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domingo, 25 de outubro de 2026

Temporal no Paraná (24–25/10): 32 cidades com estragos e chuva de volta na quinta (29/10) — ressarcimento da Copel com vistoria em 1 dia útil, FGTS de até R$ 6.220 (Quedas do Iguaçu só até 1º/11), Bolsa Família unificado, auxílio estadual de até R$ 50 mil, rodovias e golpes + checklist

Atualizado em 25/10/2026 (20h, horário de Brasília). Fontes principais: Agência Estadual de Notícias (AEN), via O Paraná (25/10, 14h40); Tribuna do Paraná (25/10, 18h40); BandNews FM Curitiba (25/10); g1 Paraná – rodovias (25/10); Copel – ressarcimento de danos; FGTS – Saque Calamidade (lista consultada em 25/10); MDS (19/10).

Casas destruídas e escombros de madeira, telhas e móveis depois de uma enchente no Vale do Ribeira, com texto sobre os temporais no Paraná em 24 e 25 de outubro de 2026 e o que fazer com o dinheiro: Copel, FGTS, Bolsa Família e auxílio estadual

Os temporais de sábado (24/10) deixaram danos em 32 cidades do Paraná, segundo a Defesa Civil, e a chuva deve voltar na quinta-feira (29/10). Foto de arquivo, para ilustrar: estragos de enchente em Itaoca (SP), no Vale do Ribeira, na divisa com o Paraná, em janeiro de 2014. Marcelo Camargo/Agência Brasil, via Wikimedia Commons — CC BY 3.0 BR, adaptada com texto.

O domingo do 2º turno começou com o Paraná contando estragos. Os temporais de sábado (24/10) deixaram 32 municípios com ocorrências de danos registradas no sistema da Defesa Civil, 980 pessoas desalojadas e 119 desabrigadas, segundo o balanço estadual divulgado na tarde deste domingo. Em Pato Branco (204,4 mm) e em Curitiba (124,4 mm), a chuva de um único dia foi a maior já registrada nas estações do Simepar desde que elas foram instaladas, em 1997. Teve ponte levada pela correnteza em Cruz Machado, rodovias bloqueadas por queda de barreira e milhares de casas sem luz.

Depois do susto, vem a parte que ninguém explica direito: quem paga a geladeira que queimou, a comida que estragou, o telhado que voou e os dias de trabalho perdidos? Este guia junta, num só lugar, os caminhos de dinheiro e de serviço que existem hoje para quem foi atingido no Paraná: o pedido de ressarcimento à Copel (com prazos de vistoria e pagamento), o saque-calamidade do FGTS (e por que ele ainda não vale para o temporal deste fim de semana), o Bolsa Família com pagamento unificado, o auxílio estadual de até R$ 50 mil para reconstrução, o seguro, o eleitor que não conseguiu votar e os golpes que já estão circulando.

Um aviso importante antes de começar: o Simepar prevê uma trégua de cerca de três dias e o retorno da chuva na quinta-feira (29/10). Ou seja, a janela para fotografar os estragos, guardar notas fiscais e registrar os pedidos é agora, antes que um novo temporal misture os prejuízos.

Resumo rápido

  • Balanço: 32 municípios com danos no Sistema Informatizado da Defesa Civil (SISDC), 980 desalojados e 119 desabrigados entre sábado e a manhã de domingo (Defesa Civil do PR, via AEN). A Tribuna do Paraná fala em mais de 4 mil pessoas afetadas em 15 municípios até o fim da tarde.
  • Chuva recorde: Pato Branco (204,4 mm) e Curitiba (124,4 mm) tiveram o maior volume diário desde 1997. Mais de 20 cidades passaram de 100 mm no sábado.
  • Luz: a Copel informou ter religado 96% dos clientes afetados; no fim da tarde, 3.225 ainda estavam sem energia, a maioria no Noroeste e no Norte.
  • Aparelho queimado: o pedido à Copel pode ser feito em até 5 anos (danos elétricos). Se incluir geladeira, freezer ou equipamento de guardar remédio, a vistoria, se a Copel decidir fazê-la, acontece em até 1 dia útil. Resposta em até 15 dias e pagamento em até 20 dias depois da aprovação.
  • Comida estragada e outros prejuízos: entram como “outros danos”, com prazo de 90 dias e pedido só por telefone ou posto de atendimento.
  • FGTS: o saque-calamidade (até R$ 6.220 por conta) só abre depois de decreto municipal, portaria federal e habilitação na Caixa. Para o temporal deste fim de semana, ainda não há prazo aberto. Mas 58 cidades do Paraná já têm prazo aberto por desastres anteriores; em Quedas do Iguaçu, ele termina no domingo, 1º/11.
  • Bolsa Família: cidades em emergência reconhecida recebem tudo no 1º dia do calendário: 16/11 em novembro.
  • Auxílio estadual: o Decreto 15.104/2026 permite repasse de até R$ 50 mil para famílias vulneráveis reconstruírem a casa, via prefeitura.
  • Golpe: o “Auxílio Reconstrução 2026, R$ 1.050” que circula no WhatsApp é falso e instala programa espião no celular, alerta o Procon de Apucarana.

