip funciona. Se perdeu o cartão, peça um novo na agência.

Antes de sair de casa:

  • separe o botijão vazio. O vale troca vazio por cheio e não cobre a compra do vasilhame;
  • procure uma revenda credenciada no Meu Social (“Encontrar ponto de troca”, sem login), no site do MDS (por UF, município, bairro ou CEP) ou no site da Caixa;
  • ligue para a revenda para confirmar horário e se ela cobra entrega. A entrega é opcional e paga pela família;
  • a família pode usar qualquer revenda credenciada, inclusive de outro município ou estado, e o botijão pode ser de qualquer marca (FAQ Secom).

Nunca passe o código do SMS por WhatsApp ou telefone. O MDS alertou em 10/9 que o código é digitado só na hora da troca, na maquininha. Quem pede o código por mensagem está tentando usar o seu vale.

O que a revenda pode e o que não pode cobrar

O MDS e a Secom são diretos: a recarga do botijão de 13 kg é gratuita. O governo paga a revenda e não existe “diferença” para a família completar.

Pode cobrarNão pode cobrar
Taxa de entrega, se você pedir entrega em casaValor extra para “completar o vale”
Botijão vazio (vasilhame), se você não tiver umTaxa para “liberar” ou “ativar” o vale
Mangueira e instalação, se você pedirPreço diferente por ser beneficiário do programa

Fontes: MDS (Informe nº 04) e Secom (FAQ consolidado do Gás do Povo).

A Secom ainda lembra que a lei proíbe cobrar qualquer valor, taxa ou tarifa pela recarga, exceto frete e vasilhame. Se a revenda recusar o vale sem justificativa, cobrar diferença ou entregar botijão com peso errado, denuncie à ANP (veja como no fim do guia).

Quanto vale um vale: o preço no seu estado

O vale não tem um valor em reais impresso para a família, mas o governo paga a revenda por recarga com base num preço de referência por estado. Esse preço é definido pelos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda com dados da ANP e não inclui vasilhame nem frete (MME). Os valores em vigor desde abril estão na Portaria Interministerial MME/MF nº 2, de 17/4/2026. A tabela abaixo compara esse valor com o preço médio do botijão na capital, pela pesquisa da ANP de 18 a 24/10/2026, que é o que quem não tem o benefício paga em média.

UFPreço de referência do vale (R$/13 kg, desde abril)CapitalPreço médio ANP na capital (18–24/10)
AC123,16Rio Branco123,79
AL97,77Maceió107,59
AM120,36Manaus129,00
AP118,08Macapá127,46
BA108,60Salvador119,90
CE112,20Fortaleza106,18
DF96,56Brasília107,55
ES94,78Vitória109,16
GO104,98Goiânia114,73
MA112,53São Luís137,92
MG101,82Belo Horizonte112,11
MS108,71Campo Grande114,82
MT126,09Cuiabá127,47
PA108,90Belém120,43
PB100,06João Pessoa107,50
PE95,94Recife103,06
PI107,98Teresina108,68
PR101,08Curitiba112,30
RJ93,16Rio de Janeiro99,71
RN102,80Natal115,80
RO119,59Porto Velho123,68
RR135,70Boa Vista140,80
RS109,09Porto Alegre120,79
SC112,18Florianópolis—
SE104,51Aracaju112,29
SP107,02São Paulo120,37
TO124,24Palmas135,90

Fontes: Portaria Interministerial MME/MF nº 2/2026 (coluna de valores a partir de abril de 2026) e ANP, Síntese Semanal 43/2026. Para Florianópolis, a síntese consultada não traz preço. O preço de referência vale para o estado todo. O preço ANP é a média da capital, e o do seu bairro pode ser diferente.

O que a tabela mostra:

  • Na média do país, o botijão de 13 kg custou R$ 114,98 na semana de 18 a 24/10. Foi 0,22% mais que na semana anterior e 4,26% mais que um ano antes (ANP).
  • Na estimativa da ANP, desse preço médio R$ 36,39 vão para o produtor, R$ 19,11 para o imposto estadual e R$ 59,48 para as margens de distribuição e revenda. Ou seja, mais da metade do que se paga no botijão fica na cadeia de distribuição.
  • São Luís tem o botijão mais caro entre as capitais da lista depois de Boa Vista: R$ 137,92, com alta de 14,21% em 12 meses.
  • O preço de referência é revisto de forma ordinária a cada 12 meses ou de forma extraordinária, segundo o MME. Para a família, isso não muda nada, porque a recarga continua grátis.

Pela nossa conta, usando o preço médio nacional de R$ 114,98 como o que a família deixaria de gastar:

  • família de 2 ou 3 pessoas, 4 vales por ano: 4 × R$ 114,98 = R$ 459,92 por ano;
  • família de 4 ou mais, 6 vales por ano: 6 × R$ 114,98 = R$ 689,88 por ano.

É quase um Bolsa Família mínimo (R$ 691) a mais por ano, mas só se nenhum vale vencer sem uso. Um vale expirado numa capital como São Luís equivale a R$ 137,92 perdidos.

Quadro-resumo do Gás do Povo em novembro: quem recebe vale em 10/11 e em 10/12 por mês de entrada e tamanho da família, vale que vence em 9/11, como usar e onde denunciar

Quadro-resumo do Gás do Povo em novembro, com calendário, regras de uso e canais oficiais. Arte: Cantinho Verde Lar, com dados do MDS, da Secom, da Caixa (via Aos Fatos) e da ANP.

Problemas comuns e o canal certo para cada um

O programa envolve MDS, Caixa e ANP. Procurar o canal certo resolve mais rápido.

ProblemaQuem resolveContato
Não sei se tenho direito, regras, validade, app Meu SocialMDSDisque Social 121 (24h eletrônico; humano seg. a sex., 7h–19h)
Cartão, SMS que não chega, “vale não encontrado” com vale disponívelCaixaSAC Caixa 0800 726 0101 (24h, todos os dias)
Valor debitado da conta na troca (cobrança indevida)CaixaSAC Caixa 0800 726 0101: contestação e devolução
Revenda cobrou diferença, recusou o vale ou o peso está erradoANP / MME0800 970 0267 (seg. a sex., 8h–20h) ou Fala.BR
Vale aparece “Resgatado” e você não usouCaixaContestação numa agência (prazo de até 5 anos, segundo a Secom)

Fontes: MDS (Informe nº 04) e Secom (FAQ consolidado).

Na denúncia à ANP, informe o CNPJ da revenda. Ele está no Meu Social e na placa da fachada. A Secom recomenda registrar também nome, endereço completo, data e hora, valor cobrado, descrição do que aconteceu e, se possível, comprovantes e fotos. Sem CNPJ a apuração fica difícil.

Desconto na conta não significa que o vale foi usado. A Secom explica que, se algum valor foi debitado da sua conta na troca, isso é cobrança indevida, e o vale continua lá. Ligue no SAC da Caixa para contestar e pedir a devolução.

Golpes que surfam no Gás do Povo

  • “Taxa de liberação” ou “cadastro no Gás do Povo”. Não existe inscrição. A seleção é automática pelo CadÚnico. Ninguém pode cobrar para “incluir” sua família.
  • Pedido do código do SMS. O código só é digitado na maquininha, na hora da troca. Quem pede por WhatsApp ou ligação quer usar o seu vale.
  • Link para “consultar o vale” ou “desbloquear o benefício”. Use só o app Meu Social, o site do MDS (gov.br) ou os telefones 121 e 111. Desconfie de sites com nomes parecidos.
  • Vídeo de “bloqueio” ou “fim do programa”. Como mostrou o g1, o vídeo que viralizou em outubro era de 2023. Confira no CPF antes de acreditar.
  • Revenda “parceira” fora do programa. Segundo a Secom, a revenda credenciada deve exibir a identidade visual oficial e os canais de denúncia, e revenda não credenciada não pode usar a marca. Na dúvida, procure o CNPJ no Meu Social.

Cadastro Único em dia: o interruptor do vale

O ponto mais importante do Informe nº 04 é este: se a família passar de 24 meses sem atualizar o Cadastro Único, ela deixa de receber novos vales e precisa esperar uma nova concessão, caso volte a estar no perfil. Quem ainda não está no programa fica impedido de entrar.

E tem prazo correndo. Parte das famílias que estão na Revisão Cadastral 2026 precisa atualizar o CadÚnico até 12/11 para não perder o Bolsa Família. Como o Gás do Povo hoje atende famílias do Bolsa Família, uma coisa puxa a outra. Explicamos quem está na lista e o que levar ao CRAS no post Cadastro Único: prazo de 12/11 para não perder o Bolsa Família e a Tarifa Social.

Atualize no CRAS se: alguém nasceu, morreu, entrou ou saiu da casa; a renda mudou; você mudou de endereço ou de telefone; ou o último cadastro foi feito há quase 2 anos. A atualização é gratuita.

Novembro no bolso: o vale do gás junto com os outros pagamentos

O vale do gás de 10/11 chega uma semana antes do Bolsa Família, que em novembro sai em só três dias: 16, 17 e 18/11. Para famílias do grupo de novembro, a sequência fica assim:

  • até 9/11 (seg): usar o vale antigo, se ainda estiver disponível;
  • 10/11 (ter): consultar o vale novo e trocar o botijão quando precisar, dentro da validade;
  • 12/11 (qui): prazo da Revisão Cadastral para quem foi chamado;
  • 16 a 18/11: Bolsa Família de novembro;
  • 20/11 (sex): feriado da Consciência Negra, com bancos fechados. A troca na revenda depende do horário de cada uma.

O calendário completo do mês, com INSS, 13º e feriados, está nos posts Bolsa Família de novembro sai em só 3 dias e Novembro tem 3 feriados e 2 feriadões.

Sugestão de orçamento: se a sua família recebe vale em 10/11, o dinheiro que iria para o gás em novembro pode ir para uma conta fixa ou para uma reserva. Quem está no ciclo de dezembro deve lembrar que o vale atual precisa durar até 9/12.

