Atualizado em 24/10/2026 (12h, horário de Brasília). Fontes principais: comunicado da Agência SP/SDUH reproduzido pelo Leia São Paulo (23/10); Ministério das Cidades – MCMV/FGTS; Decreto 12.797/2025 (salário mínimo).

Conjunto habitacional entregue pelo Governo de São Paulo em 29/11/2021. Neste fim de semana (24 e 25/10/2026), o Feirão Casa Paulista oferece 2.101 cartas de crédito para o primeiro imóvel. Foto: Governo do Estado de São Paulo — CC BY 2.0, via Wikimedia Commons, adaptada.
Se você mora no estado de São Paulo, paga aluguel e tem renda familiar de até três salários mínimos, este sábado e este domingo podem valer até R$ 16 mil no seu bolso. O Governo de São Paulo, pelo programa Casa Paulista, colocou mais de R$ 27,4 milhões em 2.101 cartas de crédito dadas a fundo perdido (ou seja, você não devolve) para famílias que querem comprar o primeiro imóvel. A distribuição acontece no Feirão Casa Paulista, que vai até domingo (25/10) na capital e em mais 18 cidades da Grande São Paulo e do interior.
O feirão virou assunto nas buscas do Google neste sábado, puxado pelas cartas de R$ 13 mil de Guarulhos e de outras cidades. Neste guia você encontra, em ordem: quem tem direito (com a conta exata da renda em reais), quanto vale a carta em cada cidade, os endereços e horários de cada ponto de atendimento, como a carta estadual se soma ao subsídio do Minha Casa, Minha Vida e ao seu FGTS, quanto isso muda na parcela, os documentos para levar e os cuidados para não cair em promessa de “carta garantida”.
Resumo rápido
- O quê: Feirão Casa Paulista, com 2.101 Cartas de Crédito Imobiliário (CCI) do Governo de SP, no total de mais de R$ 27,4 milhões.
- Quando: na maioria das cidades, sábado (24) e domingo (25/10), das 9h às 18h ou 19h. Algumas começaram na sexta (23) e Tupã vai até 1º/11.
- Quanto: R$ 16 mil na capital; R$ 13 mil em Campinas, Guarulhos, Sorocaba, São José dos Campos, Ribeirão Preto e outras; R$ 11 mil em Bauru e São Carlos; R$ 10 mil em Tupã, Ourinhos, Marília, Araraquara, Araçatuba e mais.
- Quem pode: família com renda de até três salários mínimos (R$ 4.863 por mês em 2026, pela nossa conta), sem imóvel no nome, sem financiamento imobiliário ativo e que nunca tenha sido beneficiada por outro programa habitacional.
- Como funciona: a carta é usada na compra de um apartamento ou casa de empreendimento participante, contratado na Caixa com recursos do FGTS. Ela reduz o valor que você precisa financiar.
- Soma com o federal: quem ganha até R$ 5.000 pode ter, além da carta, o subsídio do Minha Casa, Minha Vida, que chega a R$ 55 mil fora da Região Norte, segundo o Ministério das Cidades.
- Atenção: domingo também é dia de 2º turno (8h às 17h). Dá para votar e passar no feirão, mas planeje o horário.
O que é a carta de crédito do Casa Paulista, em linguagem simples
A Carta de Crédito Imobiliário (CCI) é um desconto pago pelo governo do estado direto na compra do imóvel. Ela não é empréstimo e não entra como dívida no seu nome. Funciona como parte da entrada: se o apartamento custa um valor X e você tem a carta de R$ 16 mil, esse valor deixa de sair do seu bolso ou do financiamento.
Segundo o comunicado do governo paulista, a carta vale para imóveis de empreendimentos que:
- têm no mínimo dois dormitórios;
- estão contratados junto à Caixa Econômica Federal, que é o agente operador do programa, com financiamento por meio do FGTS;
- foram selecionados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), que dá preferência a cidades com maior vulnerabilidade socioeconômica, a indicadores habitacionais e à data prevista de entrega das unidades.