O que aconteceu: o balanço do temporal no Paraná

Segundo o Simepar, uma frente fria chegou ao Paraná no sábado, mas o estado já estava com tempo muito instável desde quarta-feira, com ar quente e úmido vindo da Amazônia. “Tudo isso junto propiciou muita chuva, em especial na metade sul do Paraná, próximo à divisa com Santa Catarina”, explicou Marco Jusevicius, coordenador de operações do instituto, à Agência Estadual de Notícias.

Entre a madrugada de sábado e o início da manhã de domingo, a Defesa Civil Estadual emitiu 22 alertas laranja (risco alto) e 27 alertas vermelhos (risco muito alto), com a tecnologia cell broadcast, aquela que faz o celular tocar mesmo no silencioso. Os Núcleos Regionais ficaram de plantão orientando o preenchimento dos laudos, porta de entrada para quase todos os auxílios abaixo.

Veja onde a Defesa Civil registrou ocorrências, de acordo com o tipo de problema informado pelas prefeituras:

Tipo de ocorrênciaMunicípios (Defesa Civil do PR, 25/10)
Tempestade com chuva intensaAmpére, Coronel Domingos Soares, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Lapa, Nova Tebas, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul, Rio Bonito do Iguaçu e Turvo
AlagamentosCampo Magro, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Guarapuava, Ivaiporã, Pinhais, São José dos Pinhais e São Mateus do Sul
Inundação (rio transbordou)Araucária, Campo Largo, Mangueirinha e Porto Amazonas
EnxurradaCruz Machado, Pranchita, Quedas do Iguaçu e Virmond
VendavalAssaí, Cornélio Procópio, Santa Mariana e Tibagi
DeslizamentoPonta Grossa

Alguns números locais ajudam a entender o tamanho do problema. Em Prudentópolis, a Defesa Civil contou 2,5 mil pessoas atingidas. Em Cruz Machado, a cheia do Rio da Areia levou uma ponte; foram 320 pessoas afetadas, 45 desalojadas e 18 desabrigadas, segundo a Tribuna do Paraná. Em Curitiba, houve alagamentos no Xaxim, e em São José dos Pinhais a água tomou várias ruas. No Litoral, Guaraqueçaba acumulou 280 mm até as 18h30 de sábado, de acordo com os dados do Simepar citados pelo jornal.

Além dos recordes de Pato Branco e Curitiba, outras estações tiveram o maior volume diário em anos: Francisco Beltrão (165,6 mm, o maior desde 03/05/2024), Lapa (143,4 mm, desde 20/03/2016), União da Vitória (121 mm, desde 07/06/2014), Laranjeiras do Sul (120 mm) e Guarapuava (107 mm), estas duas as maiores desde 07/12/2024. A estação do IAT em Bom Sucesso do Sul marcou 171 mm, e o distrito de Entre Rios, em Guarapuava, 154,2 mm.

Para receber os alertas no celular

O cadastro é gratuito. Mande o seu CEP por SMS para o número 40199. Também dá para receber pelo WhatsApp: salve o número (61) 2034-2611, mande uma mensagem e cadastre o CEP, o município ou a localização. Com a chuva prevista para voltar na quinta-feira, vale fazer isso hoje, inclusive no celular dos pais e avós.

Rodovias: onde o trânsito ainda estava complicado

Quem precisa viajar no começo da semana (ou voltar da cidade onde votou) deve checar a rota antes de sair. No levantamento do g1 Paraná deste domingo, com dados da PRF (atualização das 14h10), do DER (11h55) e da Polícia Rodoviária Estadual (7h40), estes eram os principais pontos:

RodoviaTrechoSituação informada em 25/10
BR-153Mallet, km 385Interdição total
BR-376Tibagi, km 434Tombamento de caminhão
BR-476Adrianópolis, km 15 (total) e km 5 (parcial); Tunas do Paraná, km 45 a 47; Bocaiúva do Sul, km 67 e 88Bloqueios totais e parciais
PR-090Rio Branco do Sul–Cerro Azul, km 42, 44 e 77Meia pista
PR-460Pitanga–Nova Tebas, km 8Rompimento de aterro
PR-170, PR-280, PR-281, PR-364, PR-423, PR-566 e PR-592Pinhão (km 471), Marmeleiro (km 253), Realeza–Planalto (km 595), Irati – Serra do Leão (km 124), Campo Largo (km 34), Coronel Vivida–Itapejara (km 10) e Nova Prata do Iguaçu–Salto Caxias (km 15)Ocorrências com bloqueio ou restrição

A Folha também registrou interdições da BR-153 nos km 360 e 385 (região de Rebouças e Mallet) e da BR-476 no km 15. A situação muda ao longo do dia: confira nos canais da PRF, do DER-PR e da PRE antes de pegar a estrada.