Checklist: o que fazer até terça (10/11)

  • ☐ Consultei o CPF do responsável familiar no Meu Social, em gasdopovo.mds.gov.br ou no 121.
  • ☐ Anotei a data final do meu vale. Se for 9/11, vou trocar até segunda.
  • ☐ Conferi na tabela se minha família recebe vale novo em 10/11 ou em 10/12 (mês de entrada + tamanho da família).
  • ☐ Separei o botijão vazio para a troca.
  • ☐ Encontrei uma revenda credenciada e liguei para confirmar horário e taxa de entrega.
  • ☐ Conferi o celular cadastrado na Caixa (Caixa Tem → Minha Conta → Dados Pessoais → Dados de contato).
  • ☐ Estou com o cartão do Bolsa Família com chip ou o cartão de débito da Caixa (o Cartão Social sem chip não serve).
  • ☐ Sei que não devo pagar nada pela recarga. Só entrega, vasilhame ou instalação, se eu pedir.
  • ☐ Não passei o código do SMS para ninguém por mensagem ou telefone.
  • ☐ Meu CadÚnico foi atualizado há menos de 24 meses. Se fui chamado na Revisão Cadastral, vou ao CRAS até 12/11.
  • ☐ Se a família mudou de tamanho, atualizei o cadastro.
  • ☐ Guardei os números: 121 (MDS), 0800 726 0101 (SAC Caixa) e 0800 970 0267 (ANP).

Perguntas frequentes

1. O Gás do Povo foi bloqueado depois da eleição?
Não. O MDS chamou a informação de falsa em 27/10. A Caixa confirmou ao Aos Fatos as liberações de 10/11 e 10/12, e o g1 mostrou que o vídeo era de 2023.

2. Vou receber vale em 10/11?
Depende do mês em que sua família entrou no programa e de quantas pessoas ela tem. Veja a tabela acima ou consulte o CPF no Meu Social a partir de 10/11.

3. Meu vale vence em 9/11 e não usei. Ele passa para o próximo?
Não. O vale não acumula. Depois de 9/11 ele fica “Expirado” e você perde aquela recarga, mas não é bloqueado por isso.

4. Recebi em 10/10 e não vou receber em novembro nem em dezembro. Fui cortado?
Não necessariamente. Famílias de 2 ou 3 pessoas que entraram em março, abril, julho ou outubro recebem a cada 3 meses, e o vale de 10/10 delas vale até 9/1/2027. Se o app mostrar “Sem vale disponível”, ligue no 121.

5. Preciso me inscrever?
Não. A seleção é automática, pelo Cadastro Único. Hoje entram famílias do Bolsa Família com 2 ou mais pessoas, conforme critérios de prioridade e orçamento.

6. Posso trocar em qualquer revenda?
Em qualquer revenda credenciada ao programa, inclusive de outra cidade ou estado, e com botijão de qualquer marca.

7. A revenda pode cobrar a diferença do preço?
Não. Só pode cobrar entrega, vasilhame e instalação, se você pedir. Diferença no gás deve ser denunciada à ANP (0800 970 0267 ou Fala.BR) com o CNPJ da revenda.

8. O código por SMS não chegou. E agora?
Confira se o celular cadastrado na Caixa está certo (Caixa Tem ou agência). Se o problema continuar, ligue no SAC Caixa, 0800 726 0101. Também dá para usar o cartão do Bolsa Família com chip ou o cartão de débito da Caixa.

9. O app diz que o vale foi “Resgatado”, mas eu não usei.
Procure uma agência da Caixa para contestar. Segundo a Secom, o prazo é de até 5 anos. Guarde prints do app.

10. Desconto na conta durante a troca é normal?
Não. O programa é gratuito. Isso é cobrança indevida, e a Caixa orienta contestar pelo 0800 726 0101 e pedir a devolução.

11. Minha família cresceu. Muda alguma coisa?
Sim. Com 4 ou mais pessoas, a família passa a receber a cada 2 meses. Mas é preciso atualizar o CadÚnico no CRAS.

12. Não tenho botijão. Posso receber?
Pode entrar no programa, segundo a Secom, mas para usar o vale precisa de um botijão vazio para trocar. O vasilhame é comprado à parte.

Fontes

Recebe Gás do Povo ou Bolsa Família e também tem um pequeno negócio ou é MEI? O Consultor CNPJ ajuda a consultar e entender a situação do seu CNPJ.

Leia também no Cantinho

Este conteúdo é informativo e foi escrito com base nas fontes citadas, consultadas em 2/11/2026. O calendário de vales vale para famílias que continuam dentro das regras do programa. Datas, regras e preços de referência podem mudar por nova portaria do MDS, do MME ou do Ministério da Fazenda. Os preços da ANP são médias das capitais, e o da sua revenda pode ser diferente. Sempre confira a situação do seu vale pelo CPF nos canais oficiais.

Fies: 50 mil vagas remanescentes com inscrição só até amanhã (3/11), às 23h59 — quem pode com Enem 450 e renda de até R$ 4.863 por pessoa, Fies Social de até 100%, juros zero, quanto você paga no curso e depois, resultado em 16/11 + checklist

Atualizado em 2/11/2026 (12h, horário de Brasília). Fontes principais: MEC – Fies remanescente: inscrições terminam na terça (3/11); Edital Sesu/MEC nº 76/2026 (PDF); Agência Brasil (2/11); Resolução CG-Fies nº 63/2025 (teto por semestre). Lista completa no fim do texto.

Sala de aula universitária vazia, com fileiras de cadeiras escolares escuras, quadro verde e porta de madeira em arco, com o título do Cantinho sobre as vagas remanescentes do Fies

Sala de aula vazia no Palácio Universitário da UFRJ, no Rio de Janeiro (foto de 2022). Foto de arquivo, para ilustrar: as 50 mil vagas remanescentes do Fies são lugares que sobraram em faculdades privadas no 2º semestre de 2026 — e quem quiser concorrer tem até as 23h59 desta terça-feira (3/11). Foto: Estudante do IE-UFRJ, via Wikimedia Commons — CC0 (domínio público), recortada e com texto do Cantinho.

Enquanto as buscas em alta do Google no Brasil nesta segunda-feira de Finados giram em torno de futebol, novela e celebridades, um prazo bem mais importante para o bolso de muita família corre em silêncio: as inscrições para as 50 mil vagas remanescentes do Fies terminam amanhã, terça-feira (3/11), às 23h59 de Brasília. O Fies é o Fundo de Financiamento Estudantil, o programa do governo federal que paga a mensalidade de faculdade particular para o estudante devolver o dinheiro depois de formado — hoje com juros zero, segundo o Ministério da Educação.

Esta rodada é diferente da seleção normal do meio do ano. As vagas são “sobras” do processo regular, valem só para o 2º semestre de 2026 (que já está em andamento) e não podem ser empurradas para 2027. Por isso o edital criou uma etapa extra: a faculdade precisa confirmar que você ainda consegue cumprir a frequência mínima do semestre. E metade das vagas é reservada ao Fies Social, que pode financiar até 100% da mensalidade de quem tem renda por pessoa de até meio salário mínimo e está no Cadastro Único.

Neste guia do Cantinho você vai encontrar, em linguagem simples: quem pode se inscrever (com a conta da renda feita em reais), o passo a passo da inscrição até amanhã à noite, o calendário completo até o contrato na Caixa, quanto você paga durante o curso e depois de formado, os erros que derrubam a inscrição, os golpes do período e um checklist para imprimir. No fim, há perguntas frequentes e todas as fontes oficiais consultadas hoje.

Resumo rápido: o que você precisa saber hoje

  • Prazo: inscrições de 26/10 até terça-feira, 3/11, às 23h59 (horário de Brasília), só pela internet, no Portal Acesso Único do MEC, com login gov.br. É grátis.
  • Vagas: 50 mil, em faculdades privadas participantes do programa, em todo o país. Metade (50%) é do Fies Social.
  • Nota: ter feito o Enem a partir de 2010, com média de pelo menos 450 pontos nas cinco provas e redação acima de zero. Quem fez como “treineiro” não entra.
  • Renda: até 3 salários mínimos por pessoa da família (R$ 4.863 com o mínimo de R$ 1.621). No Fies Social, até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50) e CadÚnico atualizado até 8/10/2026.
  • Resultado: 16/11 (chamada única). Pré-selecionados vão à faculdade em 17 e 18/11. Lista de espera: 25 a 30/11.
  • Dinheiro: juros zero; durante o curso você paga a parte não financiada (coparticipação), um encargo operacional e o seguro; depois de formado, a parcela é descontada da renda. O teto financiado é de R$ 42.983,70 por semestre (R$ 78 mil em Medicina).
  • Atenção: a vaga vale só para este semestre. Se você não consegue mais alcançar a frequência mínima, a faculdade vai reprovar a inscrição.

Por que existe uma “segunda chance” do Fies em novembro

O Fies tem dois processos seletivos por ano, um para cada semestre. O do 2º semestre de 2026 aconteceu no meio do ano: segundo o balanço do MEC divulgado em julho, foram 127.175 inscritos, que fizeram 315.431 inscrições (cada pessoa podia escolher até três opções de curso). O resultado saiu em 30 de julho.

Nem todas as vagas oferecidas pelas faculdades foram ocupadas — tem pré-selecionado que desiste, que perde prazo, que não consegue reunir documentos ou que não tem a renda comprovada. É aí que entram as vagas remanescentes: o MEC reabre a disputa para preencher esses lugares. O processo está no Edital nº 76/2026 da Secretaria de Educação Superior (Sesu), e as inscrições abriram às 9h de 26 de outubro, como informou o MEC.

Só que tem uma pegadinha que muita gente não percebe. O edital diz, com todas as letras, que o financiamento dessas vagas será contratado exclusivamente no segundo semestre de 2026 e que “não haverá postergação das inscrições para semestres posteriores”. Em outras palavras: não é uma vaga para começar a faculdade em fevereiro. É uma vaga para quem já está estudando (ou consegue entrar agora e acompanhar o semestre) e quer passar a ter a mensalidade financiada desde já.

Quem mais se beneficia, na prática:

  • quem já está matriculado numa faculdade privada e está pagando a mensalidade do próprio bolso, com dificuldade;
  • quem perdeu o prazo da seleção do meio do ano, mas está frequentando as aulas;
  • quem entrou na faculdade neste semestre e ainda consegue cumprir a frequência mínima exigida pela instituição;
  • famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico, que podem tentar o Fies Social com até 100% de financiamento.

Quem está terminando o ensino médio agora e vai fazer o Enem nos domingos 8 e 15 de novembro não é o público desta rodada: a nota do Enem 2026 ainda não existe, e o edital só aceita nota válida antes da abertura das inscrições. Para esse grupo, a hora do Fies é no processo seletivo do 1º semestre de 2027.

