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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Fachin determina abertura de sigilo no caso Banco Master: o que mudou


 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou a retirada de sigilo de parte das investigações do caso Banco Master. Na sequência, o relator André Mendonça atendeu ao pedido e tornou públicos procedimentos sob sua relatoria.


A decisão, tomada na noite de quinta-feira (10) e repercutida nesta sexta (11), ocorre em meio a uma crise institucional na Corte e antecipa a sessão do plenário marcada para terça-feira (15).


## O que Fachin determinou


Fachin pediu a Mendonça que tornasse públicos autos ligados ao caso Master, ressalvando apenas diligências cujo sigilo ainda seja considerado imprescindível para não prejudicar a coleta de provas — por exemplo, quebras de sigilo bancário ou telemático em andamento.


Além da publicidade, o presidente da Corte também pediu o envio do material à Presidência e aos demais ministros, como parte da organização da sessão do dia 15.


Reportagens sobre a decisão apontam que Mendonça retirou o segredo de Justiça de cerca de 14 a 15 procedimentos, incluindo o núcleo ligado à Operação Compliance Zero e petições derivadas.


## Por que isso importa agora


O caso Master deixou de ser só uma investigação sobre o banco e virou um conflito interno no STF. Nos últimos dias:


- Mendonça tornou público relatório da PF sobre mensagens atribuídas a diálogo entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes;

- Moraes reagiu e pediu apuração contra Mendonça;

- Mendonça afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada;

- Flávio Dino suspendeu esses afastamentos;

- Fachin concentrou na Presidência decisões conflitantes, anulou movimentos de ambos os lados e convocou o plenário para 15 de setembro, às 10h.


Nesse cenário, abrir o sigilo é uma tentativa de dar transparência antes do julgamento político-institucional da Corte.


## O que veio a público com a abertura



Com a retirada do sigilo, documentos passaram a circular com mais detalhes. Entre os pontos mais citados pela imprensa:


### Contratos do escritório de Viviane Barci de Moraes


Vieram a público contratos entre o Banco Master e o escritório ligado a Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.


Um dos acordos, de 2024, previa honorários da ordem de R$ 108 milhões líquidos (cerca de R$ 131 milhões brutos) em 36 parcelas, por serviços jurídicos que incluíam compliance e consultoria em procedimentos perante a Polícia Federal, Polícias Civis, Banco Central, Receita Federal e Cade, além de atuação judicial.


Há ainda menção a outro contrato com empresa ligada a Vorcaro, em valores elevados, segundo a cobertura jornalística dos documentos liberados.


### Metadados e edição de minuta


Reportagens também destacam que a PF apontou metadados de arquivo associado a edição de minuta do contrato com o usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório já afirmou, em notas anteriores, que houve atuação jurídica ampla e produção de pareceres.


Esses pontos agora estão sob escrutínio público — e devem pesar no clima da sessão do dia 15.


## O que acontece na terça (15)


O plenário do STF deve discutir o relatório da PF e pedidos relacionados ao caso, incluindo manifestações da PGR. A expectativa é de definição sobre os rumos institucionais do processo e sobre eventuais próximos passos envolvendo autoridades citadas.


Enquanto isso, diligências cujo sigilo ainda seja necessário podem permanecer protegidas, conforme a ressalva feita por Fachin.


## Em resumo


- Fachin mandou abrir o sigilo de parte do caso Master;

- Mendonça cumpriu e tornou públicos vários autos;

- Contratos e peças da investigação passaram a ser debatidos à luz do dia;

- O próximo marco é a sessão do plenário em 15 de setembro.


O caso segue em desenvolvimento. As informações deste post se baseiam na cobertura jornalística das decisões de Fachin e Mendonça e dos documentos que vieram a público após a retirada do sigilo.

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