Ficou sem luz? Como avisar a Copel

A Copel informou que 593 equipes estavam em campo na tarde de domingo e que, até então, o fornecimento tinha sido restabelecido para 94% dos clientes afetados (Tribuna do Paraná, 15h50). No boletim seguinte, divulgado pela BandNews FM Curitiba, o índice chegou a 96%, com 3.225 clientes ainda sem energia: 1.589 no Noroeste, 748 no Norte e 38 em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral. Segundo a empresa, os danos foram causados principalmente por rajadas de vento e raios.

Se a sua casa continua no escuro, registre o pedido (e anote o protocolo, que será útil depois):

  • WhatsApp: (41) 3013-8973;
  • Telefone: 0800 51 00 116;
  • Aplicativo Copel ou a página Falta de luz no site;
  • SMS: envie “SL” seguido do número de identificação da sua unidade (está na conta de luz) para 28593.

Fio partido no chão, poste caído ou árvore sobre a rede não é caso de “dar um jeitinho”: mantenha distância, isole a área e avise a Copel e a Defesa Civil (199) ou os Bombeiros (193).

Geladeira, TV ou computador queimou? O passo a passo do ressarcimento na Copel

Quando um aparelho queima por causa de uma perturbação no sistema elétrico, a distribuidora pode ter de pagar o conserto ou o aparelho. A Copel avisa que analisa cada caso e que aceitar o pedido não garante o ressarcimento: uma equipe técnica vai dizer se o dano tem relação com a rede. Mesmo assim, vale pedir sempre, porque o processo é gratuito e não exige advogado. Estas são as regras publicadas pela empresa na página de ressarcimento de danos:

EtapaAparelhos elétricosOutros danos (ex.: alimentos perdidos)
Prazo para pedirAté 5 anos da ocorrênciaAté 90 dias da ocorrência
Onde pedirInternet (Agência Virtual), telefone ou posto de atendimentoSó por telefone ou posto de atendimento
Quem pedeO titular da unidade consumidora (o nome da conta de luz) ou o representante dele. Empresa: o representante legal, com cópia do CNPJ, da Inscrição Estadual e/ou do contrato social
Documentos para registrarNenhum: basta informar os dados pedidosA Copel pode pedir documentos depois, por escrito
Vistoria (se a Copel optar)Até 1 dia útil, sem agendamento, para geladeira, freezer ou equipamento que guarda remédio; até 10 dias corridos, com agendamento, nos demais casosConforme análise
RespostaAté 15 dias corridos após a vistoria (ou após o pedido, se não houver vistoria)Análise em até 60 dias
Pagamento, se aprovadoAté 20 dias corridos após a aprovaçãoAté 20 dias após a resposta

Dois detalhes que travam muita gente. Primeiro: quem não é o titular da conta precisa trocar a titularidade antes de pedir, e só pode registrar o pedido depois que a troca for efetivada, sempre dentro dos prazos de 5 anos ou 90 dias. Há exceção para quem estava responsável pelo imóvel no dia, como um zelador, com comprovação. Segundo: os prazos da Copel param de contar enquanto houver pendência do cliente, como um laudo que não foi entregue.

Se a Copel pedir laudo ou orçamento, ele precisa seguir o modelo da empresa. Não jogue o aparelho fora e não mande consertar antes da vistoria, a não ser que a Copel autorize: sem o equipamento, a análise fica mais difícil.

Explicamos com mais calma a regra nacional da Aneel para esses pedidos (os artigos da Resolução 1.000, a compensação na conta por demora na religação e o que fazer se o pedido for negado) no nosso guia Temporal queimou geladeira ou TV?. Ele vale para o Paraná também.

FGTS: o saque-calamidade vale para este temporal?

Esta é a pergunta que mais vai aparecer nos grupos de WhatsApp nesta semana, então vamos direto ao ponto: ainda não. O saque-calamidade do FGTS não é liberado automaticamente quando chove forte. Segundo as regras publicadas no site do FGTS, ele segue uma sequência:

  1. a prefeitura decreta situação de emergência ou estado de calamidade pública;
  2. o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconhece o decreto com uma portaria publicada no Diário Oficial da União;
  3. a prefeitura envia à Caixa a lista das áreas e endereços atingidos;
  4. a Caixa habilita o município;
  5. só então o trabalhador pede o saque, no app FGTS ou numa agência.

Para os municípios com até 50 mil habitantes, o site informa que a prefeitura fica dispensada de enviar aqueles documentos de habilitação: a própria Caixa cadastra o município a partir da portaria federal. Isso costuma encurtar o caminho, mas a portaria continua obrigatória.

Como o temporal foi neste fim de semana, nenhuma das cidades atingidas tem, até agora, prazo aberto por causa deste evento. Acompanhe a sua prefeitura e a lista oficial, que é atualizada pela Caixa.

