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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

EUA exigiram 'dissidentes' na eleição 2026 para negociar tarifaço

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ocumento de outubro de 2025, revelado nesta quinta (17), pedia eleies "livres e justas", preferência em minerais crticos e compra de avies da Boeing. Lula e Itamaraty rejeitaram como inaceitvel. Nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026), o Estado revelou — e a CNN Brasil confirmou o contedo de uma proposta comercial dos Estados Unidos enviada ao Brasil em 16 de outubro de 2025. O texto, com cerca de 21 exigncias, vinculava a reviso do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros a condiçõe
s polticas e econmicas que o governo Lula considerou inaceitveis. O que o documento pedia Segundo a reportagem, o governo Trump exigiu que o Brasil se comprometesse a realizar eleiões presidenciais "livres e justas" em 2026 e que no detivesse, prendesse nem limitasse "arbitrariamente" a participaão de "dissidentes polticos" no processo eleitoral. Integrantes do governo brasileiro ouvidos pela imprensa interpretaram a menço como ligada situaão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe. Além do ponto eleitoral, a proposta inclua: • direito de preferência para empresas americanas em ativos de minerais crticos, com aviso prvio aos EUA antes de transferncias de controle; exigncia de compra de aeronaves da Boeing por companhias aéreas brasileiras; • eliminaão de tarifas brasileiras sobre etanol, produtos qumicos, mquinas, veculos e bens de alta tecnologia dos EUA; • adeso a regras de "neutralidade competitiva" envolvendo o papel do Banco Central em meios de pagamento eletrnico, como o Pix. Reaão de Braslia O ministro das Relaões Exteriores, Mauro Vieira, recebeu o documento em Washington, antes de um encontro com o secretrio de Estado Marco Rubio e o representante comercial Jamieson Greer. Fontes dizem que Vieira informou o Planalto e rejeitou os termos. Na reunio seguinte, esses pontos sequer entraram na pauta.Reservadamente, o Itamaraty tratou o pacote como "bullying diplomático" e afirmou que a proposta "nasceu morta" nunca esteve na lista efetiva de barganhas em reunies oficiais. O termo "dissidentes polticos", segundo diplomatas, no tem validade jurdica em uma democracia. Nesta quinta, em entrevista Rdio Itatiaia, em Montes Claros (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta foi para o "arquivo morto" do governo. "Nem discutimos o documento, porque era inaceitvel um pas querer ter prioridade na riqueza mineral do nosso País", disse. Lula também reagiu ao timing da revelaão, um dia aps sancionar a Poltica Nacional de Minerais Críticos, Estratgicos e Terras Raras, e reiterou que o beneficiamento desses recursos deve ocorrer no Brasil. Segunda proposta tambm caiu Quase três meses depois, em 9 de janeiro, os EUA enviaram uma verso mais enxuta (sete setores e 14 tpicos), sem o bloco de poltica domstica, mas mantendo demandas de eliminaão total de tarifas em vrios segmentos. Essa proposta tambm foi recusada, segundo o Estado. Negociadores brasileiros citados pela CNN avaliaram que a rejeio inicial não atrapalhou tratativas posteriores e apontaram recuos americanos em tarifas e em sanões sob a Lei Magnitsky nos meses seguintes. O Departamento de Estado e o Itamaraty ainda não haviam se pronunciado oficialmente quando a CNN publicou a matéria. Por que isso importa agora A revelaão chega em plena campanha eleitoral de 2026 e um dia depois da sanão da política de minerais crticos tema sensvel para soberania econmica e para empresas que dependem de regras claras de investimento. Para quem acompanha comrcio exterior e regulaão de negcios no Brasil, o episdio refora o peso da diplomacia comercial sobre a previsibilidade do ambiente de negcios. Se sua empresa importa, exporta ou precisa organizar CNPJ e obrigaões fiscais em meio a mudanas de regras, vale acompanhar fontes oficiais e, quando precisar de apoio prático, conhecer o Consultor CNPJ em https://consultorcnpj.com.br/. Fontes Baseado em reportagens do Estadão, CNN Brasil e Folha de S.Paulo publicadas em 17/09/2026 sobre a proposta de outubro/2025 e a reaão do governo Lula.

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