Na prática, isso quer dizer que você não recebe dinheiro na mão: você escolhe um imóvel participante no estande, passa pela análise de crédito e, se for aprovado, a carta entra no negócio. Depois do feirão, as construtoras têm até cinco dias úteis para mandar à SDUH o relatório com as famílias atendidas e as unidades vendidas; só então o governo autoriza o uso dos recursos e libera o subsídio. Para empreendimentos ainda não cadastrados, a emissão pode levar até dez dias úteis depois da regularização no sistema.
Quem tem direito: as 4 regras e a conta da renda
O governo paulista lista quatro requisitos para a Carta de Crédito Imobiliário. Você precisa cumprir todos:
- Renda familiar de até três salários mínimos. Com o salário mínimo de R$ 1.621 em vigor desde 1º/1/2026 (Decreto 12.797/2025), o teto fica em R$ 4.863 por mês (3 × R$ 1.621, pela nossa conta). Some a renda de todas as pessoas que vão compor a compra.
- Não ter imóvel no próprio nome.
- Não ter financiamento imobiliário ativo.
- Nunca ter sido beneficiado por outro programa habitacional.
| Composição da renda (exemplos) | Renda mensal | Dentro do teto de R$ 4.863? |
|---|---|---|
| Uma pessoa com 1 salário mínimo | R$ 1.621 | Sim |
| Casal, cada um com 1 salário mínimo | R$ 3.242 | Sim |
| Casal com R$ 2.500 + R$ 2.200 | R$ 4.700 | Sim |
| Três salários mínimos exatos | R$ 4.863 | Sim (é o limite) |
| Casal com R$ 2.800 + R$ 2.300 | R$ 5.100 | Não para a carta estadual |
Exemplos ilustrativos, pela nossa conta, com o salário mínimo de 2026. Na análise, vale a renda comprovada e as regras do agente financeiro.
Se a sua família passa um pouco do teto, a carta do Casa Paulista fica de fora, mas o Minha Casa, Minha Vida atende rendas maiores (até R$ 13 mil na Faixa 4, segundo o Ministério das Cidades). Ou seja: não desista da casa própria por causa disso, só ajuste a expectativa de subsídio.
Quanto vale a carta e quantas existem na sua cidade
O valor depende do município do imóvel. Esta é a distribuição divulgada pelo governo de SP para esta edição:
| Valor da carta | Cidades (número de cartas) | Total de cartas |
|---|---|---|
| R$ 16 mil | São Paulo (539) | 539 |
| R$ 13 mil | São José do Rio Preto (251), Campinas (206), Sorocaba (193), Guarulhos (86), São José dos Campos (78), Taubaté (71), Ribeirão Preto (66), Itu (43), Osasco (7), Suzano (5), Votorantim (4), Itaquaquecetuba (2) | 1.012 |
| R$ 11 mil | São Carlos (89), Bauru (59) | 148 |
| R$ 10 mil | Tupã (125), Ourinhos (64), Vargem Grande Paulista (58), Araçatuba (51), Araraquara (50), Marília (50), Santa Fé do Sul (4) | 402 |
| Total | 2.101 cartas • R$ 27,43 milhões (pela nossa conta, batendo com os “mais de R$ 27,4 milhões” oficiais) | |
Repare em duas coisas. Primeiro, as cartas são limitadas: Itaquaquecetuba tem só 2, Votorantim 4, Santa Fé do Sul 4, Suzano 5 e Osasco 7. Nessas cidades, chegar cedo faz diferença. Segundo, a capital concentra mais de um quarto das cartas (539) e o maior valor (R$ 16 mil), espalhados por sete endereços.
Endereços e horários: onde ir no sábado e no domingo
A lista abaixo é a divulgada pelo governo paulista. Os pontos de atendimento ficam em estandes de construtoras, lojas, salas em shopping e praças. Em alguns endereços também se vendem unidades de cidades vizinhas (veja a coluna de observação).