Quanto dá para sacar e quais documentos

  • Valor: até R$ 6.220 por conta do FGTS, limitado ao saldo disponível. Quem tem mais de uma conta (de empregos diferentes) pode sacar de cada uma, sempre respeitando o teto por conta.
  • Intervalo: o saque pode ser liberado para cada desastre, mas com intervalo mínimo de 12 meses entre um saque-calamidade e outro.
  • Prazo: até 90 dias depois da publicação da portaria federal.
  • Comprovante de residência em seu nome (conta de luz, água, telefone, gás, extrato bancário, carnê), emitido nos 120 dias anteriores ao decreto. Na falta dele, vale uma declaração da prefeitura em papel timbrado ou, pelo Decreto nº 12.019, uma declaração do próprio trabalhador com nome, CPF, data de nascimento e endereço completo com CEP, que a Caixa confere em cadastros oficiais.
  • Se o comprovante estiver no nome do cônjuge ou companheiro: certidão de casamento ou escritura de união estável.
  • Documento de identidade e CPF. No atendimento presencial, também a carteira de trabalho (física ou digital) ou outro comprovante de vínculo.

Pelo aplicativo FGTS (versão 4.0.1): toque em “Saques”, depois “Solicitar saque” e “Calamidade pública”. Leia as condições, informe o município, o tipo de comprovante, o CEP e o número da casa, escolha receber em conta de qualquer banco ou sacar presencialmente, envie os documentos e a foto do rosto segurando a identidade. A Caixa analisa e credita o valor. Dúvidas sobre o app: 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 104 0104 (demais regiões); atendimento da Caixa sobre o saque: 0800 726 0207.

58 cidades do Paraná já têm prazo aberto (por desastres anteriores)

Na lista oficial consultada neste domingo (25/10), 58 municípios paranaenses aparecem com prazo aberto para pedir o saque-calamidade. Esses prazos são de eventos anteriores, reconhecidos nos últimos meses, e não do temporal deste fim de semana. Mas eles interessam a muita gente: várias dessas cidades foram atingidas de novo agora, e quem mora na área que a prefeitura informou à Caixa naquele evento e ainda não sacou pode estar deixando dinheiro na mesa.

Em negrito, as cidades que também aparecem no balanço da Defesa Civil deste fim de semana:

Município (PR)Prazo para pedir o saque
Adrianópolis15/12/2026
Altamira do Paraná20/01/2027
Alto Paraíso16/12/2026
Arapuã16/12/2026
Araruna11/01/2027
Barbosa Ferraz23/12/2026
Boa Vista da Aparecida20/12/2026
Cafezal do Sul21/12/2026 e 30/12/2026 (duas portarias)
Califórnia07/01/2027
Campo Bonito11/01/2027
Cândido de Abreu09/12/2026
Capitão Leônidas Marques18/01/2027
Cerro Azul15/12/2026
Chopinzinho21/12/2026
Cidade Gaúcha16/12/2026
Clevelândia12/01/2027
Cruz Machado17/01/2027
Diamante D'Oeste16/12/2026
Dois Vizinhos20/12/2026
Espigão Alto do Iguaçu20/12/2026 e 17/01/2027 (duas portarias)
Formosa do Oeste11/01/2027
Goioerê02/12/2026
Guaratuba11/11/2026
Ivaiporã28/12/2026
Manoel Ribas14/12/2026
Marilândia do Sul12/01/2027
Marmeleiro16/12/2026
Marquinho29/11/2026
Matelândia17/12/2026
Morretes25/11/2026
Nova Laranjeiras20/12/2026
Nova Prata do Iguaçu14/01/2027
Palmeira20/12/2026
Perobal14/12/2026
Pinhão07/12/2026 e 27/12/2026 (duas portarias)
Piraí do Sul18/11/2026
Pitanga27/12/2026
Planalto23/12/2026
Pranchita16/12/2026
Prudentópolis21/12/2026
Quedas do Iguaçu01/11/2026
Ramilândia16/12/2026
Renascença09/12/2026
Reserva22/11/2026
Reserva do Iguaçu11/01/2027
Rio Branco do Sul24/12/2026
Rio Negro04/01/2027
Santa Izabel do Oeste18/01/2027
Santa Maria do Oeste24/11/2026
Santa Terezinha de Itaipu20/01/2027
São Miguel do Iguaçu17/01/2027
São Pedro do Ivaí07/01/2027
Tamarana14/01/2027
Tibagi08/12/2026
Tunas do Paraná21/12/2026
Tupãssi18/01/2027
Wenceslau Braz17/12/2026
Xambrê10/12/2026

Fonte: FGTS – Saque Calamidade, lista consultada em 25/10/2026. A lista muda com frequência: confira sempre a versão mais recente antes de pedir.

Os prazos mais curtos: Quedas do Iguaçu (1º/11), Guaratuba (11/11), Piraí do Sul (18/11), Reserva (22/11), Santa Maria do Oeste (24/11), Morretes (25/11), Marquinho (29/11) e Goioerê (2/12). Como 1º/11 cai num domingo de feriadão, quem mora em Quedas do Iguaçu e ainda vai pedir deve fazer isso pelo app nesta semana, sem esperar o último dia.