Quem pode se inscrever: as 4 regras do edital

O item 7.3 do edital lista as condições, e todas precisam ser cumpridas ao mesmo tempo. Segundo o MEC e a Agência Brasil, é preciso:

1. Ter feito o Enem a partir de 2010, com média de 450

Vale qualquer edição do Enem de 2010 em diante. A conta é a média aritmética das notas das cinco provas (Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Redação), que precisa ser igual ou maior que 450 pontos. A redação não pode ser zero. E quem fez o exame como “treineiro” (sem ter concluído o ensino médio, só para testar) não pode usar essa nota.

Uma boa notícia: se você fez o Enem mais de uma vez, o sistema usa automaticamente a edição em que você teve a maior média (item 7.3.1 do edital). Não é preciso escolher.

2. Ter renda familiar de até 3 salários mínimos por pessoa

A renda considerada é a renda bruta mensal (antes dos descontos) de todo o grupo familiar, dividida pelo número de pessoas. Com o salário mínimo de 2026 em R$ 1.621, o limite fica em R$ 4.863 por pessoa.

3. Conseguir cumprir a frequência mínima do 2º semestre de 2026

Essa é a regra nova que derruba muita inscrição. Você precisa ter condições de atingir a frequência mínima exigida pela faculdade no curso, turno e local em que se inscrever. Entre 4 e 6 de novembro, as próprias faculdades vão registrar no sistema do MEC, candidato por candidato, se cada um tem ou não essas condições. Quem for marcado como “não” fica fora da pré-seleção.

4. Não ter Fies em aberto

Pela Lei do Fies, não pode receber novo financiamento quem ainda não quitou um Fies anterior (ou o antigo Crédito Educativo) ou quem está em período de utilização de outro financiamento. “Não quitado” inclui contratos ainda em fase de pagamento (amortização) ou em cobrança.

Quem tinha dívida antiga do Fies (contratos até 2017) teve a chance de renegociar com descontos no Desenrola Fies 2026, mas o prazo de adesão terminou em 31 de agosto, segundo o FNDE. Renegociar não é o mesmo que quitar: enquanto o contrato estiver sendo pago, a vedação continua.

Pela nossa conta: você cabe na renda?

A regra da renda assusta, mas a conta é simples. Some a renda bruta mensal de todas as pessoas do grupo familiar e divida pelo número de pessoas (contando você). Veja três exemplos fictícios, só para ilustrar o cálculo:

Família (exemplo)Renda bruta totalRenda por pessoaFies comum (até R$ 4.863)Fies Social (até R$ 810,50 + CadÚnico)
Casal + 2 filhosR$ 12.000R$ 3.000CabeNão cabe
Mãe + 2 filhosR$ 2.400R$ 800CabeCabe, se estiver no CadÚnico atualizado até 8/10
Estudante que mora sozinhoR$ 5.200R$ 5.200Não cabeNão cabe

Valores ilustrativos, calculados pelo Cantinho com o salário mínimo de R$ 1.621. O que vale é a regra do edital e a comprovação feita na faculdade.

Dois cuidados importantes. Primeiro: na inscrição, você precisa informar o nome de todos os membros do grupo familiar, o CPF e a data de nascimento de quem tem 14 anos ou mais e a renda bruta de cada um, se houver (item 7.6 do edital). Segundo: a renda declarada vai ser conferida depois. O edital avisa que informação falsa leva à rejeição da inscrição em qualquer fase — e, se o contrato já tiver sido assinado, ele é encerrado e o estudante continua obrigado a pagar o que já foi usado.

Fies Social: metade das vagas e até 100% da mensalidade

O edital reserva 50% das 50 mil vagas — ou seja, 25 mil — para o Fies Social. Ele é voltado a candidatos com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50) e inscrição atualizada no Cadastro Único (CadÚnico). Quem entra por essa porta tem três vantagens claras:

  • Prioridade na classificação para ocupar as vagas remanescentes (item 1.3 do edital);
  • pode pedir financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade, respeitados os valores máximo e mínimo do programa;
  • fica dispensado de comprovar a renda na faculdade, já que os dados vêm do CadÚnico (item 11.3). Os outros documentos continuam sendo exigidos.

O detalhe que exige atenção: você não marca “quero Fies Social” num campo. O sistema FiesSeleção identifica automaticamente quem tem direito, cruzando o seu CPF com a base do CadÚnico enviada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). E a base usada é a de 8 de outubro de 2026. Se o seu cadastro foi feito ou atualizado depois disso, ou se o seu CPF não aparece lá, a inscrição não será considerada para as vagas do Fies Social — você ainda pode concorrer como Fies comum, se a renda couber em 3 salários mínimos por pessoa.

Na inscrição, o candidato do Fies Social precisa indicar o percentual de financiamento que deseja, que pode chegar a 100% (item 7.12). Se a família tem condições de pagar uma parte pequena da mensalidade agora, financiar menos significa dever menos depois. Se não tem, os 100% existem justamente para isso.

Aproveitando: o CadÚnico tem outros prazos correndo neste mês. Quem está na Revisão Cadastral precisa atualizar os dados até 12/11 para não perder o Bolsa Família e a Tarifa Social — o Cantinho explicou neste guia do Cadastro Único. A atualização feita agora não muda a base usada pelo Fies (a de 8/10), mas protege os outros benefícios da família.

Passo a passo: como se inscrever até amanhã (3/11)

A inscrição é feita exclusivamente pela internet, no FiesSeleção, dentro do Portal Acesso Único do MEC. O MEC explica que é preciso usar a conta gov.br. Veja o caminho:

  1. Separe os dados antes de começar: seu CPF e senha gov.br, um e-mail pessoal que você acessa, e de cada pessoa da família: nome completo, CPF (para quem tem 14 anos ou mais), data de nascimento exatamente como está no CPF e renda bruta mensal.
  2. Entre no portal acessounico.mec.gov.br/fies e clique para entrar com gov.br. Se for o primeiro acesso, o sistema pede para criar a conta gov.br e depois devolve você ao FiesSeleção.
  3. Confira a sua nota: o sistema puxa as notas do Enem. Lembre que vale a edição com a maior média, a partir de 2010.
  4. Preencha o perfil: cor/etnia, se é quilombola, se é pessoa com deficiência e se já concluiu o ensino superior. Essas respostas definem em que modalidade você concorre (ampla concorrência, cotas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas, ou vagas para pessoas com deficiência).
  5. Informe o grupo familiar e a renda, membro por membro.
  6. Escolha o curso: indique o estado, o município, a faculdade e o nome do curso, e selecione o curso/turno/local. O edital manda escolher apenas onde você realmente consegue cumprir a frequência do semestre.
  7. Declare a condição de frequência quando o sistema pedir. Se você mudar de curso durante o período de inscrição, terá de declarar de novo.
  8. Se for Fies Social, indique o percentual de financiamento desejado (até 100%).
  9. Finalize a inscrição. Este é o passo que mais gente esquece: se você alterar qualquer coisa depois de finalizar, precisa finalizar de novo, ou a inscrição não vale (item 7.10.2). A classificação usa a última versão confirmada.
  10. Guarde o comprovante (print ou PDF) e anote o e-mail usado.

Quem tem uma inscrição “postergada” de processo anterior do Fies só consegue se inscrever agora depois de concordar com o cancelamento dela (item 7.4).

Sem internet? O edital obriga as faculdades participantes a oferecer acesso gratuito à internet para a inscrição dos candidatos, em horários definidos por elas, e proíbe a cobrança de qualquer taxa no processo seletivo (itens 6.1 e 15.4). Em caso de dúvida, a Central de Atendimento do MEC é o 0800 616161.

Jovens sentados em carteiras escolares fazendo a prova do Enem em uma sala de aula, concentradas, com cadernos de prova e lápis sobre as mesas

Participantes fazem a prova do Enem em Brasília (foto de arquivo de 2007). Para concorrer às vagas remanescentes do Fies, vale qualquer edição do Enem a partir de 2010 — e o sistema usa automaticamente a de maior média, que precisa ser de pelo menos 450 pontos. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil, via Wikimedia Commons — CC BY 3.0 BR (recortada).

Como funciona a classificação (e por que a nota pesa tanto)

Depois do fim das inscrições, os candidatos são colocados em ordem decrescente de nota no Enem, separados por tipo de vaga, “grupo de preferência” e modalidade de concorrência (item 8 do edital). Mas antes da nota vem uma ordem de prioridade definida pela Lei do Fies:

  1. quem não tem curso superior e nunca teve financiamento estudantil;
  2. quem não tem curso superior, já teve financiamento e quitou;
  3. quem já tem curso superior e nunca teve financiamento;
  4. quem já tem curso superior, já teve financiamento e quitou.

Ou seja: quem já é formado pode se inscrever, mas fica atrás na fila.

Em caso de empate na média, o desempate segue esta ordem: maior nota na redação, depois Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e, por último, Ciências Humanas.

O que é o “grupo de preferência”? É o conjunto de cursos que ficam na mesma mesorregião, têm o mesmo conceito no Sinaes (a avaliação do MEC) e estão na mesma área. Você concorre com quem escolheu cursos parecidos na sua região — não com o Brasil inteiro.

Onde estão as vagas? O Anexo I do edital explica como o MEC distribui as 50 mil vagas. Algumas regras ajudam a entender as chances:

  • todas as vagas que as faculdades ofereceram em Medicina entram na conta;
  • nas demais, a prioridade é para cursos com nota alta no MEC: 55% para conceito 5, 35% para conceito 4 e 10% para conceito 3;
  • 60% das vagas de cada mesorregião vão para áreas prioritárias — metade disso para Engenharias, Ciências Físicas, Computação e TI, e 35% para Educação (formação de professores), entre outras áreas, como a Saúde;
  • regiões com IDH municipal mais baixo recebem peso maior (de 1,3 no IDHM “muito baixo” a 0,7 no “muito alto”), o que puxa mais vagas para onde a renda é menor.

A disputa costuma ser concentrada em poucos cursos. Na seleção regular do meio do ano, os cursos mais procurados como 1ª opção foram Medicina (50.722 inscritos), Direito (20.405), Psicologia (15.372), Enfermagem (13.178) e Odontologia (10.072), segundo o MEC. Fora desses cursos, a concorrência tende a ser menor — mas lembre: só vale a pena se for o curso que você já faz ou consegue acompanhar agora.