| Cidade | Dias e horário | Endereço | Observação |
|---|---|---|---|
| São Paulo (1) | 24 e 25/10, 9h–19h | Rua Carmelia Morano, 153, Jardim Arpoador | Também vende unidades de Osasco |
| São Paulo (2) | 24 e 25/10, 9h–19h | Rua Barros Cassal, 170, Itaquera | |
| São Paulo (3) | 24 e 25/10, 9h–19h | Av. Miguel Ignácio Curi, 111, Vila Carmosina | Em frente ao estacionamento E5 da Neo Química Arena |
| São Paulo (4) | 24 e 25/10, 9h–18h | Av. Kenkiti Simomoto, 786, Jaguaré | Fecha mais cedo |
| São Paulo (5) | 24 e 25/10, 9h–19h | Rua Maria Cândida, 1689, Vila Guilherme | |
| São Paulo (6) | 24 e 25/10, 9h–19h | Av. Raimundo Pereira Magalhães, 7395, Vila Anastácio | |
| São Paulo (7) | 24 e 25/10, 9h–19h | Rua André de Almeida, 2375, São Mateus | |
| Guarulhos | 24 e 25/10, 9h–19h | Estrada Pres. Juscelino K. de Oliveira, 4252, Jardim Albertina | 86 cartas de R$ 13 mil |
| Poá | 24 e 25/10, 9h–19h | Av. Vital Brasil, 36, Centro | Vende unidades de Itaquaquecetuba e Suzano |
| Vargem Grande Paulista | 24 e 25/10, 9h–19h | Rua do Carvalho, 400, Jardim Atalaia | |
| Campinas | 24 e 25/10, 9h–18h | Av. Brasil, 228, Jardim Chapadão | |
| Itu | 24 e 25/10, 9h–18h | Rua Arquiteto João Marcio de Arruda, 207, Vila Leis | |
| Sorocaba (1) | 23 a 25/10, 9h–18h | Rua Seraphim Banietti, 1600, Caguassu | |
| Sorocaba (2) | 24 e 25/10, 9h–18h | Rua Antonia dos Reis Oliveira, Jardim dos Eucaliptos | |
| Sorocaba (3) | 24 e 25/10, 9h–18h | Rua José Ricieri Orlandi, 1285, Vila Aeroporto | Também vende unidades de Votorantim |
| São José dos Campos | 24 e 25/10, 9h–19h | Rua João Adão, 481, Residencial Gazzo | |
| Taubaté | 24 e 25/10, 9h–19h | Parque Doutor Barbosa de Oliveira, 101, Centro | |
| Ribeirão Preto | 24 e 25/10, 9h–18h | Av. Presidente Vargas, 2035, Centro | |
| São José do Rio Preto (1) | 23 a 25/10, 7h–19h | Rua 12, nº 227, Centro | Abre às 7h |
| São José do Rio Preto (2) | 24 e 25/10, 9h–18h | Rua Rubião Júnior, Centro | |
| Santa Fé do Sul | 23 a 25/10, 7h–19h | Rua Pedro Amaral, 2701, Boa Vista | Só 4 cartas |
| Ourinhos | 23 a 25/10, 9h–20h | Rua Cardoso Ribeiro, 970 (salas 5 e 6), Vila Boa Esperança – Piso Ouro – Plaza Shopping | Também vende unidades de São José do Rio Preto |
| Bauru | 24 e 25/10, 9h–18h | Av. Getúlio Vargas, 60, Centro | |
| São Carlos | 24 e 25/10, 9h–18h | Av. Dr. Carlo Botelho, 1321, Centro | Veja a nota abaixo |
| Araraquara | 24 e 25/10, 9h–18h | Rua Diógenes Muniz Barreto, 870 | |
| Araçatuba | 24 e 25/10, 9h–18h | Rua do Fico, 285, Centro | |
| Marília | 24 e 25/10, 9h–18h | Av. Rio Branco, 686, Centro | |
| Tupã | 24/10 a 1º/11, 9h–18h | Av. Tamoios, 1389, Centro | O mais longo: 125 cartas |
Nota sobre São Carlos: o site São Carlos em Rede publicou que a construtora MRV, no mesmo endereço (Rua/Av. Carlos Botelho, 1.321, Centro), fará o feirão de 24 a 31 de outubro, com 237 cheques do Casa Paulista em três empreendimentos (Monte das Colinas, Monte dos Ipês e Monte dos Cedros). O comunicado estadual fala em 89 cartas e atendimento em 24 e 25/10. A diferença pode vir de cartas de edições anteriores ainda disponíveis na construtora, mas não há confirmação oficial. Se você mora em São Carlos, vá no fim de semana e pergunte no estande quantas cartas ainda restam e até quando.