Atenção à regra dos 12 meses. Se você já sacou o FGTS por um desastre anterior há menos de um ano, não vai conseguir um novo saque-calamidade agora, mesmo que a sua cidade seja habilitada de novo por causa deste temporal. E se ainda não sacou pelo evento anterior, pense bem: sacar agora conta como o seu saque dos próximos 12 meses. Para quem teve prejuízo grande neste fim de semana, pode fazer sentido esperar a habilitação pelo evento novo, se ela vier. Para quem precisa do dinheiro já, o prazo aberto é a opção disponível. Em qualquer caso, o pedido só é aprovado se o seu endereço estiver dentro da área que a prefeitura declarou à Caixa para aquele evento.

Mais detalhes sobre documentos, golpes e o passo a passo do app estão no nosso guia Saque-calamidade do FGTS: prazos por cidade.

Atendimento em tenda de mutirão com banner da Caravana de Direitos com logotipos da DPU, da AGU e da Caixa, onde moradores atingidos por enchentes conversam com atendentes sentados a mesas com computadores

Depois de um desastre, mutirões de atendimento costumam reunir Defensoria, Caixa e assistência social num só lugar. Vale perguntar na sua prefeitura se haverá um. Foto de arquivo, para ilustrar: Caravana de Direitos pela reconstrução do Rio Grande do Sul, em Rio Grande (RS), em 2/7/2024. Myke Sena/DPU (Defensoria Pública da União), via Wikimedia Commons — domínio público (CC0).

Bolsa Família: pagamento unificado nas cidades em emergência

Quando o governo federal reconhece a situação de emergência ou o estado de calamidade de uma cidade, as famílias do Bolsa Família de lá deixam de esperar a escala pelo final do NIS e recebem tudo no primeiro dia do calendário. Em outubro, o MDS unificou o pagamento em 225 municípios de nove estados, entre eles o Paraná. As cidades paranaenses na lista de outubro foram: Guaratuba, Piraí do Sul, Cândido de Abreu, Palmital, Santa Maria do Oeste, Marquinho, Reserva, Morretes, Goioerê e Cambé.

Segundo o MDS, essa flexibilização vale inicialmente por dois meses. Se a emergência continuar, a prefeitura pode pedir a renovação pelo mesmo prazo. Para as cidades atingidas neste fim de semana, o pagamento unificado depende do reconhecimento federal do decreto; ele não é automático.

O calendário de novembro, pela Portaria MDS nº 1.221/2026, ficou concentrado em três dias: 16/11 (NIS final 1), 17/11 (final 2) e 18/11 (finais 3 a 0). Quem mora em cidade com emergência reconhecida recebe em 16/11, seja qual for o final do NIS. Em dezembro, os dias são 10, 11 e 14/12, e as cidades em emergência recebem em 10/12. A data que vale é a que aparece no app Bolsa Família ou no Caixa Tem. Explicamos tudo no guia Bolsa Família de novembro sai em só 3 dias.

Se a sua família perdeu a casa ou mudou de endereço por causa da chuva, procure o CRAS ou o setor do Cadastro Único da prefeitura para atualizar o endereço. Cadastro desatualizado é uma das causas mais comuns de bloqueio de benefício e também pode atrapalhar o acesso aos auxílios da prefeitura e do Estado.

Auxílio do Estado de até R$ 50 mil para reconstruir a casa

Desde setembro, o Paraná tem uma regra própria para ajudar famílias vulneráveis atingidas por desastres. O Decreto estadual nº 15.104/2026 permite repassar até R$ 50 mil por família, com dinheiro do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), gerenciado pela Defesa Civil, segundo a Agência Estadual de Notícias. As regras divulgadas são estas:

Situação da casaValor de referênciaVínculo com o imóvel
Perda integralAté 100% (até R$ 50 mil)Documento de posse ou propriedade
Destruição parcial grave (estrutura e habitabilidade comprometidas, grandes reparos)70% do valorDocumento de posse ou propriedade
Destruição parcial leve (acabamento, telhado, portas)Até 40% do valorTambém aceita contrato de locação, recibos de aluguel e, em alguns casos, declaração idônea

Quem pode pedir: moradores de imóveis dentro da área descrita pela prefeitura no registro do desastre, em município com decreto de emergência ou calamidade homologado. É preciso uma autodeclaração de vulnerabilidade social ou temporária, ratificada pela Assistência Social da prefeitura, e um laudo da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec) indicando a extensão dos danos.

O dinheiro serve para material de construção, mão de obra e móveis e eletrodomésticos indispensáveis. Quem faz o pagamento é a prefeitura, depois da aprovação do conselho do Fecap. E aqui mora um detalhe que pesa no bolso: as compras e serviços precisam ser comprovados com nota fiscal, e o descumprimento pode obrigar a devolver o valor. A prefeitura tem até 45 dias para prestar contas ao Estado.