O calendário completo: da inscrição ao contrato na Caixa

Depois de amanhã, o processo anda rápido — e quem perde um prazo perde a vaga, que passa para o próximo da lista. Estas são as datas do Edital nº 76/2026 e do cronograma do MEC:

DataO que aconteceO que você faz
Até 3/11 (terça), 23h59Fim das inscriçõesInscrever-se, conferir e finalizar
4 a 6/11 (quarta a sexta)A faculdade registra se cada candidato consegue cumprir a frequência do semestreSe já estuda lá, confirme na secretaria que sua frequência está em dia
16/11 (segunda)Resultado da chamada única e formação da lista de esperaConsultar no FiesSeleção
17 e 18/11Validação na CPSA (comissão do Fies da faculdade)Entregar documentos, presencialmente ou pelo meio digital da faculdade
Até 10 dias, contados do 3º dia útil após a validaçãoValidação e contrato no agente financeiro (Caixa)Levar a documentação ao banco e assinar o contrato
25 a 30/11Convocação da lista de esperaSe chamado, ir à CPSA em até 2 dias úteis
Até 31/12Prazo para comunicar erro da faculdade, do banco ou do sistema que fez você perder prazoGuardar protocolos e prints de tudo

Algumas regras sobre esses prazos que vale a pena saber:

  • O prazo de 10 dias para ir ao banco não para em fim de semana ou feriado. Só é empurrado para o próximo dia útil se o último dia cair num fim de semana ou feriado nacional. Lembre que 20 de novembro (Consciência Negra) é feriado nacional em 2026.
  • Faltar à CPSA ou ao banco no prazo faz a inscrição “vencer”, e a vaga vai para o próximo da lista de espera (item 11.2.2).
  • Quem não for pré-selecionado na chamada única entra automaticamente na lista de espera, sem precisar fazer nada. Mas precisa acompanhar o sistema de 25 a 30/11.
  • Se a faculdade e o banco concordarem, parte das etapas pode ser feita por meio digital, sem ir presencialmente (item 11.7).
  • Ser pré-selecionado garante apenas a “expectativa de direito” à vaga. O contrato só existe depois da aprovação no banco.
Quadro do Cantinho Verde Lar com o resumo das vagas remanescentes do Fies: quem pode se inscrever, regras de renda, Fies Social, calendário de 3 a 30 de novembro e quanto se paga durante e depois do curso

Resumo: Fies remanescente do 2º semestre de 2026 — regras, datas e dinheiro. Arte: Cantinho Verde Lar, com dados do Edital Sesu/MEC nº 76/2026, do MEC e da Resolução CG-Fies nº 63/2025.

Quanto custa: o que você paga durante e depois do curso

O Fies não é bolsa: é um empréstimo. A diferença é que, nas regras atuais, a taxa efetiva de juros é zero, segundo o MEC. Ainda assim, há custos. Vamos por partes.

Durante o curso

  • Coparticipação: se o seu financiamento for menor que 100%, você paga todo mês à faculdade a parte da mensalidade que não é coberta. O MEC lembra que, mesmo com Fies, é responsabilidade do estudante arcar com a parte não financiada.
  • Encargo operacional: um valor mensal fixado no contrato, pago diretamente à instituição financeira que atua como agente operador, conforme a Lei do Fies, segundo o MEC.
  • Seguro de vida: obrigatório durante todo o financiamento. O valor varia conforme a seguradora contratada, e não conforme o curso. Em caso de morte ou invalidez permanente comprovadas, o saldo devedor é absorvido pelo seguro.

O teto do Fies por semestre

Desde a Resolução nº 63/2025 do Comitê Gestor do Fies, existe o chamado “Compromisso Fies”, que é o valor máximo financiado por semestre:

  • R$ 78.000 por semestre para Medicina;
  • R$ 42.983,70 por semestre para os demais cursos;
  • R$ 300 é o valor semestral mínimo de financiamento.

Aqui está um ponto que protege o seu bolso: se a faculdade cobra mais que o teto, a coparticipação é calculada só sobre o teto, e a resolução proíbe cobrar a diferença do estudante “como complemento da coparticipação”. A mesma norma também limitou o reajuste das mensalidades financiadas a, no máximo, 100% do IPCA durante o contrato, para os novos contratos a partir de 2026.

Depois de formado

  • O pagamento começa no primeiro mês após a conclusão do curso, se você tiver renda, segundo o MEC.
  • A parcela é descontada direto da renda (na fonte), dentro de percentuais definidos em portaria.
  • Sem renda — porque ainda não arrumou emprego ou porque perdeu o emprego —, você paga um valor mínimo mensal definido pelo Comitê Gestor, até voltar a ter renda.
  • O MEC estima que o financiamento seja quitado em cerca de 14 anos, já que a parcela respeita a capacidade de pagamento.
  • É possível fazer pagamentos extras voluntários a qualquer momento, que abatem o saldo devedor.
  • Se desistir do curso, a dívida do que foi usado continua e segue a mesma lógica: valor mínimo enquanto não houver renda e desconto na renda quando houver.

Pela nossa conta: um exemplo fictício

Imagine uma estudante de Enfermagem cuja faculdade cobra R$ 1.200 por mês (R$ 7.200 no semestre), bem abaixo do teto de R$ 42.983,70. Veja como o valor financiado muda o que ela paga hoje e o que ela deve depois:

Percentual financiadoEla paga por mês à faculdade (coparticipação)Dívida que se forma por semestre (juros zero)
100% (Fies Social)R$ 0R$ 7.200
80%R$ 240R$ 5.760
50%R$ 600R$ 3.600

Exemplo hipotético, sem descontos da faculdade e sem reajustes; não inclui o encargo operacional nem o seguro. O percentual real depende das regras do programa e da sua renda.

Em um curso de quatro anos (oito semestres), a 100%, a dívida desse exemplo chegaria a cerca de R$ 57,6 mil — sem juros, mas ainda um compromisso de muitos anos. Por isso, se a família consegue pagar uma parte agora sem se apertar, financiar um pouco menos reduz o tamanho da conta lá na frente.

A faculdade pode cobrar enquanto o Fies não sai?

Não pode cobrar matrícula nem parcelas da semestralidade de quem concluiu a inscrição ou foi pré-selecionado no Fies, segundo o MEC, com base no artigo 45 da Portaria MEC nº 209/2018. A parte não financiada (coparticipação), porém, continua sendo do estudante.

E as faculdades também não podem cobrar taxa nenhuma pelo processo seletivo do Fies (item 6.1 do edital). Se alguém pedir dinheiro para “garantir a vaga do Fies”, desconfie e registre reclamação no MEC (0800 616161).

Os 8 erros que mais derrubam a inscrição

  1. Deixar para a última hora. O edital avisa que o MEC não se responsabiliza por inscrição não recebida por falha técnica, congestionamento ou queda de conexão. Na noite de terça, o sistema tende a ficar lento. Faça hoje ou amanhã cedo.
  2. Alterar e não finalizar de novo. Mudou o curso, a renda ou um membro da família depois de finalizar? Finalize outra vez.
  3. Escolher um curso que você não consegue acompanhar. Se a faculdade registrar que você não tem condições de cumprir a frequência, a inscrição é reprovada. Não adianta escolher um curso “mais fácil de passar” onde você não está estudando.
  4. Esquecer alguém do grupo familiar ou a renda de alguém. A conferência é feita na CPSA e pode pedir documentos extras se houver diferença em relação ao CadÚnico.
  5. Contar com o Fies Social sem estar no CadÚnico de 8/10. A identificação é automática pelo CPF. Se não aparecer, você concorre só no Fies comum.
  6. Ter Fies antigo em aberto. Contrato anterior não quitado impede novo financiamento.
  7. Não acompanhar o resultado em 16/11. O prazo da CPSA é curto: 17 e 18/11. Quem não aparece perde a vaga.
  8. Esquecer o prazo do banco. São até 10 dias corridos, contados do 3º dia útil depois da validação na faculdade — com o feriado de 20/11 no meio.

Golpes do período: o que nunca fazer

  • A inscrição é gratuita. Nenhum site, despachante ou “consultoria” pode cobrar para inscrever você no Fies ou “garantir” vaga.
  • Use só endereços oficiais: acessounico.mec.gov.br/fies e páginas terminadas em gov.br. Desconfie de links recebidos por WhatsApp ou SMS.
  • Nunca passe a senha do gov.br. O próprio edital alerta para a “engenharia social”: golpistas que convencem a pessoa a entregar dados para alterar a inscrição. O MEC não se responsabiliza por inscrição feita ou alterada por terceiros com a sua senha (item 7.15).
  • Ninguém do MEC liga pedindo Pix para liberar resultado, adiantar contrato ou “taxa do seguro”. O contrato é assinado no agente financeiro, com documentos, e não por telefone.
  • Cuidado com “Fies parcelado sem juros” de empresas privadas. Existem crediários estudantis particulares com nomes parecidos; eles não são o Fies e têm regras próprias. Leia o contrato.

Se a sua família está renegociando dívidas para limpar o nome neste mês, vale lembrar que o mutirão de dívidas com mais de 160 bancos vai até 30/11 — mas ele cobre cartão, cheque especial, consignado e empréstimo pessoal, e não substitui a renegociação do Fies, que é feita no Banco do Brasil ou na Caixa.

Não deu para o Fies agora? O que fazer em seguida

  • Se você vai fazer o Enem 2026 (domingos 8 e 15/11), capriche: a nota vai valer para o Fies, o Prouni e o Sisu do 1º semestre de 2027. Quem é concluinte do ensino médio público e está no Pé-de-Meia ainda recebe R$ 200 extras se fizer os dois dias de prova, com a primeira janela de pagamento de 22/2 a 1º/3/2027, segundo o calendário do MEC. O guia do Enem do Cantinho tem horários, o que levar e o que elimina.
  • Se a sua média está abaixo de 450, o Enem deste ano é a chance de passar da linha de corte do Fies.
  • Se você tem Fies antigo, procure o banco do seu contrato (Banco do Brasil ou Caixa) para ver as condições atuais de pagamento. O Desenrola Fies 2026 encerrou as adesões em 31/8.
  • Se está pagando a faculdade do próprio bolso, converse com a secretaria sobre bolsas internas, descontos por pontualidade e convênios — e fique de olho no processo seletivo do Fies do 1º semestre de 2027, que normalmente abre no início do ano.
  • Organize o dinheiro de fim de ano: a 1ª parcela do 13º salário cai até 30/11 e pode ajudar com matrícula, material ou a coparticipação. Veja as datas no guia do 13º salário.