Entrega de chaves em conjunto habitacional do Governo de SP, em 29/11/2021. A carta do Casa Paulista ajuda na entrada; a chave só vem depois da aprovação do crédito e da obra pronta. Foto: Governo do Estado de São Paulo — CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.
Como somar a carta estadual com o Minha Casa, Minha Vida
Aqui está o ponto que mais faz diferença no preço final. Os imóveis do feirão são financiados pela Caixa com recursos do FGTS, que é a linha financiada do Minha Casa, Minha Vida. Segundo o Ministério das Cidades, nessa linha:
- famílias com renda de até R$ 5.000 podem receber descontos (subsídios) que chegam a R$ 65 mil na Região Norte e a R$ 55 mil nas demais regiões, incluindo São Paulo;
- o cálculo do subsídio considera a renda e o local de moradia: quem ganha menos recebe mais;
- o valor máximo do imóvel, para renda até R$ 5.000 (Faixas 1 e 2), vai de R$ 210 mil a R$ 275 mil, conforme a cidade;
- o prazo máximo do financiamento é de 35 anos;
- não há inscrição nem sorteio: pode pedir quem está dentro da renda e não tem outro imóvel ou financiamento habitacional ativo.
Como o teto do Casa Paulista (R$ 4.863) fica abaixo do limite de R$ 5.000 do subsídio federal, todo mundo que se enquadra na carta estadual também está na faixa de renda que pode receber o desconto do MCMV. O valor exato do subsídio federal sai na simulação do banco. Em São Carlos, por exemplo, a construtora divulgou que a soma das duas ajudas pode chegar a R$ 66 mil (R$ 11 mil da carta estadual + até R$ 55 mil do federal), conforme o enquadramento de cada comprador. Pela mesma lógica, na capital o teto teórico seria R$ 16 mil + R$ 55 mil = R$ 71 mil, mas lembre: R$ 55 mil é o máximo, e famílias com renda mais alta dentro da faixa recebem menos.
Os juros do MCMV pela sua renda
A tabela do Ministério das Cidades (atualizada em 28/6/2026) escalona os juros pela renda. Moradores do Norte e do Nordeste e cotistas do FGTS pagam menos. Para quem está no Sudeste, como os compradores do feirão paulista:
| Renda familiar bruta mensal | Faixa | Juros nominais ao ano – S, SE e CO (cotista do FGTS) | Não cotista – S, SE e CO |
|---|---|---|---|
| até R$ 2.160 | 1 | 4,25% | 4,75% |
| R$ 2.160,01 a R$ 2.850 | 1 | 4,50% | 5,00% |
| R$ 2.850,01 a R$ 3.200 | 1 | 4,75% | 5,25% |
| R$ 3.200,01 a R$ 3.500 | 2 | 5,00% | 5,50% |
| R$ 3.500,01 a R$ 4.000 | 2 | 5,50%* | 6,00%* |
| R$ 4.000,01 a R$ 5.000 | 2 | 6,50%* | 7,00%* |
Fonte: Ministério das Cidades, página MCMV-FGTS. *Nessas duas linhas a página mostra só dois valores; lemos como cotista e não cotista, sem diferença por região. Confirme na simulação da Caixa. Para Faixa 1 no Norte/Nordeste, a taxa começa em 4,00% para cotistas.
Use o seu FGTS (e até o FGTS que ainda vai cair)
O Ministério das Cidades explica que não é preciso ter saldo no FGTS para conseguir o financiamento do MCMV (a exceção é o Pró-Cotista). Mas, se você tem qualquer valor na conta, pode usá-lo para diminuir a entrada. E os depósitos que o empregador ainda vai fazer também podem entrar na conta, no chamado FGTS Futuro.
Antes de ir ao feirão, abra o aplicativo FGTS e anote o saldo de todas as contas (inclusive de empregos antigos). Esse número, somado à carta do Casa Paulista e ao subsídio federal, é o que define quanto você ainda precisa financiar. Se você aderiu ao saque-aniversário e fez antecipação com um banco, parte do saldo pode estar bloqueada como garantia: confira no app antes de contar com o dinheiro.