Na prática: não espere o auxílio para guardar papel. Peça nota fiscal de cada saco de cimento, telha e serviço desde já, e prefira lojas e prestadores com CNPJ ativo.

Tem seguro? Acione agora (residencial, auto e o do cartão)

Seguro não é igual para todo mundo, e cada apólice diz o que cobre. Mas alguns caminhos valem a checagem:

  • Seguro residencial: muitas apólices têm cobertura básica para incêndio, raio e explosão, e coberturas adicionais para vendaval e granizo, danos elétricos e, em algumas, alagamento. Veja a apólice ou o app da seguradora. Seguro “de brinde” do cartão, da conta de luz ou do financiamento também conta: quem financia imóvel pelo SFH costuma ter um seguro habitacional embutido na parcela, e vale perguntar ao banco o que ele cobre.
  • Seguro do carro: carro alagado ou atingido por árvore costuma estar coberto na apólice compreensiva (a “completa”), mas não no seguro só contra terceiros. Não tente ligar o motor depois de alagado: chame o guincho da seguradora.
  • Prazo: avise a seguradora o quanto antes. Fotos, vídeos e notas dos bens danificados aceleram a análise.

Não conseguiu votar por causa da chuva?

Quem não votou no 2º turno deste domingo, por estar ilhado, com a estrada bloqueada ou fora do domicílio eleitoral, pode justificar a ausência até 8/1/2027, pelo app e-Título ou no site do TSE, com documento que comprove o motivo. Prints de rodovia interditada, boletim da Defesa Civil ou declaração da prefeitura ajudam. Sem justificar e sem pagar a multa, o título fica pendente e isso trava, por exemplo, emissão de passaporte, posse em concurso e alguns empréstimos em bancos públicos. Explicamos o passo a passo em 2º turno amanhã: como justificar no e-Título até 8/1/2027.

E quem recebe aposentadoria ou pensão: a folha de outubro do INSS começa a ser paga nesta segunda-feira, 26/10, como explicamos no mesmo guia. Se a agência bancária da sua cidade fechou por causa da chuva, o dinheiro continua na conta e pode ser sacado depois, sem perda.

Golpes que aproveitam a tragédia

Todo desastre traz uma onda de golpes. O Procon de Apucarana alertou, na quinta-feira (22/10), para mensagens que prometem um “Auxílio Reconstrução 2026” de R$ 1.050. O link instala um programa no celular que, segundo a diretora do órgão, Silvana Verona, é capaz de clonar o WhatsApp e capturar senhas bancárias e de redes sociais. A orientação é apagar a mensagem, não clicar e não encaminhar.

Outros golpes comuns nessas horas:

  • Falso FGTS liberado: o saque-calamidade só é pedido pelo app oficial do FGTS ou numa agência da Caixa. Ninguém da Caixa liga pedindo senha ou código.
  • Falso técnico da Copel: não existe taxa para a Copel restabelecer a energia depois do temporal nem para a vistoria do pedido de ressarcimento. Na dúvida, ligue para o 0800 51 00 116 antes de abrir o portão.
  • “Empreiteiro de ocasião”: aparece logo depois da chuva, cobra adiantado e some. Contrate quem você consegue identificar.

Para reconhecer golpes com voz e vídeo falsos, que estão cada vez mais comuns, veja o nosso guia os 6 golpes com IA que mais aparecem.

Gráfico do Cantinho Verde Lar com a chuva de 24 de outubro de 2026 no Paraná, com 204,4 milímetros em Pato Branco e 124,4 em Curitiba como recordes desde 1997, e os prazos para quem teve prejuízo: chuva volta em 29/10, vistoria da Copel em 1 dia útil para geladeira, resposta em 15 e pagamento em 20 dias, FGTS de Quedas do Iguaçu até 1º/11, Bolsa Família em 16/11, auxílio estadual de até 50 mil reais e justificativa eleitoral até 8/1/2027

A chuva de sábado nas estações do Simepar e do IAT e os prazos de dinheiro e serviço para quem foi atingido. Gráfico: Cantinho Verde Lar, com dados de Simepar/AEN, Defesa Civil do PR, Copel, FGTS/Caixa, MDS, Decreto estadual 15.104 e TSE.

Pela nossa conta: três situações do dia a dia

Os casos abaixo são hipotéticos, com nomes e valores inventados só para ilustrar as regras. Os prazos são os oficiais citados acima.

1. Dona Marlene, Prudentópolis: a geladeira e a comida. A luz caiu e voltou com um estalo no sábado à noite; a geladeira não ligou mais e a carne do freezer estragou. Ela registra no domingo o pedido de dano elétrico pela Agência Virtual da Copel, sem precisar de documento. Como é geladeira, se a Copel decidir vistoriar, a visita acontece em até 1 dia útil, sem agendamento. A resposta sai em até 15 dias após a vistoria e, se aprovado, o pagamento em até 20 dias. A carne perdida é outro pedido, de outros danos, que ela precisa fazer por telefone ou no posto, dentro de 90 dias. Ela fotografa o freezer cheio e guarda o cupom do açougue.