Checklist: imprima ou salve no celular

Hoje (2/11) ou até amanhã (3/11), antes das 23h59:

  • ☐ Conferir se tenho Enem a partir de 2010 com média de 450 ou mais e redação acima de zero (e que não fiz como treineiro).
  • ☐ Somar a renda bruta da família e dividir pelo número de pessoas: até R$ 4.863 (Fies) ou até R$ 810,50 (Fies Social).
  • ☐ Se for tentar o Fies Social: confirmar que estou no CadÚnico com dados de antes de 8/10/2026.
  • ☐ Confirmar que não tenho Fies anterior em aberto.
  • ☐ Separar CPF, data de nascimento e renda de cada pessoa da família com 14 anos ou mais.
  • ☐ Entrar em acessounico.mec.gov.br/fies com gov.br e preencher tudo.
  • ☐ Escolher o curso/turno/local onde consigo cumprir a frequência deste semestre.
  • ☐ Finalizar a inscrição (e finalizar de novo se alterar algo).
  • ☐ Salvar print ou PDF do comprovante.

Na semana de 4 a 6/11:

  • ☐ Se já estudo na faculdade escolhida, confirmar na secretaria que a minha frequência está regular.
  • ☐ Separar os documentos que a CPSA costuma pedir (confirme a lista com a faculdade): RG, CPF, comprovante de residência, comprovantes de renda de todos da família (no Fies Social, a renda é dispensada, mas leve o resto), laudo médico com CID se concorrer como pessoa com deficiência.

De 16 a 30/11:

  • ☐ 16/11: ver o resultado no FiesSeleção.
  • ☐ 17 ou 18/11: validar na CPSA da faculdade.
  • ☐ Contar os 10 dias para o banco a partir do 3º dia útil após a validação e marcar no calendário.
  • ☐ Se ficar na lista de espera: acompanhar o sistema todos os dias de 25 a 30/11 e, se chamado, ir à CPSA em até 2 dias úteis.
  • ☐ Guardar protocolos, e-mails e prints de todas as etapas.

Perguntas frequentes

1. Até que horas posso me inscrever?
Até as 23h59 de terça-feira, 3 de novembro de 2026, no horário de Brasília. Quem mora em estados com fuso diferente deve fazer a conta: no Amazonas, por exemplo, o prazo termina às 22h59 do horário local.

2. A inscrição custa alguma coisa?
Não. É gratuita, e as faculdades são proibidas de cobrar taxas no processo seletivo do Fies.

3. Posso usar a nota do Enem de 2015?
Pode. Vale qualquer edição a partir de 2010, desde que a média das cinco provas seja de pelo menos 450 e a redação não seja zero. O sistema usa a edição em que você teve a maior média.

4. Vou fazer o Enem 2026 agora em novembro. Posso usar essa nota?
Não nesta rodada. O edital só aceita nota válida antes da abertura das inscrições (26/10). A nota do Enem 2026 servirá para os processos de 2027.

5. Ainda não estou matriculado em faculdade nenhuma. Posso me inscrever?
A vaga é só para o 2º semestre de 2026, que já está em andamento. Você só deve se inscrever se tiver condições reais de cumprir a frequência mínima do semestre no curso escolhido. A faculdade é quem vai registrar isso entre 4 e 6/11, e quem não tiver condições terá a inscrição reprovada.

6. Como sei se vou concorrer no Fies Social?
Você não escolhe: o sistema cruza o seu CPF com a base do CadÚnico de 8/10/2026. Se você aparecer com renda por pessoa de até meio salário mínimo, entra automaticamente na prioridade do Fies Social.

7. O Fies cobra juros?
Segundo o MEC, a taxa efetiva de juros do Fies atual é zero. Mas há coparticipação (se o financiamento for menor que 100%), encargo operacional e seguro de vida.

8. Quando começo a pagar?
No mês seguinte à conclusão do curso, com desconto na renda. Sem renda, você paga um valor mínimo até conseguir trabalho.

9. Já sou formado. Posso pedir o Fies para uma segunda graduação?
Pode se inscrever, mas fica atrás na ordem de prioridade: primeiro são classificados os candidatos sem curso superior.

10. Tenho Fies antigo que estou pagando. Posso fazer outro?
Não. A lei veda novo financiamento a quem não quitou o anterior ou está em período de utilização de outro contrato.

11. A faculdade pode me cobrar a mensalidade enquanto o Fies não sai?
Não pode cobrar matrícula nem parcelas de quem concluiu a inscrição ou foi pré-selecionado. A parte não financiada continua sendo sua.

12. Fui pré-selecionado e perdi o dia da CPSA. E agora?
A inscrição vence e a vaga vai para a lista de espera. Se o problema foi causado pela faculdade, pelo banco ou pelo sistema, o edital permite comunicar o erro até 31/12/2026 para pedir prorrogação — por isso guarde provas de tudo.

13. Qual o valor máximo que o Fies paga?
R$ 42.983,70 por semestre na maioria dos cursos e R$ 78.000 por semestre em Medicina. Se a mensalidade for maior, a diferença não pode ser cobrada do estudante como parte da coparticipação.

14. Onde tiro dúvidas?
No Portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/fies), na CPSA da faculdade e na Central de Atendimento do MEC, pelo 0800 616161.

Fontes consultadas

Leia também no Cantinho

Este conteúdo é informativo e foi escrito com base nas fontes citadas, consultadas em 2/11/2026, até as 12h. Regras, prazos e cronogramas do Fies podem ser alterados pelo MEC por ato próprio (item 15.7 do edital). Antes de decidir, confirme no Portal Acesso Único do MEC, na CPSA da sua faculdade e na Central 0800 616161. O Cantinho não tem vínculo com o MEC, a Caixa ou qualquer instituição de ensino.

Temporal no Paraná (1º e 2/11): Maringá decreta calamidade, granizo de 100 g e Marquinho com 70% atingida — árvore no carro, telhado e geladeira queimada: quem paga (Copel, seguro, prefeitura), FGTS de até R$ 6.220, auxílio de até R$ 50 mil e chuva até sábado (7) + checklist

Atualizado em 2/11/2026 (10h, horário de Brasília). Fontes principais: Tribuna do Paraná, com dados do Simepar (2/11); Diário Local – decreto de calamidade em Maringá (2/11); g1 PR – Marquinho (1º/11); Copel – ressarcimento de danos; FGTS – Saque Calamidade (lista consultada em 2/11). Lista completa no fim do texto.

Caminhão com guindaste e trabalhador de capacete removendo uma árvore que caiu sobre o muro de um prédio escolar depois de um temporal, com fios elétricos sobre a rua

Equipe de serviços urbanos remove árvore que derrubou parte de um muro depois de um temporal em Porto Alegre (RS), em dezembro de 2024. Foto de arquivo, para ilustrar: em Maringá, a prefeitura pede que os moradores não mexam em árvores caídas e registrem o pedido de retirada pela Ouvidoria 156. Foto: Julio Ferreira/PMPA (Banco de Imagens da Prefeitura de Porto Alegre), via Wikimedia Commons — uso livre com crédito (recortada e com texto do Cantinho).

O feriado de Finados começou com estrago no Paraná. Na tarde de domingo (1º/11), uma chuva de granizo com vendaval atingiu Marquinho, no centro do estado, e a prefeitura estima que até 70% da cidade teve algum dano. Na madrugada desta segunda-feira (2/11), foi a vez do Noroeste: em Maringá, o vento derrubou árvores sobre ruas, carros e fios, arrancou o telhado do quartel do Corpo de Bombeiros, destruiu a estrutura da decoração de Natal que estava sendo montada para a Maringá Encantada e deixou bairros e o Centro sem luz. Pela manhã, o prefeito Silvio Barros anunciou o decreto de calamidade pública. Não por acaso, “maringá” aparece entre as buscas em alta do Google no Brasil hoje.

E a semana não deve dar trégua: o Simepar e o Inmet mantêm alertas de tempestade, e a previsão indica nova piora entre quarta (4/11) e quinta-feira (5/11), com a passagem de uma frente fria. Em Marquinho, a chuva deve continuar pelo menos até sábado (7/11).

Este guia do Cantinho é para quem acordou com prejuízo — ou tem medo de acordar com um nos próximos dias. Explicamos, com base nas regras oficiais, quem paga cada tipo de estrago: o carro atingido por árvore ou por granizo, o telhado que voou, a geladeira ou a TV que queimou quando a luz voltou, a comida que estragou. Mostramos os prazos da Copel, o caminho do saque-calamidade do FGTS (até R$ 6.220 por conta) — e por que ele não sai na hora —, o auxílio do Estado de até R$ 50 mil para reconstruir a casa, o que muda no Bolsa Família e o golpe que costuma aparecer logo depois de cada temporal. No fim, há um checklist para salvar no celular.

Resumo rápido

  • O que aconteceu: granizo e vendaval no domingo (1º/11) em Marquinho, Laranjal e outras cidades do centro-sul; granizo de mais de 100 gramas em Jandaia do Sul; temporal na madrugada de segunda (2/11) no Noroeste e no Oeste, com rajada de 109,1 km/h em Altônia e de 81 km/h em Maringá, segundo o Simepar.
  • Maringá: decreto de calamidade pública anunciado hoje. Pedido de retirada de árvores pela Ouvidoria 156 (opção “Temporal”). Emergência: 192 (Samu), 199 (Defesa Civil) ou Bombeiros (44) 3127-1193 / (44) 99144-4363.
  • Sem luz: Copel pelo 0800 51 00 116, WhatsApp (41) 3013-8973, aplicativo ou SMS para 28593 com “SL” + número da unidade consumidora.
  • Aparelho queimado: peça ressarcimento à Copel. Se houver geladeira ou freezer no pedido, a vistoria (se a empresa optar por fazê-la) acontece em até 1 dia útil; resposta em até 15 dias e pagamento em até 20 dias depois da aprovação. O prazo para pedir é de até 5 anos, mas quanto antes, melhor.
  • Carro atingido: primeiro o seguro (cobertura compreensiva). A prefeitura só costuma pagar se ficar provado que ela falhou — por exemplo, se já havia pedido de poda registrado e nada foi feito.
  • Telhado e casa: o seguro residencial só cobre vendaval e granizo se essa cobertura estiver na apólice. Famílias vulneráveis podem ter direito ao auxílio estadual de até R$ 50 mil (até 40% desse valor para danos leves, como telhado).
  • FGTS: até R$ 6.220 por conta, mas só depois do decreto municipal, do reconhecimento federal publicado no Diário Oficial e da habilitação da cidade na Caixa. Para o temporal desta semana, ainda não há prazo aberto.
  • Golpe: desconfie de mensagens sobre um tal “Auxílio Reconstrução 2026” de R$ 1.050 com link. É golpe conhecido no Paraná.

