Radio

Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de setembro de 2026

Lula embarca para Nova York e abre a Assembleia Geral da ONU na terça-feira




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou neste domingo (20) para Nova York, onde participa da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A viagem é curta: a

chegada ocorre hoje, a revisão do discurso e encontros bilaterais ficam para segunda-feira (21), e na terça-feira (22) o Brasil abre a sequência de falas na Assembleia — tradição que o país mantém desde 1955. Depois do discurso, Lula retorna ao Brasil.


Segundo o g1, além da Assembleia Geral, o presidente tem encontro previsto com o prefeito de Nova York e deve ter uma reunião breve com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O governo brasileiro informou que Lula recebeu ao menos 30 pedidos de reuniões bilaterais com chefes de Estado, mas deve atender a poucos por falta de espaço na agenda e pela logística de segurança na região do evento.


## Tema da sessão e expectativa de contato com Trump


O tema da 81ª Assembleia Geral é “Restaurando a confiança e administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”. A sessão é presidida pelo chanceler de Bangladesh, Khalilur Rahman.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também participa do evento e discursa logo após Lula. Não há agenda bilateral oficial marcada, mas assessores palacianos citados pelo Estadão avaliam a possibilidade de um contato informal nos corredores — por exemplo, na sala em que chefes de Estado aguardam para subir à tribuna — depois do discurso brasileiro e antes da fala americana.


A relação entre os dois países atravessa momento delicado. Por isso, segundo o Estadão, Lula optou por uma comitiva menor do que em anos anteriores, para evitar a imagem de “trem da alegria” às vésperas do primeiro turno das eleições e reduzir o volume de vistos pedidos aos Estados Unidos.


## O que deve entrar no discurso


A expectativa, segundo o g1, é que Lula reforce linhas tradicionais da política externa brasileira: defesa do multilateralismo, negociações de paz, não interferência em assuntos internos, respeito ao direito internacional humanitário, combate ao crime organizado, meio ambiente e inteligência artificial.


Auxiliares do presidente afirmam que parte do texto deve enviar recados sobre soberania e democracia, sem citar nomes específicos. A orientação interna é usar linguagem “polida”, capaz de defender instituições e o processo eleitoral diante do que o Palácio avalia como tentativas externas de interferência, sem criar embates diretos no plenário. O discurso ainda passa por revisões até instantes antes da leitura.


Outro tema recorrente na agenda de Lula na ONU é a reforma do Conselho de Segurança. O presidente defende a ampliação do conselho e a inclusão de mais países como membros permanentes — entre eles o Brasil, além de nomes como Japão, Alemanha e África do Sul — argumentando que o arranjo atual, com poder de veto dos cinco permanentes, perde capacidade de evitar ou mediar conflitos quando esses mesmos membros estão envolvidos em guerras.


Neste ano, a ONU também caminha para a escolha do sucessor de António Guterres. Seguindo o critério de rotatividade, o Brasil defende a candidatura de uma mulher latino-americana e já manifestou apoio ao nome de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.



## Delegação e continuidade da agenda


Após o encerramento da agenda de Lula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanece em Nova York ao longo da semana para representar o Brasil em outros compromissos. A delegação brasileira também deve participar de reuniões do Conselho de Segurança, inclusive sobre a situação na Palestina, além de eventos sobre direito internacional e temas da agenda multilateral.


Entre os integrantes da comitiva citados pelo g1 estão Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Esther Dweck (Gestão), Eloy Terena (Povos Indígenas), Rachel Barros (Igualdade Racial) e Audo Faleiro (Assessoria Especial da Presidência).


## Por que essa viagem importa agora


A passagem pela ONU ocorre em pleno calendário eleitoral brasileiro e em meio a tensão diplomática com Washington. O discurso de terça-feira será, ao mesmo tempo, ato de política externa e mensagem doméstica: reforçar a imagem de um Brasil engajado no multilateralismo e defender a soberania do processo eleitoral sem transformar a tribuna da Assembleia em palco de confronto nominal.


Para quem acompanha a agenda internacional e a campanha de 2026, os próximos dois dias são o ponto de atenção: a revisão do texto na segunda-feira e a fala de abertura na terça, com a possibilidade — ainda não confirmada — de um contato informal com Trump nos bastidores.