2. Seu João, Cruz Machado: o FGTS e a regra dos 12 meses. Cruz Machado tem prazo aberto até 17/01/2027 por um desastre anterior. João tem duas contas do FGTS: uma com R$ 4.000 de saldo e outra com R$ 9.000. Se o endereço dele está na área declarada naquele evento e ele nunca sacou, poderia pedir até R$ 4.000 de uma conta (o saldo todo) e até R$ 6.220 da outra (o teto), um total de até R$ 10.220. Mas, se sacar agora, só poderá fazer um novo saque-calamidade daqui a 12 meses, mesmo que a cidade seja habilitada de novo por causa do temporal deste fim de semana. Como a casa dele ficou de pé, decide esperar a decisão sobre o evento novo; se ela não vier, ainda tem o prazo aberto até janeiro.

3. Paula e Rafael, Curitiba: aluguel, alagamento e telhado. O casal mora de aluguel no Xaxim; a água entrou na sala e o vendaval levou parte das telhas. Curitiba não está na lista do FGTS. O caminho deles é: avisar o proprietário por escrito (reparo estrutural do imóvel alugado, como telhado, é em regra obrigação do dono), acionar o seguro residencial do contrato, se houver, e pedir à Copel o ressarcimento do micro-ondas queimado. Se a família for vulnerável e a cidade tiver decreto homologado, o contrato de aluguel permite pedir o auxílio estadual no caso de dano leve, via Assistência Social, desde que o laudo da Defesa Civil confirme o dano.

Erros comuns que fazem perder dinheiro

  1. Jogar fora o aparelho queimado antes de a Copel decidir se vai vistoriar.
  2. Pedir no nome errado: o pedido à Copel é do titular da conta de luz. Inquilino que não trocou a titularidade precisa resolver isso primeiro.
  3. Misturar os pedidos: aparelho elétrico (5 anos, inclusive pela internet) e comida perdida ou outros danos (90 dias, só telefone ou posto) são pedidos diferentes.
  4. Acreditar em “FGTS liberado” no WhatsApp: o saque só existe depois da portaria federal e da habilitação. Confira na lista oficial.
  5. Esquecer a regra dos 12 meses e usar o saque de um evento menor quando um prejuízo maior pode vir depois.
  6. Não guardar nota fiscal das compras de reconstrução: sem ela, o auxílio estadual pode ter de ser devolvido.
  7. Não fotografar antes de limpar: fotos e vídeos com data são a melhor prova para seguro, Copel e Defesa Civil.
  8. Deixar o Cadastro Único desatualizado depois de mudar de endereço por causa da chuva.
  9. Pagar adiantado a quem aparece oferecendo conserto, sem contrato e sem identificar a empresa.
  10. Ignorar a previsão: a chuva volta na quinta-feira (29/10). Proteja documentos e eletrônicos antes.

Calendário: as datas que importam

DataO que aconteceO que fazer
25/10 (dom)2º turno; balanço de 32 cidades com danos; Copel com 96% religadoFotografar estragos, registrar falta de luz e anotar protocolos
26/10 (seg)Começa a folha de outubro do INSSConferir o crédito no app Meu INSS ou no banco
26 a 28/10Trégua de cerca de três dias nas tempestades (Simepar)Registrar pedidos na Copel, avisar seguradora e procurar a Assistência Social
29/10 (qui)Chuva volta ao Paraná, com pancadas e trovoadas isoladas (Simepar)Proteger documentos e eletrônicos; manter alertas ativos (CEP para 40199)
1º/11 (dom)Fim do prazo do saque-calamidade em Quedas do Iguaçu (evento anterior)Pedir pelo app até sexta, sem deixar para o feriado
2/11 (seg)Feriado de FinadosPostos de atendimento podem estar fechados; use os canais digitais
11/11 a 2/12Fim dos prazos do FGTS em Guaratuba (11/11), Piraí do Sul (18/11), Reserva (22/11), Santa Maria do Oeste (24/11), Morretes (25/11), Marquinho (29/11) e Goioerê (2/12)Conferir se o seu endereço está na área declarada
16/11 (seg)Bolsa Família: NIS final 1 e cidades em emergência reconhecidaVer a data no app Bolsa Família ou no Caixa Tem
Até 90 dias do temporalPrazo da Copel para “outros danos”Pedir por telefone ou no posto
8/1/2027Fim do prazo para justificar a ausência no 2º turnoUsar o e-Título com comprovante
Até 5 anos do temporalPrazo da Copel para danos em aparelhos elétricosNão deixe para depois: quanto antes, mais fácil provar

Antes de contratar o conserto: confira quem vai entrar na sua casa

Depois de um temporal, a procura por eletricista, telhadista, vidraceiro e pequenas construtoras explode, e aparece todo tipo de oferta. Um cuidado simples protege o seu dinheiro: peça o CNPJ e confira antes de fechar. No Consultor CNPJ dá para ver, de graça, se a empresa existe, se o cadastro está ativo, desde quando funciona e qual é a atividade registrada. Isso também ajuda na hora da nota fiscal, que é exigida para comprovar o uso do auxílio estadual e facilita o reembolso do seguro. E se o prejuízo foi na sua empresa, lembre que o pedido à Copel é feito pelo representante legal, com o CNPJ em mãos.