O que aconteceu: o temporal de domingo e da madrugada de segunda

O fim de semana prolongado de Finados já vinha com alerta. No domingo (1º/11), segundo reportagens da Folha de Curitiba e do Paraná Portal, os temporais trouxeram granizo de até 100 gramas e rajadas de 95 km/h em Cornélio Procópio e de 91 km/h em Santo Antônio da Platina. Choveu 81,4 mm em Campo Mourão e mais de 100 mm em Santa Helena. Em Curitiba, várias ruas alagaram por volta das 15h; em Morretes, no litoral, o rio Nhundiaquara transbordou e alagou ruas perto do centro histórico.

As pedras de gelo mais pesadas, com mais de 100 gramas, caíram em Jandaia do Sul, e houve granizo também em Mandaguari, Cianorte, Mandaguaçu, Entre Rios do Oeste, Planalto e Campo Mourão. No balanço divulgado no domingo, a Defesa Civil falava em 14 municípios em situação de emergência, mais de 3,2 mil residências danificadas e pelo menos 12 mil pessoas afetadas no estado.

Marquinho: até 70% da cidade com estragos

O caso mais grave do domingo foi em Marquinho, cidade de 4,4 mil habitantes na região central do Paraná. Segundo o g1 PR, o granizo deixou quintais cobertos de branco e danificou telhados de casas, das três escolas municipais (Rui Barbosa, Cândido Xavier e Jânio Quadros), de postos de saúde, do Centro de Eventos, da sede da prefeitura e de comércios. A Copel informou que cerca de 2,4 mil unidades consumidoras — praticamente 99% do município — ficaram sem energia, com queda de postes. O Corpo de Bombeiros montou um ponto de distribuição de lonas na prefeitura para quem teve a casa destelhada.

Fora da área urbana, as comunidades mais atingidas foram Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará. Em Laranjal, a cerca de 60 km, os danos se concentraram na zona rural, com casas parcialmente destruídas. A CNN Brasil e o SpaceMoney relataram transtornos também em Bandeirantes, Cantagalo, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras e em comunidades do interior de Salto do Lontra, além de postes tombados na PR-466, entre Pitanga e Manoel Ribas.

Maringá: calamidade pública depois da madrugada de vento

Na madrugada de segunda-feira (2/11), o temporal chegou ao Noroeste. De acordo com o Simepar, citado pela Tribuna do Paraná, a rajada mais forte foi de 109,1 km/h em Altônia, à 0h30, e Maringá registrou 81 km/h por volta das 3h30. Entre 0h e 8h, choveu 65,2 mm em Palotina, 62,8 mm em Cianorte, 57 mm em Capanema, 53 mm em Ubiratã e 51,8 mm em Maringá. (O comunicado da prefeitura de Maringá cita 49,8 mm entre 0h e 7h; os números variam conforme o horário e a estação usada.)

Em Maringá, segundo o CRN1, com informações do GMC Online, e o Paranashop, árvores caíram na Avenida Colombo — trecho urbano da BR-376, que chegou a ser interditado; a PRF orientou quem precisava atravessar a cidade a usar os contornos Norte e Sul. Houve ocorrências também nas avenidas Brasil, Tiradentes, Tuiuti e Humaitá (onde uma árvore atingiu carros estacionados) e na Vila Operária. O vento derrubou a cobertura de um posto de combustíveis, danificou semáforos e telhados, e os telefones do Corpo de Bombeiros, do Samu e da Polícia Militar ficaram instáveis pela manhã.

O Diário do Noroeste mostrou que o próprio quartel do Corpo de Bombeiros ficou destelhado. E, segundo o Maringá Mais, a estrutura da Maringá Encantada, que estava em fase final de montagem, foi completamente destruída.

O decreto de calamidade, de acordo com a prefeitura (via Diário Local e Folha de Curitiba), permite contratações emergenciais e liberação de recursos para atender a população. Equipes das secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil trabalham desde as primeiras horas na retirada de árvores e no atendimento a danos em imóveis, postes e veículos. A prefeitura ainda contabiliza os prejuízos.

Antes de pensar no dinheiro: segurança e os canais certos

Parece óbvio, mas é nessas horas que acontecem os acidentes mais graves. A prefeitura de Maringá pede que ninguém tente remover galhos ou árvores por conta própria, por causa do risco de contato com a rede elétrica. Fio no chão deve ser tratado como se estivesse energizado, sempre.

  • Retirada de árvore ou galho em Maringá: aplicativo Ouvidoria 156 ou site da prefeitura, opção “Temporal”.
  • Risco de vida: Samu 192, Defesa Civil 199, Bombeiros 193 — em Maringá, também (44) 3127-1193 ou (44) 99144-4363, já que as linhas de emergência apresentaram instabilidade.
  • Fio rompido ou poste quebrado: mantenha distância e avise a Copel pelo 0800 51 00 116.
  • Falta de luz: aplicativo ou site da Copel, WhatsApp (41) 3013-8973 ou SMS para 28593 com as letras “SL” seguidas do número da unidade consumidora (está no cabeçalho da conta de luz).

Um detalhe importante para o bolso: cada contato gera um protocolo. Anote todos (data, hora, número). O protocolo de falta de luz ajuda depois no pedido de ressarcimento; o protocolo da Ouvidoria sobre a árvore pode ser a prova de que você avisou a prefeitura — e isso, como veremos, faz diferença se você quiser cobrar o município.

Quem paga cada prejuízo: o mapa rápido

Nem todo estrago tem o mesmo “pagador”. Antes de ligar para todo mundo, veja onde o seu caso se encaixa:

  • Aparelho queimou quando a luz caiu ou voltou (geladeira, TV, computador, portão eletrônico): o pedido vai para a Copel, que analisa se o dano veio de perturbação no sistema elétrico. Se você tem seguro residencial com cobertura de danos elétricos, ele é outra opção.
  • Comida estragou porque a luz ficou horas fora: também pode ser pedido à Copel, mas como “outros danos”, com prazo curto (90 dias) e só por telefone ou posto de atendimento.
  • Árvore caiu no carro: primeiro o seguro do carro (cobertura compreensiva). Se a árvore era de calçada, praça ou canteiro, a prefeitura pode ser cobrada, mas em temporal forte ela só costuma pagar se ficar provado que falhou. Se a árvore estava em terreno particular ou condomínio, a conversa é com o dono do imóvel.
  • Granizo amassou o carro: seguro do carro, se a apólice cobre fenômenos da natureza. Não há “culpado” para cobrar.
  • Telhado voou, granizo quebrou telhas, água entrou: seguro residencial (se tiver cobertura de vendaval/granizo), seguro do condomínio (áreas comuns e estrutura do prédio) e, para famílias vulneráveis, o auxílio estadual de até R$ 50 mil.
  • Precisa de dinheiro para recomeçar: saque-calamidade do FGTS (até R$ 6.220 por conta), quando a sua cidade for habilitada.

Geladeira, TV ou computador queimou? O passo a passo do ressarcimento na Copel

Queda de energia seguida de volta brusca é a receita clássica para queimar aparelhos. A página oficial de ressarcimento da Copel explica que a empresa analisa os pedidos e aprova os que forem comprovadamente causados “por perturbação no sistema elétrico ou por falhas nos serviços prestados”. Ou seja: abrir o pedido não garante o pagamento, mas sem pedido não há chance nenhuma.

Quem pode pedir e como

  • O pedido deve ser feito pelo titular da unidade consumidora (o nome que aparece na conta de luz) ou por seu representante.
  • Danos em aparelhos elétricos podem ser pedidos pela internet (Agência Virtual da Copel), pelo telefone ou nos postos de atendimento.
  • Não é preciso apresentar documentos para registrar o pedido — basta informar os dados solicitados. A Copel pode pedir laudo e orçamento depois, e o prazo de análise fica parado até você entregar.
  • Mora de aluguel e a conta está no nome do proprietário? Segundo a Copel, quem não é titular precisa trocar a titularidade da unidade para o próprio nome — e o pedido de ressarcimento só pode ser registrado depois dessa troca.

Os prazos que valem

  • Prazo para pedir: até 5 anos depois da ocorrência, para danos em aparelhos elétricos. Para outros danos (como alimentos), o prazo é de 90 dias.
  • Vistoria com geladeira ou freezer no pedido: se a Copel decidir vistoriar, ela vai em até 1 dia útil depois do registro, sem agendamento. Por isso, não jogue o aparelho fora nem mande consertar antes.
  • Vistoria sem geladeira/freezer: a empresa agenda, e a inspeção deve ocorrer em até 10 dias corridos.
  • Resposta: por escrito, em até 15 dias corridos depois da vistoria (ou do registro, se não houver vistoria).
  • Pagamento: se aprovado, em até 20 dias corridos depois da resposta.
  • Outros danos: análise em até 60 dias e pagamento em até 20 dias depois da resposta.

Se a Copel pedir laudo e orçamento, eles precisam seguir o modelo da própria empresa. Peça ao técnico que descreva a peça danificada e a causa provável (surto de tensão, por exemplo). Guarde a peça trocada, se possível. Em outubro, o Cantinho publicou um guia mais detalhado sobre isso: Temporal queimou geladeira ou TV?

E as horas sem luz viram desconto?

Pode virar, mas não por pedido. A Aneel define limites de duração (DIC) e de frequência (FIC) das interrupções de cada unidade consumidora, contando apenas quedas de 3 minutos ou mais. Quando a distribuidora estoura esses limites, o consumidor tem direito a uma compensação na fatura, que deve aparecer em até dois meses, segundo o Idec. Os indicadores estão impressos na própria conta de luz. Na prática, o valor por pessoa costuma ser pequeno — o que vale mesmo é o ressarcimento dos aparelhos e dos alimentos.