Fontes: g1 (“Lula embarca neste domingo para Nova York para Assembleia Geral da ONU”, 20/09/2026) e Estadão (“Lula viaja à ONU com expectativa de encontro informal com Trump e alertas eleitorais”, 20/09/2026).

sábado, 12 de setembro de 2026

Datafolha: Lula 39% e Flávio 35% no 1º turno — empate técnico no 2º

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para 2026

Atualizado em 12/09/2026 — com base na pesquisa Datafolha divulgada em 11/09/2026.

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (11) colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário apertado nas Eleições 2026: no primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto e Flávio com 35%. No segundo turno simulado entre os dois, o empate técnico se confirma — 46% a 44% —, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 8 e 10 de setembro (algumas coberturas citam até 11/09), tem intervalo de confiança de 95% e registro no TSE BR-01833/2026. Foi contratado pela Folha da Manhã e pelo Grupo Globo.

O que mudou em relação ao Datafolha anterior

No levantamento de 3 de setembro, Lula tinha 38% e Flávio 33%. Nesta rodada, o presidente cresceu 1 ponto e o senador, 2. A diferença entre eles caiu de 5 para 4 pontos — ainda dentro da margem de erro, o que mantém a leitura de empate técnico no 1º turno também.

Números do Datafolha: primeiro turno, segundo turno e rejeição

Estimulada (1º turno)

  • Lula (PT): 39% (antes 38%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 35% (antes 33%)
  • Augusto Cury (Avante): 6% (antes 8%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB): 1% cada
  • Em branco/nulo/nenhum: 6%
  • Indecisos: 4%

Espontânea

  • Lula: 33% (antes 31%)
  • Flávio Bolsonaro: 25% (antes 22%)
  • Augusto Cury: 3%
  • Jair Bolsonaro: 2%
  • Indecisos: 23% (antes 26%)

Segundo turno: Lula 46% x Flávio 44%

Na simulação direta:

  • Lula (PT): 46%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 44%
  • Em branco/nulo/nenhum: 8%
  • Indecisos: 1%

Com margem de 2 pontos, os dois seguem empatados tecnicamente.

Rejeição empatada em 46%

Outro dado forte do mesmo Datafolha: Lula e Flávio empatam na rejeição, com 46% dos eleitores dizendo que não votariam neles “de jeito nenhum”. No levantamento de 3/09, Flávio tinha 47% e Lula 45%. Na sequência de rejeição aparecem Renan Santos (17%), Romeu Zema (16%), Ronaldo Caiado (14%) e Augusto Cury (10%).

Contexto: pesquisa após a crise no STF

Esta é a primeira Datafolha nacional divulgada depois do estopim da crise no Supremo envolvendo o caso Banco Master e o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O instituto também divulgou cortes estaduais (governo e Senado) em São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal — números que devem ser lidos à parte, com margens maiores nos recortes.

Calendário eleitoral (lembrete)

  • Campanha nas ruas/internet: desde 16 de agosto
  • Horário eleitoral gratuito: 28 de agosto a 1º de outubro
  • 1º turno: 4 de outubro de 2026
  • 2º turno (se houver): 25 de outubro de 2026

Como ler pesquisa (sem hype)

  1. Margem de erro: 2 p.p. para mais ou para menos — diferenças menores que isso não “definem” líder.
  2. Empate técnico: quando a distância fica dentro da margem.
  3. Foto do período: o Datafolha espelha 8–10/09, não o dia da eleição.
  4. Registro no TSE: confira sempre o número oficial (neste caso, BR-01833/2026).

Resumo rápido

  • 1º turno: Lula 39% × Flávio 35%
  • 2º turno: Lula 46% × Flávio 44% (empate técnico)
  • Rejeição: ambos com 46%
  • Amostra: 2.002 eleitores; margem ±2 p.p.; TSE BR-01833/2026

Fontes: O POVO (12/09/2026, “Datafolha mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico”); SBT News (11/09/2026, rejeição 46%); cobertura complementar sobre o Datafolha contratado por Folha/Globo. Confirme números oficiais no TSE e nas publicações do instituto.

Conteúdo informativo do Cantinho Verde Lar. Para empresa, documentos e segurança digital, confira também o Consultor CNPJ / ORbite 360.

Lula vai cortar gastos? O que está na mesa do ajuste depois da eleição e o que muda (ou não) no seu bolso — Bolsa Família, abono, salário mínimo de R$ 1.741, LCI/LCA com IR, Copom em 4/11, calendário até a posse, golpes + checklist

Atualizado em 27/10/2026 (8h, horário de Brasília). Fontes principais: CNN Brasil – o tripé de medidas em estudo (26/10) ; Folha – PEC do ce...