Atualizado em 18/09/2026 (tarde/noite) com base na cobertura de O Globo, Folha de S.Paulo e g1 sobre a apresentação do ex-vereador Milton Leite à Polícia Civil. Trata-se de investigação em curso: há indícios e prisão temporária, não condenação definitiva. Vale a presunção de inocência.
Nesta sexta-feira (18 de setembro de 2026), o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) se entregou à polícia em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele era alvo de mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A operação mira a alegada infiltração do crime organizado — em especial estruturas ligadas ao PCC — no sistema de transporte coletivo da capital e da região metropolitana. Milton Leite é citado no pedido que embasou a ação como responsável pela operação de algumas empresas de ônibus apontadas na investigação.
O que aconteceu nesta sexta
Segundo O Globo, o ex-vereador não foi encontrado em sua casa na região de Interlagos (zona sul de São Paulo) no cumprimento do mandado. A princípio, a polícia o tratou como foragido. Nas primeiras horas da manhã de sexta, porém, ele se comunicou com agentes públicos, informou que estava fora da cidade em viagem e que se apresentaria em até 24 horas.
Na tarde desta sexta, Milton Leite se apresentou acompanhado de um delegado. A TV Globo informou que ele seria ouvido e, em seguida, levado para a cadeia pública de Mogi das Cruzes. A prisão temporária tem validade de 30 dias.
Ainda segundo a cobertura, equipes que seguiram pistas do paradeiro do ex-parlamentar em Sorocaba (interior) revistaram o imóvel de um assessor. Além de não localizar o alvo principal, os agentes encontraram um acesso camuflado que conectava o espaço a uma casa vizinha, vazia, atribuída ao próprio Milton. A Polícia Civil também apreendeu R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 737 mil) em dinheiro vivo guardados em malas. Uma pessoa em imóvel vizinho teria dito à polícia que o dinheiro pertence ao político; a origem segue sob apuração.
Operação Vectura Corrupta
A Vectura Corrupta é descrita pela imprensa como desdobramento da Operação Decúrio (agosto de 2024). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou prisão temporária de 13 investigados, além de buscas, apreensões e acesso a dados de equipamentos apreendidos.
Na decisão citada pela cobertura, Milton Leite aparece entre os investigados e é mencionado nominalmente como responsável direto pela operação de algumas empresas apontadas como controladas ou influenciadas pelo PCC. Policiais militares, em procedimento na Justiça Militar, também o teriam descrito como “dono de fato” da Transwolff — afirmação que ele rejeita publicamente.
Entre empresas nomeadas na apuração e na cobertura jornalística estão Transwolff, A2 Transportes, Translider, Transbellaflor, Alfa Rodobus e outras. A Alfa assumiu, em fevereiro, linhas que pertenciam à UPBus, cuja concessão foi rescindida após a Operação Fim da Linha (2024) apontar uso para lavagem de dinheiro do PCC, conforme reportagens.
A Polícia Civil e o MP-SP também investigam se houve alerta prévio a alvos da operação. A desconfiança surgiu porque Milton Leite e o dono da viação A2, Paulo Sirqueira Korek Farias, não foram localizados nas propriedades visitadas — havia apenas funcionários. O delegado Fabrício Intelizano afirmou em coletiva que a hipótese de vazamento será apurada, mas que a maioria dos alvos foi encontrada.
Quem é Milton Leite
Milton Leite foi vereador por sete mandatos e presidiu a Câmara Municipal em quatro oportunidades (ao todo cerca de seis anos na presidência). Deixou o Legislativo no ano passado, mas segue presidente do União Brasil em São Paulo e do diretório estadual da Federação União Progressista (União + PP).
Seus filhos Alexandre Leite (deputado federal, candidato a deputado estadual) e Milton Leite Filho (candidato a deputado federal) também estão no radar político estadual/federal. A base histórica do ex-vereador é a zona sul da capital, especialmente Interlagos.
Reação política
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, reiterou nesta sexta que sua relação com Milton Leite sempre foi institucional e que “ninguém está acima da lei”. Após a operação, ele havia sido questionado sobre declarações anteriores em que chamou Milton de grande aliado.
O que observar daqui pra frente
- Conteúdo do depoimento de Milton Leite e duração efetiva da prisão temporária (até 30 dias).
- Formalização do depoimento sobre a origem do dinheiro apreendido em Sorocaba.
- Apuração de possível vazamento de informações sobre a operação.
- Desdobramentos para empresas de ônibus citadas e para contratos públicos na capital.
- Impacto político eleitoral na reta final de 2026, dado o peso histórico de Milton no transporte e na Câmara.
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Resumo rápido
- Quando: entrega em 18/09/2026 (tarde); operação em 17/09/2026
- Quem: Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara de SP
- Onde: se apresentou em Mogi das Cruzes (Grande SP)
- Status: prisão temporária de até 30 dias; investigação em curso
- Contexto: Operação Vectura Corrupta (PCC / transporte coletivo)
- Apreensão citada: R$ 280 mil + US$ 89 mil em imóvel ligado ao alvo em Sorocaba
Fontes
- O Globo — Matheus de Souza, Hyndara Freitas, Aline Ribeiro, Sérgio Quintella, Filipe Vidon (18/09/2026, atualizado 18h11): “Milton Leite se entrega à polícia…”
- Folha de S.Paulo (18/09/2026): contexto da investigação e empresas citadas
- Cobertura g1 / TV Globo sobre apresentação e apreensão de valores
Conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar. Este post resume cobertura jornalística e não substitui decisão judicial nem orientação jurídica individualizada. Presunção de inocência.



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