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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Operação mira Milton Leite e infiltração do PCC no transporte de SP

Ilustração simbólica: transporte coletivo urbano e investigação

Atualizado em 17/09/2026 (manhã) — com base na cobertura da CNN Brasil, do Estadão (Blog do Fausto Macedo) e do InfoMoney. Trata-se de investigação em curso: há indícios e medidas cautelares em juízo de cognição sumária, não condenação definitiva. Vale a presunção de inocência.

Na manhã desta quinta-feira (17 de setembro de 2026), a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram a Operação Vectura Corrupta, ação que mira a alegada infiltração do crime organizado — em especial facções ligadas ao PCC — no sistema de transporte coletivo da capital e da região metropolitana. O nome que mais repercutiu nas buscas e nas manchetes é o do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), alvo de mandado de prisão e citado em materiais investigativos como figura decisória no setor.

O que aconteceu nesta quinta

Segundo a cobertura das agências e dos veículos citados, a operação cumpriu dezenas de mandados judiciais. Números divulgados pela imprensa apontam cerca de 16 mandados de prisão e cerca de 18 de busca e apreensão (há variação em algumas matérias, que falam em 13 prisões temporárias e 18 buscas — preferimos os patamares citados por CNN Brasil e Estadão e registramos a divergência).

Até a atualização da CNN Brasil nesta manhã, nove suspeitos haviam sido presos, entre eles: Júlio Salvador Filho; Claudionor Aparecido Sabino Tomaz; Levi dos Santos Oliveira (ex-presidente da SPTrans); Carla de Paula Muller (citada como esposa de “Granada”, ligado ao PCC); Edivania Arruda Botelho Alves; André Cassali; José Ronaldo Alves de Sales; Edson Antonio de Souza; e Danilo Marco Morgado Silva (candidato a deputado estadual pelo PL). A lista é a divulgada pela cobertura jornalística e pode mudar conforme novos cumprimentos de mandados.

As diligências ocorreram em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Ilustração simbólica de rede investigativa no transporte

Quem é Milton Leite e por que o nome pesa na operação

Milton Leite é ex-vereador pelo União Brasil e foi presidente da Câmara Municipal de São Paulo por seis anos. Coberturas como a do InfoMoney lembram sua longa trajetória na legislatura municipal (cerca de 27 anos). Na Vectura Corrupta, autoridades e peças citadas pela imprensa o apontam de forma recorrente como responsável — direta ou indireta — pela operação de empresas que, segundo a tese investigativa, estariam sob influência do PCC.

Em declarações na Justiça Militar mencionadas pela CNN, Milton Leite chega a ser descrito como proprietário de fato da Transwolff (também grafada Transwolf em alguns trechos). O próprio Leite, em resposta ao Estadão, nega as acusações e afirma que provará inocência.

“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações.”
— Milton Leite, em declaração divulgada pelo Estadão

Parte das reportagens informou que a Justiça decretou prisão temporária de 30 dias para 13 investigados; Leite não teria sido localizado no cumprimento do mandado, o que levou a polícia a tratá-lo como foragido — classificação que ele rejeita publicamente.

Empresas e a tese da infiltração no transporte

A linha central da investigação, conforme InfoMoney e outros veículos, é a possibilidade de controle direto ou indireto do crime organizado sobre pelo menos 12 das cerca de 22 empresas de ônibus da capital. Entre as companhias nomeadas na cobertura do InfoMoney estão: Viação Transcap, Alfa Rodobus, Transwolff, A2 Transportes, Imperial Transportes, Move Bus, Pêssego Transportes, Allianz Transportes, Transunião, Qualibus Transportes, Norte Bus e Spencer Transportes.

As alegações em circulação incluem fraude em licitações, pagamentos ilícitos a agentes públicos, financiamento de candidaturas e aquisição de bens de alto valor. São indícios sob investigação, não verdades jurídicas já julgadas.

Contexto: Operação Decúrio e “Sintonias”

A Vectura Corrupta é ligada, na cobertura, à Operação Decúrio (agosto de 2024). A CNN também menciona estruturas apelidadas de “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”, no enredo que descreve a aproximação entre crime organizado, interesses empresariais e atores do poder público. Há ainda menções a alegado financiamento de campanhas municipais de 2024 e a possíveis conluios envolvendo advogados — sempre no campo da apuração, não de sentença transitada em julgado.

O que diz a Prefeitura de São Paulo

Em nota referida pela cobertura, a Prefeitura de São Paulo lembrou a intervenção na Transwolff em abril de 2024 e também na UPBus; afirmou ter aberto processo na Controladoria-Geral do Município (CGM) e que colabora com o MP e a Polícia Civil.

Ilustração simbólica: justiça e cidade

O que observar a seguir

  • Se Milton Leite se apresentará às autoridades no prazo que anunciou (até 24 horas);
  • Novos cumprimentos de mandados e eventuais prisões adicionais;
  • Peças processuais que detalhem (ou afastem) o elo entre empresas de ônibus e o PCC;
  • Desdobramentos administrativos na Prefeitura e na SPTrans;
  • Impacto político e eleitoral, dado o perfil dos citados (incluindo candidato a deputado estadual).
Em resumo
Operação Vectura Corrupta (17/09/2026): PC-SP + MPSP miram infiltração do PCC no transporte coletivo. ~16 prisões e ~18 buscas (números com variação na imprensa). Nove presos até atualização da CNN, incluindo ex-presidente da SPTrans. Milton Leite é alvo de mandado, nega ser foragido e promete se apresentar. Empresas de ônibus foram nomeadas na cobertura. Investigação em curso — presunção de inocência.

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Fontes: CNN Brasil; Estadão (Blog do Fausto Macedo); InfoMoney — 17/09/2026. Este post é jornalístico-informativo e não substitui decisão judicial.

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