Quanto a carta muda na parcela: simulação
Para você ter uma ideia do peso de cada real a menos no financiamento, fizemos contas na tabela Price, em 35 anos (420 meses), sem seguros obrigatórios e sem taxas (que aumentam a parcela real). O banco pode usar outro sistema de amortização (como o SAC, em que a primeira parcela é mais alta e vai caindo), então use os números só como comparação.
| Valor financiado | 5,25% ao ano | 6,00% ao ano | 7,00% ao ano |
|---|---|---|---|
| R$ 150.000 | R$ 781,11 | R$ 855,28 | R$ 958,28 |
| R$ 170.000 | R$ 885,26 | R$ 969,32 | R$ 1.086,06 |
| R$ 190.000 | R$ 989,41 | R$ 1.083,36 | R$ 1.213,83 |
Pela nossa conta, tabela Price, juros nominais divididos por 12, 420 parcelas, sem seguros, taxas nem correção. Simulação ilustrativa; não é proposta de banco.
O que isso mostra: a carta de R$ 16 mil da capital, a 6% ao ano, tira cerca de R$ 91 da parcela todo mês e evita uns R$ 38,3 mil em prestações ao longo dos 35 anos (pela nossa conta). A carta de R$ 10 mil do interior corta cerca de R$ 57 por mês e uns R$ 23,9 mil no total. Não é pouco para quem está saindo do aluguel.
Passo a passo no dia do feirão
- Confira a renda. Some a renda bruta de quem vai entrar na compra. Até R$ 4.863: carta estadual + MCMV. Até R$ 5.000: MCMV com subsídio. Acima: MCMV sem subsídio, até R$ 13 mil.
- Escolha o ponto mais perto na tabela acima. Lembre que cada ponto vende unidades de empreendimentos específicos (às vezes de outra cidade). Pergunte onde fica o prédio e quando ele fica pronto.
- Leve os documentos (lista abaixo). Sem comprovante de renda, a análise de crédito não anda.
- Faça a análise de crédito no estande. É ela que define o valor que o banco aceita financiar e o subsídio federal.
- Peça tudo por escrito: preço do imóvel, valor da carta, subsídio federal estimado, FGTS usado, valor financiado, taxa de juros, prazo e parcela estimada com seguros.
- Entenda a fase de obra. Em imóvel na planta, pode haver pagamentos à construtora durante a construção. Pergunte quanto, quando e com qual correção.
- Não assine com pressa. Leve o material para casa se tiver dúvida; quem tem direito à carta pela regra não perde por pedir um dia para ler o contrato.
Documentos para levar
O comunicado estadual não traz a lista. Para a análise de crédito no feirão de São Carlos, a construtora informou que pede: documento oficial com foto (RG ou CNH), comprovante de renda e comprovante de residência. Leve também, por precaução, o CPF de todos que vão compor a renda e a certidão de casamento ou de nascimento, se houver. Se você é autônomo ou trabalha por conta própria, leve extratos bancários e o que tiver de comprovação de renda (declaração de Imposto de Renda, se declarou, ou notas e recibos).
Cuidado com golpes: ninguém “garante” carta mediante pagamento
Programa com dinheiro público e vagas limitadas atrai golpista. Algumas regras simples:
- A carta do Casa Paulista é concedida a fundo perdido. Desconfie de quem cobra “taxa de reserva”, “taxa de cadastro” ou Pix para “garantir” a sua carta.
- Atendimento é nos pontos oficiais divulgados pelo governo. Mensagem de WhatsApp ou perfil de rede social oferecendo carta “por fora” é sinal de alerta.
- Quem libera o subsídio é a SDUH, depois do relatório da construtora. Não existe liberação “na hora” mediante depósito.
- Não entregue senhas do gov.br, do app FGTS ou do banco a ninguém, nem a funcionário de estande.
- Golpes com fotos e vídeos falsos criados por inteligência artificial também estão crescendo. Leia nosso guia sobre como reconhecer perfis e vídeos falsos.