Árvore caiu no carro: seguro, prefeitura ou ninguém?

Essa é a pergunta mais comum depois de cada vendaval — e a resposta tem nuances que pegam muita gente de surpresa.

1. Se você tem seguro com cobertura compreensiva

É o caminho mais rápido. Como explica o Estado de Minas, a cobertura compreensiva geralmente inclui danos causados por fenômenos da natureza, como queda de árvore e granizo. Avise a seguradora o quanto antes, fotografe tudo e siga as instruções de vistoria. Fique atento à franquia: se o conserto custar pouco mais do que ela, pode não compensar acionar o seguro (e perder bônus na renovação). Peça um orçamento antes de decidir.

2. Se a árvore era pública (calçada, canteiro, praça)

O dever de cuidar dessas árvores é da prefeitura, e o município pode ser responsabilizado. Mas há um porém importante: em temporal muito forte, a Justiça costuma tratar o caso como força maior. Nesses casos, a responsabilidade do poder público deixa de ser automática, e o dono do carro precisa provar que houve falha — por exemplo, que a árvore estava doente, que alguém já tinha pedido a poda e nada foi feito.

Foi isso que decidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais num caso de Uberlândia relatado pelo Conjur: uma seguradora que tinha pago o conserto do carro de um cliente tentou cobrar o valor do município, mas perdeu. Para o tribunal, as chuvas fortes contribuíram para a queda e ficou comprovado que a prefeitura fiscalizava e fazia a manutenção das árvores da região. E foi o que disse, em setembro, o procurador-geral da prefeitura de Apucarana ao TNOnline, depois do vendaval que derrubou mais de 600 árvores na cidade: o ressarcimento depende de análise caso a caso, e pesa a favor do morador a existência de um pedido anterior de poda ou corte comprovado.

Se quiser tentar, o roteiro costuma ser este:

  1. Fotos e vídeos do carro, da árvore (inclusive do tronco e da raiz, que mostram se ela estava podre) e do local.
  2. Boletim de ocorrência.
  3. Documentos do veículo e do condutor.
  4. Pelo menos três orçamentos de oficinas diferentes.
  5. Qualquer prova de aviso prévio: protocolo de pedido de poda, reclamação de vizinho, reportagem antiga sobre aquela árvore.
  6. Pedido administrativo de indenização na prefeitura. Se for negado, é possível ir à Justiça — em geral, no Juizado Especial da Fazenda Pública, que atende causas contra municípios de menor valor.

3. Se a árvore estava em terreno particular ou condomínio

A responsabilidade recai sobre o dono do imóvel ou o condomínio, que deveria cuidar da poda. Converse primeiro — muitos condomínios têm seguro de responsabilidade civil — e, se não houver acordo, o caminho também pode ser o juizado.

Telhado voou ou o granizo quebrou as telhas: o que o seguro residencial cobre

Vista de dentro de uma casa com as telhas de fibrocimento deslocadas pelo vento, céu nublado aparecendo pela abertura do telhado e casas de tijolo ao fundo

Casa destelhada por um vendaval na comunidade Pantanal, em Piracicaba (SP), em janeiro de 2024. Foto de arquivo, para ilustrar: em Marquinho (PR), os Bombeiros organizaram a distribuição de lonas na prefeitura para quem teve a casa destelhada. Foto: A.O Mapping, via Wikimedia Commons — CC0 (domínio público).

Segundo a Susep, que fiscaliza o mercado de seguros, o seguro residencial é do tipo “compreensivo”: reúne várias coberturas numa apólice só. Entre as mais comuns estão incêndio, danos elétricos, alagamento, vendaval, roubo e furto, impacto de veículos, desmoronamento e vidros. O ponto que pega muita gente: só está coberto o que estiver escrito na apólice. Em muitos contratos, a base é a cobertura de incêndio, e riscos como vendaval, granizo e danos elétricos só valem se tiverem sido contratados — a própria Susep cita os danos elétricos como exemplo de cobertura específica que precisa constar na apólice.

Por isso, antes de qualquer coisa:

  1. Abra a apólice (ou o app da seguradora) e procure as palavras “vendaval”, “granizo”, “danos elétricos” e “alagamento”. Veja o limite de cada cobertura e a franquia.
  2. Avise a seguradora logo, mesmo que ainda não saiba o valor do prejuízo. A demora pode atrapalhar a regulação do sinistro.
  3. Fotografe antes de mexer. Depois, faça o reparo emergencial (lona, retirada de água) para não piorar o dano — guarde as notas desse serviço.
  4. Não jogue fora telhas quebradas, móveis molhados ou aparelhos queimados até a vistoria ou a autorização da seguradora.

Mora em prédio? A Susep lembra a diferença: o seguro residencial cobre a sua unidade e o que há dentro dela; o seguro do condomínio cobre a edificação, as unidades e as áreas comuns. Telhado, fachada e garagem do prédio são assunto do síndico.

Auxílio do Estado de até R$ 50 mil para reconstruir a casa

Para quem não tem seguro e está em situação de vulnerabilidade, o Paraná criou em setembro um apoio financeiro pelo Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), regulamentado pelo Decreto estadual nº 15.104, segundo a Agência Estadual de Notícias. As regras principais:

  • Quem pode pedir: moradores de imóveis dentro da área atingida descrita pelo município, em cidades com decreto de situação de emergência ou calamidade pública homologado, com autodeclaração de vulnerabilidade social ou temporária confirmada pela Assistência Social da prefeitura.
  • Valor: até R$ 50 mil para perda total do imóvel; até 70% desse valor para destruição parcial grave (estrutura comprometida); até 40% para destruição parcial leve — danos em telhados, portas e acabamentos.
  • Comprovação: documento de posse ou propriedade. Nos danos leves, contrato de aluguel ou recibos podem ser aceitos. O dano é atestado por laudo da Defesa Civil estadual (Cedec).
  • Como o dinheiro chega: o Fecap transfere para a prefeitura, que cadastra as famílias, paga e presta contas. O beneficiário precisa apresentar nota fiscal do material, da mão de obra ou dos móveis e eletrodomésticos indispensáveis.

Em resumo: quem pede é a prefeitura, não você. O seu papel é procurar a Assistência Social ou a Defesa Civil do município, entrar no cadastro e guardar todas as notas fiscais. Desconfie de qualquer pessoa que ofereça “agilizar” esse auxílio mediante pagamento.

FGTS: o saque-calamidade vale para este temporal?

O saque-calamidade permite retirar até R$ 6.220 de cada conta do FGTS, limitado ao saldo, quando a residência do trabalhador foi atingida por desastre natural. Granizo, vendavais e tempestades estão na lista oficial, segundo a página do FGTS. Mas o dinheiro não sai no dia seguinte ao temporal. A ordem é esta:

  1. Desastre natural.
  2. Decreto de emergência ou calamidade da prefeitura (Maringá já anunciou o seu).
  3. Reconhecimento por portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, publicada no Diário Oficial da União.
  4. A prefeitura envia à Caixa a documentação de habilitação, com a lista de endereços atingidos.
  5. A Caixa habilita a cidade, que passa a aparecer na lista oficial.
  6. Só então o trabalhador pede o saque pelo aplicativo FGTS ou numa agência.

Até a consulta feita pelo Cantinho na manhã desta segunda (2/11), Maringá não estava na lista de cidades habilitadas — o que é normal, porque o decreto saiu hoje. Duas regras ajudam a entender o que vem pela frente:

  • Cidades com até 50 mil habitantes (como Marquinho, com 4,4 mil) ficam dispensadas de mandar a lista de endereços: a Caixa cadastra o município a partir da portaria federal. Isso tende a acelerar.
  • Cidades maiores (como Maringá) precisam enviar a declaração das áreas afetadas e a planilha de endereços assinadas pelo prefeito. Se a sua rua ficar de fora da lista, o saque é negado — por isso vale avisar a Defesa Civil do município sobre o dano na sua casa.

Cidades atingidas agora que já têm prazo aberto (por desastres anteriores)

Algumas cidades citadas nos relatos do fim de semana já estão habilitadas por eventos anteriores. Isso não significa que o temporal de agora esteja coberto: a janela aberta vale para o desastre reconhecido na portaria anterior e para os endereços daquela área. Confira na lista oficial, consultada em 2/11:

  • Morretes: até 25/11/2026
  • Marquinho: até 29/11/2026
  • Goioerê: até 2/12/2026
  • Cândido de Abreu: até 9/12/2026
  • Manoel Ribas: até 14/12/2026
  • Nova Laranjeiras: até 20/12/2026
  • Planalto: até 23/12/2026
  • Pitanga: até 27/12/2026
  • Nova Prata do Iguaçu: até 14/1/2027
  • Laranjeiras do Sul: até 24/1/2027

Atenção a uma regra que surpreende: o saque pode ser liberado para cada desastre, mas é preciso respeitar um intervalo mínimo de 12 meses entre um saque-calamidade e outro. Quem já sacou por um evento recente pode não conseguir sacar de novo agora.

Documentos e passo a passo no app

  • No aplicativo FGTS (versão mais recente): “Saques” → “Solicitar saque” → “Calamidade pública”. Informe a cidade, o CEP e o número da casa, escolha receber em conta de qualquer banco e envie os documentos.
  • Comprovante de residência em seu nome, emitido até 120 dias antes do decreto (conta de luz, água, telefone, extrato bancário, carnê). Sem comprovante, vale declaração da prefeitura ou, pelo Decreto nº 12.019, uma declaração própria com nome, CPF, data de nascimento e endereço completo com CEP.
  • Comprovante em nome do cônjuge? Junte certidão de casamento ou escritura de união estável.
  • Documento de identidade e uma foto do rosto segurando o documento.
  • O prazo para pedir é de 90 dias depois da publicação da portaria federal.
  • Dúvidas: Caixa no 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 104 0 104 (demais regiões). Nunca passe a sua senha a ninguém.

Mais detalhes no nosso guia: Saque-calamidade do FGTS: como funciona e quais cidades estão liberadas.

Bolsa Família: o que muda nas cidades em emergência

O pagamento de novembro do Bolsa Família já está concentrado em só três dias: 16/11 (NIS final 1), 17/11 (NIS final 2) e 18/11 (finais 3 a 0), com piso de R$ 691, segundo o g1.