Checklist: o que fazer nesta semana

  • ☐ Fotografar e filmar os estragos (casa, móveis, aparelhos, carro) antes de limpar, com data.
  • ☐ Registrar falta de luz na Copel e anotar o protocolo.
  • ☐ Pedir o ressarcimento de aparelhos queimados (Agência Virtual, 0800 51 00 116 ou posto) e guardar o aparelho para a vistoria.
  • ☐ Pedir “outros danos” (comida perdida, por exemplo) por telefone ou no posto, dentro de 90 dias.
  • ☐ Conferir se a conta de luz está no seu nome; se não estiver, pedir a troca de titularidade.
  • ☐ Avisar a seguradora (residencial, auto, habitacional do financiamento ou do cartão).
  • ☐ Procurar a Defesa Civil da cidade para o laudo e a Assistência Social (CRAS) para o cadastro de famílias atingidas.
  • ☐ Atualizar o endereço no Cadastro Único, se teve de sair de casa.
  • ☐ Conferir a lista do saque-calamidade e ver se a sua cidade tem prazo aberto (Quedas do Iguaçu: até 1º/11).
  • ☐ Lembrar da regra dos 12 meses antes de sacar o FGTS.
  • ☐ Guardar todas as notas fiscais de material e serviço.
  • ☐ Checar o CNPJ de quem vai fazer o conserto e não pagar tudo adiantado.
  • ☐ Justificar o voto no e-Título, se não conseguiu votar (até 8/1/2027).
  • ☐ Cadastrar os alertas da Defesa Civil: CEP por SMS para 40199 ou WhatsApp (61) 2034-2611.
  • ☐ Apagar, sem clicar, qualquer mensagem de “Auxílio Reconstrução” com link.
  • ☐ Preparar a casa para a chuva de quinta-feira (29/10): calhas limpas, documentos em saco plástico e aparelhos fora da tomada se houver trovoada.

Perguntas frequentes

O FGTS já foi liberado para o temporal deste fim de semana?

Não, até a lista consultada neste domingo (25/10). O saque depende de decreto da prefeitura, portaria do governo federal e habilitação na Caixa. Algumas cidades atingidas agora já têm prazo aberto, mas por desastres anteriores.

Quanto posso sacar do FGTS na calamidade?

Até R$ 6.220 por conta, limitado ao saldo, com intervalo mínimo de 12 meses entre um saque-calamidade e outro.

Não tenho comprovante de residência. Posso pedir assim mesmo?

Sim. Vale uma declaração da prefeitura em papel timbrado ou uma declaração própria com nome, CPF, data de nascimento e endereço completo com CEP, que a Caixa confere em cadastros oficiais (Decreto nº 12.019).

A Copel paga a comida que estragou na geladeira?

Pode pagar, se o pedido for aprovado. É um pedido de “outros danos”, feito só por telefone ou no posto de atendimento, em até 90 dias. A análise leva até 60 dias e o pagamento sai em até 20 dias depois da resposta.

Preciso de documentos para pedir o ressarcimento de um aparelho?

Não para registrar o pedido: basta informar os dados. A Copel pode pedir documentos, laudo ou orçamento depois, por escrito. Empresas precisam comprovar a representação legal (CNPJ, Inscrição Estadual ou contrato social).

Moro de aluguel. Quem pede à Copel?

O titular da unidade consumidora. Se a conta está no nome do proprietário, ou você pede a ele que faça o pedido, ou troca a titularidade para o seu nome e então registra o pedido, respeitando os prazos.

Quem recebe o auxílio estadual de até R$ 50 mil?

Famílias vulneráveis com a casa danificada, em municípios com decreto de emergência ou calamidade homologado, com laudo da Defesa Civil estadual e autodeclaração ratificada pela Assistência Social. O valor varia conforme o dano e é pago pela prefeitura.

O Bolsa Família vai sair antes na minha cidade?

Só se a emergência for reconhecida pelo governo federal. Nesse caso, o pagamento sai no 1º dia do calendário (16/11 em novembro). Confira a data no app Bolsa Família ou no Caixa Tem.

Não votei porque a estrada estava fechada. E agora?

Justifique pelo e-Título ou no site do TSE até 8/1/2027, anexando um comprovante do motivo.

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Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui as orientações oficiais da Defesa Civil, da Copel, da Caixa, do MDS, do Governo do Paraná e do TSE, que prevalecem em caso de dúvida. Os números do temporal são os balanços divulgados até a tarde de 25/10/2026 e podem mudar. As situações da seção “pela nossa conta” são hipotéticas e servem só para ilustrar as regras. Coberturas de seguro dependem de cada apólice: confira a sua com a seguradora ou o corretor.

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