Domingo tem feirão e 2º turno: como encaixar os dois
Domingo (25/10) é dia de segundo turno, com votação das 8h às 17h de Brasília. A maioria dos pontos do feirão abre às 9h e fecha às 18h ou 19h, então dá para votar cedo e ir ao estande depois, ou o contrário. Na capital e em várias cidades, o transporte público será gratuito no dia da eleição, com horários que mudam por cidade: veja o nosso guia do 2º turno com transporte grátis por capital. Se você não puder ir ao feirão no domingo, sábado é o dia mais tranquilo; em Tupã, o atendimento segue até 1º/11.

Feirão Casa Paulista em números (24 e 25/10/2026). Quadro: Cantinho Verde Lar, com dados do Governo de SP/SDUH, Ministério das Cidades e Decreto 12.797/2025; simulação pela nossa conta.
Não mora em SP ou perdeu o feirão? Caminhos para o primeiro imóvel
- Minha Casa, Minha Vida direto no banco: o MCMV financiado não tem inscrição nem processo seletivo. Você pode procurar um imóvel e pedir a análise de crédito a qualquer momento, em qualquer estado. Renda até R$ 13 mil, imóvel até R$ 600 mil na Faixa 4. Veja o nosso guia do MCMV com renda, juros e FGTS.
- Faixa 1 subsidiada (até R$ 3.200): nessa linha, que usa recursos da União, beneficiários do BPC ou do Bolsa Família ficam isentos de prestações, segundo o Ministério das Cidades. O cadastro é feito pela prefeitura ou pelo estado, que indicam as famílias.
- Leilão de imóveis da Caixa: pode sair mais barato, mas tem riscos e custos extras. Leia o nosso guia do leilão da Caixa.
- Imóvel na planta: antes de assinar, entenda a correção pelo INCC durante a obra. Explicamos tudo em imóvel na planta e INCC.
Nome sujo atrapalha?
A análise de crédito do banco pesa no resultado. Se você tem dívidas atrasadas, vale organizar a situação antes de assumir uma parcela de 35 anos. O prazo do Desenrola Adimplentes vai até segunda (26/10), e o Banco Central mudou regras de oferta de crédito para quem está endividado (veja o que muda). Não pegue empréstimo caro para pagar a entrada: isso pode derrubar a sua aprovação e apertar o orçamento.
É MEI ou autônomo? Organize a comprovação de renda
Quem trabalha por conta própria costuma travar na hora de provar renda. Se você é MEI, mantenha o DAS em dia, guarde as notas e os extratos da conta usada no negócio e deixe a declaração anual (DASN-Simei) entregue. Para entender abertura, enquadramento e regularização do CNPJ, o Consultor CNPJ ajuda a consultar e organizar os dados da sua empresa antes de procurar o banco.
Tabela-resumo: os números do Feirão Casa Paulista
| Item | Valor ou regra | Fonte |
|---|---|---|
| Total liberado | Mais de R$ 27,4 milhões | Governo de SP/SDUH |
| Cartas de crédito | 2.101, a fundo perdido | Governo de SP/SDUH |
| Valores | R$ 16 mil (capital), R$ 13 mil, R$ 11 mil ou R$ 10 mil | Governo de SP/SDUH |
| Cidades | Capital + 18 municípios | Governo de SP/SDUH |
| Datas | Até 25/10 na maioria; Tupã até 1º/11 | Governo de SP/SDUH |
| Renda máxima | 3 salários mínimos = R$ 4.863 | SDUH + Decreto 12.797/2025 (conta nossa) |
| Imóvel | Mínimo de 2 dormitórios, contratado na Caixa com FGTS | Governo de SP/SDUH |
| Liberação do subsídio | Após relatório da construtora (até 5 dias úteis depois do feirão) | Governo de SP/SDUH |
| Subsídio federal (MCMV) | Até R$ 55 mil (R$ 65 mil no Norte) para renda até R$ 5.000 | Ministério das Cidades |
| Teto do imóvel (renda até R$ 5.000) | R$ 210 mil a R$ 275 mil, conforme a cidade | Ministério das Cidades |
| Prazo máximo | 35 anos | Ministério das Cidades |
Checklist
- ☐ Somei a renda bruta da família e confirmei que fica em até R$ 4.863.
- ☐ Ninguém da compra tem imóvel no nome, financiamento habitacional ativo ou já recebeu benefício de programa habitacional.