Além disso, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social costuma unificar o calendário nas cidades em situação de emergência ou calamidade reconhecida: todo mundo recebe no primeiro dia, sem esperar o final do NIS. Em outubro, segundo o MDS, a medida atendeu 225 municípios — no Paraná, Guaratuba, Piraí do Sul, Cândido de Abreu, Palmital, Santa Maria do Oeste, Marquinho, Reserva, Morretes, Goioerê e Cambé. A unificação tem vigência inicial de dois meses e pode ser renovada a pedido da prefeitura. Cidades atingidas agora podem entrar em listas futuras, mas isso depende do reconhecimento federal. Confira no aplicativo Bolsa Família ou no Caixa Tem.

O golpe que aparece depois de cada temporal

Em outubro, depois dos vendavais no Norte do Paraná, o Procon de Apucarana alertou para mensagens que prometem um suposto “Auxílio Reconstrução 2026” de R$ 1.050, segundo o TNOnline. O link instala um programa no celular capaz de clonar o WhatsApp e capturar senhas de banco e de redes sociais. A orientação é apagar a mensagem, não clicar e não encaminhar.

Outros cuidados que valem para esta semana:

  • FGTS, Bolsa Família e auxílio estadual não são pedidos por link de WhatsApp. O FGTS é pedido no app oficial do FGTS ou na Caixa; o auxílio estadual, pela prefeitura.
  • Ninguém da Copel cobra para “agilizar” religação ou ressarcimento. Os canais são o 0800 51 00 116, o app, o site e o WhatsApp oficial (41) 3013-8973.
  • Cuidado com o “conserto relâmpago”. Depois de granizo, aparecem vendedores de telhado e funileiros batendo de porta em porta. Peça orçamento por escrito, CNPJ, endereço e referência — e nunca pague tudo adiantado.

A previsão: a semana ainda pede atenção

Segundo a Tribuna do Paraná, com base no Simepar, o sistema de baixa pressão que provocou os temporais continua atuando na terça-feira (3/11), e a passagem de uma frente fria entre quarta (4/11) e quinta-feira (5/11) pode trazer nova piora, com risco de tempestades em diferentes regiões. O aviso do Inmet para esta segunda falava em chuva de 30 a 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, ventos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo, segundo a CNN Brasil.

Para o mês todo, o Simepar prevê chuva acima da média em todo o Paraná, por influência do El Niño, com os maiores volumes no Oeste, no Sudoeste e no Centro-Sul, segundo o g1 PR. A chuva deve vir de forma irregular: dias secos intercalados com temporais concentrados.

O que isso significa para o bolso: fotografe hoje o estado da casa, do telhado e do carro, mesmo que não tenha acontecido nada. Se um novo temporal causar estrago na quinta, você terá o “antes” para mostrar à seguradora. E, se puder, tire da tomada os aparelhos mais caros quando a tempestade se aproximar.

Pela nossa conta: três situações do dia a dia

Exemplos ilustrativos, com datas calculadas a partir dos prazos máximos oficiais. Os valores de conserto e franquia são hipotéticos.

1. A geladeira queimou quando a luz voltou. Se você registrar o pedido na Copel na terça (3/11), a vistoria, se houver, acontece até quarta (4/11). A resposta deve sair em até 15 dias corridos — até 19/11 — e, se aprovado, o pagamento cai em até 20 dias corridos, ou seja, até 9/12. Se o pedido for só da TV, sem geladeira, a vistoria pode ser agendada até 13/11, a resposta sair até 28/11 e o pagamento até 18/12. Lição: inclua no mesmo pedido todos os aparelhos danificados e não conserte nada antes da vistoria.

2. Galho amassou o capô. Imagine um conserto orçado em R$ 3.000 e uma franquia de R$ 2.800. A seguradora pagaria só R$ 200 — e você ainda poderia perder bônus na renovação. Nesse caso, muita gente prefere pagar do bolso. Se o conserto for de R$ 9.000, a conta muda: o seguro cobre R$ 6.200. Antes de decidir, peça o valor da franquia por escrito e simule o impacto na renovação.

3. O telhado ficou parcialmente destruído e a família não tem seguro. Se a cidade tiver o decreto homologado e a família for considerada vulnerável, o auxílio estadual para destruição parcial leve chega a até 40% de R$ 50 mil, ou seja, até R$ 20 mil, pago pela prefeitura mediante nota fiscal. Se o trabalhador da casa tem R$ 4.000 no FGTS e a cidade for habilitada, o saque-calamidade libera os R$ 4.000 (o limite de R$ 6.220 vale por conta, mas não pode passar do saldo).

Calendário: as datas que importam

Quadro do Cantinho Verde Lar com o resumo do temporal no Paraná: quem paga cada prejuízo, prazos da Copel, regras do FGTS e do auxílio estadual e as datas da semana

Resumo: quem paga cada prejuízo do temporal e os prazos que importam. Arte: Cantinho Verde Lar, com dados da Copel, do FGTS/Caixa, do Governo do Paraná, do MDS e do Simepar.

  • Terça (3/11): instabilidade continua; bom dia para registrar pedidos na Copel e avisar a seguradora.
  • Quarta e quinta (4 e 5/11): frente fria pode trazer novos temporais.
  • Sábado (7/11): até quando a chuva deve continuar em Marquinho, segundo o Simepar.
  • 16, 17 e 18/11: pagamento do Bolsa Família de novembro (cidades com calendário unificado recebem no primeiro dia).
  • 25/11: fim do prazo do saque-calamidade em Morretes (portaria anterior).
  • 29/11: fim do prazo do saque-calamidade em Marquinho (portaria anterior).
  • 90 dias depois da portaria federal: prazo para pedir o FGTS por este temporal, quando a cidade for habilitada.
  • 90 dias depois do temporal: prazo para pedir à Copel ressarcimento de “outros danos”, como alimentos.
  • 5 anos: prazo para pedir à Copel ressarcimento de aparelhos elétricos (mas não espere).

Checklist: o que fazer nesta semana

  • ☐ Ficar longe de fios caídos e avisar a Copel (0800 51 00 116).
  • ☐ Em Maringá, pedir a retirada de árvores pela Ouvidoria 156, opção “Temporal”, e guardar o protocolo.
  • ☐ Fotografar e filmar casa, telhado, carro e aparelhos antes de mexer.
  • ☐ Registrar o pedido de ressarcimento na Copel, com todos os aparelhos danificados (geladeira incluída).
  • ☐ Pedir à Copel o ressarcimento dos alimentos perdidos (prazo de 90 dias, por telefone ou posto).
  • ☐ Ler a apólice do seguro residencial e do carro: procurar “vendaval”, “granizo”, “danos elétricos” e a franquia.
  • ☐ Avisar a seguradora e anotar o número do sinistro.
  • ☐ Árvore pública no carro: boletim de ocorrência, três orçamentos e qualquer prova de pedido de poda anterior.
  • ☐ Informar à Defesa Civil do município o dano na sua casa (para entrar na lista de endereços).
  • ☐ Separar comprovante de residência de até 120 dias antes do decreto, para o FGTS.
  • ☐ Acompanhar a lista oficial do Saque Calamidade no site do FGTS.
  • ☐ Família vulnerável sem seguro: procurar a Assistência Social sobre o auxílio estadual de até R$ 50 mil.
  • ☐ Guardar todas as notas fiscais de material e serviço.
  • ☐ Apagar mensagens de “Auxílio Reconstrução” com link.
  • ☐ Antes da próxima tempestade: tirar aparelhos caros da tomada e tirar o carro de baixo de árvores.

Perguntas frequentes

Maringá decretou calamidade. Já posso sacar o FGTS?

Ainda não. O decreto municipal é o primeiro passo. Depois, ele precisa ser reconhecido por portaria federal publicada no Diário Oficial, e a prefeitura precisa enviar à Caixa a lista de endereços atingidos. Só quando Maringá aparecer na lista oficial do FGTS o saque pode ser pedido — e o prazo será de 90 dias a partir da portaria.

Moro em Marquinho e já existe prazo aberto até 29/11. Posso sacar por causa do granizo de domingo?

O prazo aberto se refere ao desastre reconhecido na portaria anterior e aos endereços daquela área. Se a sua casa estava nela e você ainda não sacou, pode pedir dentro do prazo. Para o granizo de domingo, é preciso um novo reconhecimento. E lembre-se do intervalo mínimo de 12 meses entre saques-calamidade.

A Copel paga pela árvore que caiu no meu telhado?

Não. O ressarcimento da Copel é para danos causados por perturbação no sistema elétrico ou falha no serviço — como aparelhos queimados por oscilação de energia. Telhado danificado por vento ou árvore é assunto do seguro residencial, do condomínio, do dono da árvore ou, para famílias vulneráveis, do auxílio estadual.

Sou inquilino. Quem pede o ressarcimento do aparelho queimado?

O titular da unidade consumidora. Se a conta está no nome do proprietário, a Copel pede a troca de titularidade antes. Converse com o dono do imóvel — e lembre que, nos danos leves, o contrato de aluguel pode servir para o auxílio estadual.

A prefeitura é obrigada a pagar pelo carro atingido por árvore pública?

Não automaticamente. Em temporais muito fortes, os tribunais costumam entender que há força maior e exigem prova de que a prefeitura falhou — por exemplo, um pedido de poda ignorado. Sem essa prova, a chance de indenização é pequena. Por isso o seguro com cobertura compreensiva é o caminho mais seguro.

Quem recebe Bolsa Família em cidade atingida recebe antes?

Nas cidades incluídas pelo MDS no calendário unificado, todos recebem no primeiro dia do calendário (16/11 em novembro). Marquinho e Morretes estavam na lista de outubro. Novas cidades dependem do reconhecimento da emergência pelo governo federal.

O “Auxílio Reconstrução 2026” de R$ 1.050 existe?

Não da forma divulgada nas mensagens com link. O Procon de Apucarana classificou a mensagem como golpe: o link instala programa que rouba senhas e clona o WhatsApp. O auxílio estadual verdadeiro é solicitado pela prefeitura, sem link.

Fontes consultadas

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Este conteúdo é informativo e foi escrito com base nas fontes citadas, consultadas em 2/11/2026, até as 10h. Balanços de danos, decretos, listas de cidades habilitadas e regras de seguro podem mudar ao longo do dia. Em caso de dúvida, confirme com a Defesa Civil e a prefeitura da sua cidade, a Copel, a Caixa (app FGTS) e a sua seguradora. O Cantinho não tem vínculo com nenhum desses órgãos ou empresas.