- ☐ Escolhi o ponto de atendimento e conferi o horário (9h–18h ou 9h–19h na maioria).
- ☐ Separei RG ou CNH, CPF, comprovante de renda e comprovante de residência de todos.
- ☐ Anotei o saldo de todas as contas do FGTS no aplicativo.
- ☐ Conferi se há saldo bloqueado por antecipação do saque-aniversário.
- ☐ Sei quanto posso pagar por mês sem apertar comida, contas e transporte.
- ☐ Pedi por escrito: preço, carta, subsídio federal, FGTS, valor financiado, juros, prazo, parcela com seguros.
- ☐ Perguntei a data de entrega e os pagamentos durante a obra.
- ☐ Não paguei nenhuma “taxa” para garantir carta.
- ☐ Planejei o domingo: voto (8h–17h) e feirão no mesmo dia, se for o caso.
Perguntas frequentes
Preciso devolver a carta de crédito do Casa Paulista?
Não. Segundo o governo paulista, as cartas são concedidas a fundo perdido. Elas reduzem o valor do imóvel que você precisa pagar ou financiar.
Posso usar a carta para comprar qualquer imóvel?
Não. Só imóveis de empreendimentos participantes, com pelo menos dois dormitórios e contratados na Caixa com recursos do FGTS. Os estandes do feirão mostram as opções.
Ganho R$ 5.000. Posso participar?
Da carta estadual, não: o limite é de três salários mínimos, R$ 4.863 em 2026. Mas você ainda pode buscar o Minha Casa, Minha Vida, que dá subsídio para renda até R$ 5.000 e financia com juros menores até R$ 13 mil de renda.
Já tive um imóvel e vendi. Tenho direito?
A regra divulgada diz “não possuir imóvel no próprio nome”. Se o imóvel já foi vendido e transferido, pergunte no estande; mas, se você foi beneficiado antes por um programa habitacional, a regra exclui.
Preciso ter saldo no FGTS?
Não, segundo o Ministério das Cidades, para a linha financiada do MCMV. Se tiver saldo, pode usar para baixar a entrada; o FGTS Futuro também pode entrar.
Quando o desconto é liberado?
Depois do feirão. A construtora tem até cinco dias úteis para enviar o relatório à SDUH, que então autoriza o uso dos recursos. Para empreendimentos ainda não cadastrados, a emissão pode levar até dez dias úteis após a regularização.
Perdi o fim de semana. Haverá outro feirão?
O governo de SP vem fazendo edições periódicas do Feirão Casa Paulista ao longo do ano, mas não há data anunciada para a próxima. Em Tupã, o atendimento vai até 1º/11. Fora isso, o MCMV pode ser pedido a qualquer momento.
Bolsa Família ou BPC atrapalham a renda?
No Minha Casa, Minha Vida, na linha subsidiada, o Ministério das Cidades informa que Bolsa Família, BPC, auxílio-doença, auxílio-acidente e seguro-desemprego não entram no cálculo da renda para enquadramento. Para a carta estadual, confirme no estande como a renda é calculada.
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Fontes
- Leia São Paulo / Agência SP – Feirão Casa Paulista: R$ 27,4 milhões (23/10/2026)
- Região Noroeste – Feirão Casa Paulista libera R$ 27,4 milhões
- Click Guarulhos – 86 cartas de R$ 13 mil (24/10/2026)
- Giro S/A – cartas para Osasco e Vargem Grande Paulista
- São Carlos em Rede – feirão em São Carlos, documentos e soma de até R$ 66 mil
- Ministério das Cidades – MCMV/FGTS: subsídios, tetos e juros
- Ministério das Cidades – Sobre o Minha Casa, Minha Vida (faixas)
- Agência SP – edição de julho de 2026 do Feirão Casa Paulista
- Decreto nº 12.797/2025 – salário mínimo de R$ 1.621
- Google Trends Brasil (24/10/2026)
Este conteúdo é informativo e foi feito com base em comunicados oficiais e reportagens publicadas até 24/10/2026. Endereços, horários e quantidade de cartas podem mudar: confirme no ponto de atendimento ou nos canais do Governo de São Paulo antes de sair. As contas marcadas como “pela nossa conta” são exemplos e não substituem a simulação do banco.
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